Anais
Resumo do trabalho
Gestão de Pessoas · Políticas, Modelos e Práticas de gestão de pessoas
Título
COMPETÊNCIAS GERENCIAIS EM ORGANIZAÇÕES VOLUNTÁRIAS NO ENSINO SUPERIOR
Palavras-chave
Competências Gerenciais
Organizações Estudantis
Liderança
Autores
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Ricardo Accorsi CasonattoUNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UNB)
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Marília Alice Marques de BragaUNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UNB)
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Silvia Guerra
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Tomas Aquino GuimaraesUNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UNB)
Resumo
Introdução
Nas últimas décadas, a crescente complexidade do ambiente organizacional exige gestores ágeis e adaptáveis. O ambiente universitário, por meio de atividades extracurriculares e organizações estudantis, desempenha papel crucial no desenvolvimento de competências gerenciais, especialmente em cargos de liderança voluntária. Este estudo investiga quais competências são percebidas como essenciais para gestores nessas organizações, ampliando o entendimento teórico e prático sobre formação gerencial em contextos voluntários no ensino superior.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A literatura sobre competências gerenciais em organizações estudantis é limitada. Por isso, este estudo busca responder quais competências são relevantes para o exercício da função gerencial nesses ambientes, segundo a percepção dos gestores. O objetivo geral foi identificar as competências mais importantes para essa população, além de mapear modelos teóricos, comparar competências e investigar fatores que influenciam seu desenvolvimento ou valorização no contexto voluntário e estudantil.
Fundamentação Teórica
O estudo das competências gerenciais destaca a combinação de conhecimentos, habilidades e atitudes essenciais ao gestor (Durand, 1998). Modelos como Boyatzis (1982) e Quinn et al. (2003) mostram a adaptação dessas competências conforme o contexto (Brito et al., 2012). No ambiente universitário, atividades extracurriculares são fundamentais para desenvolver competências práticas e socioemocionais, especialmente no contexto voluntário, que traz desafios e especificidades próprias (Baker, 2008; Freitas et al., 2019).
Metodologia
Pesquisa qualitativa, aplicada e descritiva que investiga competências gerenciais em lideranças voluntárias de organizações estudantis do Distrito Federal. Foram realizadas 12 entrevistas semiestruturadas com estudantes de diferentes cursos e organizações. O tratamento dos dados combinou técnicas quantitativas, como processamento de linguagem natural e análises estatísticas diversas, com análise de conteúdo qualitativa para identificar competências. A saturação teórica foi atingida a partir do 11º entrevistado, garantindo validade apesar da amostra reduzida (Glaser & Strauss, 1968).
Análise dos Resultados
Os resultados indicam preferência por ferramentas acessíveis, como Google Drive e WhatsApp, para suporte gerencial. A análise de clusterização mostrou discursos relativamente homogêneos entre os líderes estudantis. As competências gerenciais mais destacadas foram gestão de pessoas e gestão por resultados, seguidas por relações externas, resolução de problemas, gestão do conhecimento e gestão de tempo. Destaca-se a importância das habilidades interpessoais, flexibilidade e adaptação ao contexto voluntário e informal.
Conclusão
A pesquisa identificou que competências gerenciais em organizações estudantis são majoritariamente interpessoais, adaptativas e voltadas à resolução de problemas cotidianos. O ambiente voluntário favorece práticas informais, horizontais e flexíveis, valorizando empatia e colaboração. A trabalhos futuros, sugere-se a aplicação de estudos longitudinais para avaliar o impacto das competências desenvolvidas na carreira profissional dos líderes estudantis.
Contribuição / Impacto
Este estudo amplia o conhecimento sobre competências gerenciais em contextos voluntários, área ainda pouco explorada na Administração. Oferece subsídios práticos para a formação de líderes estudantis, orientando estratégias para o desenvolvimento de competências essenciais. Socialmente, reforça o papel das organizações estudantis como espaços de formação cidadã, valorizando experiências extracurriculares no fortalecimento profissional e engajamento social, promovendo a legitimação da vivência estudantil na formação gerencial.
Referências Bibliográficas
Baker (2008). Under-represented students and student orgs. Soc. Psychol. Educ., 11, 273–298.
Boyatzis (1982). The competent manager. Wiley.
Brito et al. (2012). Perfil de competências no ensino superior. Rev. Ciênc. Adm., 18(1), 189–216.
Durand (1998). Forms of incompetence. Conf. Comp.-Based Mgmt., Oslo.
Freitas et al. (2019). Atividades extracurriculares e competências. Adm.: Ens. e Pesq., 20(1), 12–49.
Glaser & Strauss (1968). The discovery of grounded theory. Nurs. Res., 17(4), 364.
Quinn (2003). Competências gerenciais. Elsevier.
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