Anais
Resumo do trabalho
Estratégia em Organizações · Processo Estratégico nas Organizações
Título
GESTÃO DE RISCOS CORPORATIVOS COMO CAPACIDADE DINÂMICA? UMA REVISÃO SISTEMÁTICA INTEGRATIVA
Palavras-chave
Gestão de Riscos Corporativos
Capacidades Dinâmicas
Capacidade Operacional
Agradecimento:
O artigo é baseado em estudo apoiado por: - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES - Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária - FEAUSP. - Universidade de São Paulo – USP. - Fundação Instituto de Administração - FIA.
Autores
-
Claudio Henrique da SilvaFaculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA
Resumo
Introdução
Ambientes de alto dinamismo exige das organizações mecanismos de adaptação contínua. As Capacidades Dinâmicas (CDs) explicam essa adaptabilidade, mas a Gestão de Riscos Corporativos (GRC) também emerge como ferramenta estratégica. Este estudo investiga como a literatura tem abordado a interação entre CDs e GRC, com base em uma revisão sistemática integrativa.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Como a relação entre CDs e GRC tem sido discutida na literatura científica? O objetivo é sistematizar o estado da arte sobre essa interação e propor uma agenda de pesquisa que aprofunde a compreensão conceitual e empírica entre os dois construtos.
Fundamentação Teórica
As CDs referem-se à habilidade organizacional de modificar suas bases de recursos para responder a mudanças (Teece, 2007). Já a GRC evoluiu para além do modelo de riscos em silos, assumindo caráter sistêmico e estratégico (COSO, 2017). A literatura diverge sobre se a GRC é uma Capacidade Dinâmica, uma Capacidade Operacional ou uma Capacidade Complementar.
Discussão
Foram identificados 10 estudos relevantes. Parte da literatura considera a GRC como manifestação das CDs, enquanto outros a veem como mecanismo complementar. Há evidências de que a GRC pode potencializar inovação, resiliência e desempenho. No entanto, faltam estudos empíricos que clarifiquem os mecanismos causais dessa relação.
Conclusão
A GRC pode ser tanto influenciada quanto constituinte das CDs. Sua eficácia depende da maturidade organizacional e da articulação com outras capacidades. Quando integrada às CDs, permite resposta estratégica a crises e maior desempenho organizacional. Pesquisas futuras podem explorar empiricamente essas interações.
Contribuição / Impacto
O estudo avança ao consolidar a discussão conceitual da natureza da GRC e contribuir para a clarificação do papel da GRC nas abordagens baseadas em capacidades organizacionais. Pesquisadores ao operacionalizar esse construto em suas pesquisas, devem posicionar-se de forma explícita sobre o seu conceito e sua relação com a estratégia, evitando ambiguidades. Para os gestores, o presente estudo corrobora com a necessidade de tratar a GRC como um componente estratégico alinhado as capacidades adaptativas da organização.
Referências Bibliográficas
COSO. Enterprise Risk Management Integrating with Strategy and Performance. [S. l.]: Committe of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), 2017.
TEECE, D. J. Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of (sustainable) enterprise performance. Strategic Management Journal, [s. l.], v. 28, n. 13, p. 1319–1350, 2007.
TEECE, D. J. Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of (sustainable) enterprise performance. Strategic Management Journal, [s. l.], v. 28, n. 13, p. 1319–1350, 2007.