Anais
Resumo do trabalho
Agribusiness · Sustentabilidade nas Cadeias Agrícolas
Título
Negócios com a Floresta em Pé: desafios produtivos e comerciais na cadeia de suprimentos agroextrativista do açaí na Amazônia Ocidental
Palavras-chave
Açai
Amazônia
Rondônia
Agradecimento:
Agradecemos à FAPERO (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Rondônia) pelo financiamento da pesquisa, cujo apoio foi fundamental para a realização deste estudo.
Autores
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Dércio Bernardes de SouzaFUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA (UNIR)
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Mariluce Paes-de-SouzaFUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA (UNIR)
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Taynara Cardoso de FrançaFUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA (UNIR)
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Fabiana Rodrigues RivaFUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA (UNIR)
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CYNTIA MEIRELES MARTINSUNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA (UFRA)
Resumo
Introdução
Produtores localizados em regiões periféricas e de difícil acesso, enfrentam uma realidade em que suas práticas e desempenho são moldados por dinâmicas que não estão diretamente sob o controle da empresa focal. Na literatura acadêmica, embora abordando amplamente as dinâmicas de produção e distribuição em cadeias de suprimentos multinível, frequentemente ignora as realidades contextuais desses fornecedores. Na cadeia de suprimentos agroextrativista do açaí, esses elementos se alinham com as particularidades locais, que envolvem práticas tradicionais de manejo e comercialização.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Considerando a cadeia de suprimentos agroextrativista do açaí, as particularidades locais envolvem práticas tradicionais de manejo e comercialização e barreiras para formalizar suas operações e acessar mercados de maior valor. Assim, o objetivo deste artigo é analisar as dificuldades enfrentadas pelos coletores extrativistas de açaí na produção, agregação de valor e comercialização do produto na região de Guajará-Mirim e Porto Velho, na Amazônia Rondoniense.
Fundamentação Teórica
Na literatura acadêmica, embora abordando amplamente as dinâmicas de produção e distribuição em cadeias de suprimentos multinível, frequentemente ignora as realidades contextuais desses fornecedores (Gimenez & Tachizawa, 2012; Tachizawa & Wong, 2014; Grimm, Hofstetter & Sarkis, 2016). Para os pequenos produtores na América Latina e em diversas regiões do hemisfério sul, encontra-se infraestrutura inadequada, acesso restrito à tecnologia e a escassez de inovação que dificultam a adaptação às novas exigências do mercado global (Clark & Martínez, 2016); Ferreira & Marques, 2022).
Metodologia
. A metodologia empregada foi qualitativa, utilizando entrevistas semiestruturadas com membros de uma cooperativa e uma associação de extrativistas, além de observações de campo. Foram entrevistado quatro produtores extrativistas de uma RESEX e 02 representes de uma coopertiva, a coordenadora técnica e o diretor comercial, totalizando seis participantes. Todas as entrevistas foram gravadas com a autorização dos entrevistados. Os áudios foram transcritos de forma naturalizada, que consiste na reprodução literal das entrevistas, sem correções ou adaptações nas falas dos participantes.
Análise dos Resultados
As principais dificuldades enfrentadas pelos produtores ao longo da cadeia produtiva do açaí envolvem, principalmente no manejo e distribuição, sobretudo, condições estruturais e socioeconômicas que limitam a eficiência e a sustentabilidade da atividade. No quesito logístico, destacam-se as estradas em más condições, e o uso de meios de transporte improvisados, como motos e bicicletas, que inviabilizam o escoamento e comprometem a qualidade do fruto. Além disso, a ausência de capacitação técnica formal faz com que as práticas de colheita e pós-colheita sejam baseadas exclusivamente no conhecim
Conclusão
. Quanto à comercialização do produto por parte dos extrativistas, foram identificadas limitações na logística de transporte, armazenamento e distribuição, acesso restrito a mercados consumidores e falta de infraestrutura para beneficiamento e conservação do açaí. Outras limitações identificadas, que também podem impactar a comercialização e reduzir o volume de coleta são os fatores de risco à saúde dos extrativistas, escassez de mão de obra jovem, sucessão familiar e acesso a serviços básicos que impactam a qualidade de vida das famílias.
Contribuição / Impacto
As contribuições gerenciais indicam a necessidade de melhoria da infraestrutura logística, visando facilitar o transporte e o escoamento da produção. Além disso, investir em capacitação técnica para aprimorar o beneficiamento e a comercialização do açaí. Por fim, a implementação de políticas públicas que incentivem a certificação da origem e práticas sustentáveis e promover a valorização dos produtos agroextrativistas.
Referências Bibliográficas
ALI, I., Nagalingam, S., & Gurd, B. Building resilience in SMEs of perishable product supply chains: enablers, barriers and risks. Production Planning & Control, 28(14), 1155–1167, 2017. https://doi.org/10.1080/09537287.2017.1322073
ALMEIDA, Mauro W. B. Direitos à floresta e ambientalismo: seringueiros e suas lutas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 19, n. 55, p. 33–52, jun. 2004.
AZAB, R., Mahmoud, R. S., Elbehery, R., & Gheith, M. A Bi-Objective Mixed-Integer Linear Programming Model for a Sustainable Agro-Food Supply Chain with Product Perishability and Environmental Con
ALMEIDA, Mauro W. B. Direitos à floresta e ambientalismo: seringueiros e suas lutas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 19, n. 55, p. 33–52, jun. 2004.
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