Anais
Resumo do trabalho
Estudos Organizacionais · Epistemologias e Ontologias em Estudos Organizacionais
Título
PODER E CONTROLE NAS ORGANIZAÇÕES: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE ABORDAGENS ESTRUTURALISTAS, DISCURSIVAS E CONTRATUAIS
Palavras-chave
Poder
Controle
Estruturalista
Autores
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Joice Macedo lesniovskiUNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)
-
Patrícia Praxedes Bonifácio FernandesUEL - Universidade Estadual de Londrina
Resumo
Introdução
O artigo compara três abordagens do poder nas organizações: Pfeffer (poder como recurso e disputa política), Foucault (poder como discurso e disciplina) e a Teoria do Agenciamento (poder contratual e controle por incentivos). Analisa como essas visões explicam o exercício do poder e em que medida se complementam. A triangulação teórica revela dimensões estruturais, discursivas e contratuais do controle organizacional, ampliando a compreensão crítica das dinâmicas de gestão.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Este artigo analisa como diferentes abordagens teóricas explicam o poder e o controle nas organizações e em que medida se complementam ou entram em tensão. O objetivo é comparar as contribuições de Pfeffer, Foucault e da Teoria do Agenciamento, evidenciando suas concepções de poder, os mecanismos de controle propostos e suas implicações teóricas e práticas para a compreensão das dinâmicas organizacionais.
Fundamentação Teórica
Pfeffer vê o poder nas organizações como resultado do controle de recursos escassos e da capacidade de formar alianças políticas, influenciando decisões por meio da dependência e da negociação. Foucault entende o poder como uma relação difusa e produtiva, exercida por disciplina e governamentalidade, que molda sujeitos e normas internas. A teoria do agenciamento foca no poder contratual, usando incentivos
Discussão
As análises de Pfeffer, Foucault e da teoria do agenciamento oferecem visões complementares sobre poder e controle nas organizações. Pfeffer destaca estruturas e recursos; Foucault, discursos e práticas disciplinares invisíveis; e a teoria do agenciamento, mecanismos contratuais e incentivos formais. Enquanto Pfeffer foca na política organizacional visível, Foucault evidencia controles sutis e internalizados. A teoria do agenciamento aborda controle em delegação e supervisão. Juntas, essas perspectivas enriquecem a compreensão do poder estrutural, simbólico e relacional nas organizações.
Conclusão
O poder nas organizações exige análise que articule diferentes teorias para captar suas múltiplas formas: visíveis, invisíveis, materiais e simbólicas. Este artigo dialoga com Pfeffer (estrutura e recursos), Foucault (discursos e controle normativo) e a teoria do agenciamento (racionalidade econômica e minimização do oportunismo). A triangulação dessas abordagens supera leituras unidimensionais, reconhecendo estruturas, práticas discursivas e dispositivos contratuais que moldam dinâmicas organizacionais complexas, abrindo caminho para pesquisas futuras.
Contribuição / Impacto
Gestores e formuladores de políticas organizacionais podem se beneficiar ao compreender o poder em suas múltiplas formas, visíveis e invisíveis. Essa visão amplia a sensibilidade para práticas de controle mais éticas e reflexivas, que valorizem a subjetividade dos atores e evitem excessos de racionalidade instrumental. Além disso, permite atenção às dinâmicas simbólicas e relacionais presentes no cotidiano organizacional, promovendo ambientes mais justos e eficazes.
Referências Bibliográficas
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