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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Gestão Organizacional: Planejamento, Recursos Humanos e Capacidades

Título

CONECTADOS OU ISOLADOS? PERCEPÇÕES SOBRE O TELETRABALHO E A CONCILIAÇÃO TRABALHO-FAMÍLIA EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL

Palavras-chave

Teletrabalho Trabalho-família Universidade Federal

Autores

  • Thais Borges Ramos
    FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA - UNIPAMPA (UNIPAMPA)
  • Samara Vaz Terra

Resumo

Introdução

A pandemia de COVID-19 acelerou o uso do teletrabalho, especialmente em instituições públicas. Universidades federais adotaram o modelo via Programa de Gestão de Desempenho (PGD), enfrentando desafios como a conciliação entre trabalho e vida pessoal. Mesmo após o retorno gradual das atividades presenciais, o teletrabalho permaneceu, exigindo adaptações estruturais, tecnológicas e culturais nas organizações públicas.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Problema: Como os servidores técnico-administrativos de uma universidade federal percebem o teletrabalho em relação à conciliação entre trabalho e família?
Objetivo: Investigar as percepções dos servidores técnico-administrativos de uma universidade federal acerca do teletrabalho, analisando suas experiências em relação à conciliação trabalho-família.

Fundamentação Teórica

O estudo fundamenta-se em abordagens que relacionam o teletrabalho com a conciliação entre vida profissional e pessoal, a gestão do tempo, o desempenho individual, a qualidade de vida e o sentimento de pertencimento institucional. Também considera os desafios inerentes ao teletrabalho, como o isolamento, a sobreposição de papéis e as dificuldades de comunicação (Perego; Belardinelli, 2024; Schade et al., 2021).

Metodologia

Trata-se de uma pesquisa de método misto, com coleta de dados em duas etapas. A etapa quantitativa consistiu na aplicação de um questionário estruturado a servidores técnico-administrativos de uma Universidade Federal em regime de teletrabalho via Programa de Gestão e Desempenho (PGD). A etapa qualitativa envolveu entrevistas semiestruturadas com servidores selecionados por critérios específicos de baixa adaptação ao teletrabalho.

Análise dos Resultados

Os resultados quantitativos indicaram percepções positivas quanto à flexibilidade, à melhoria na administração do tempo e à qualidade de vida. No entanto, também apontaram desafios como o sentimento de isolamento e a extensão da jornada de trabalho. As entrevistas qualitativas aprofundaram esses pontos, revelando dificuldades de conciliação trabalho-família e a necessidade de ajustes no PGD, como maior suporte institucional e canais de comunicação mais efetivos.

Conclusão

O estudo investigou percepções de servidores técnico-administrativos de uma universidade federal sobre o teletrabalho e sua relação com a conciliação trabalho-família. Utilizando abordagem mista, os resultados indicam melhorias na gestão do tempo, qualidade de vida e saúde mental, mas apontam desafios como isolamento e sobrecarga. Recomenda-se adoção de políticas institucionais flexíveis e apoio psicossocial para fortalecer o Programa de Gestão de Desempenho.

Contribuição / Impacto

Contribui para o debate sobre políticas públicas de gestão de pessoas, oferecendo subsídios para o aprimoramento do teletrabalho no setor público. Propõe medidas práticas para melhorar a experiência dos servidores, como apoio psicossocial e flexibilização de políticas institucionais. O estudo avança ao integrar métodos quantitativos e qualitativos para compreender de forma mais profunda o impacto do teletrabalho sobre os servidores públicos, especialmente no contexto brasileiro e universitário, uma abordagem ainda pouco explorada na literatura nacional.

Referências Bibliográficas

PEREGO, Alberto; BELARDINELLI, Paolo. Telework and Public Employees’ Attitudes Post-Pandemic: Experimental Evidence From Italy. Review of Public Personnel Administration, [s. l.], 2024. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/0734371X241227426.
SCHADE, Hannah M. et al. Having to work from home: Basic needs, well-being, and motivation. International Journal of Environmental Research and Public Health, [s. l.], v. 18, n. 10, 2021.

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