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Anais

Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Diversidade, Diferença e Inclusão nas Organizações

Título

LONGEVIDADE E ORGANIZAÇÕES PELO OLHAR DA COMUNICAÇÃO: por que precisamos falar sobre isso?

Palavras-chave

Longevidade Organizações Etarismo
Agradecimento: Este trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES). Agradeço à CAPES pela bolsa de doutorado que possibilita o desenvolvimento desta pesquisa junto ao Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação da ECA/USP.

Autores

  • Luciana Silva Corrêa
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)

Resumo

Introdução

Este artigo parte da hipótese de que os temas da longevidade e do etarismo ainda são pouco explorados pela comunicação, especialmente no contexto das organizações. Motivado pela provocação de Corrêa (2024), realizou-se uma revisão sistemática de literatura para verificar essa percepção. Com base em arcabouço teórico interdisciplinar, articula-se teoria e dados para discutir o papel da comunicação na promoção de ambientes organizacionais inclusivos do ponto de vista etário.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Este artigo parte da percepção de que a interseção entre longevidade, etarismo, organizações e comunicação organizacional ainda é pouco explorada. A partir disso, propõe-se responder à seguinte pergunta: "De que maneira a produção acadêmica nacional e internacional da última década tem abordado as interações entre longevidade, etarismo, organizações e comunicação organizacional?" O objetivo é investigar a existência dessa lacuna e apontar caminhos teóricos e metodológicos para o avanço do campo.

Fundamentação Teórica

O artigo articula três eixos teóricos principais: (i) a comunicação como produtora e ordenadora de sentidos, com foco na construção simbólica das relações organizacionais (França; Oliveira & Paula); (ii) a interseccionalidade como lente crítica para compreender as múltiplas formas de exclusão que afetam corpos envelhecidos (Crenshaw; Collins); e (iii) os estudos sociais e organizacionais sobre envelhecimento e trabalho (Debert; Cepellos; Corrêa, Winandy, Rocha, Felix).

Metodologia

Adotou-se uma revisão sistemática de literatura, com base em Tranfield et al. (2003), adaptada ao campo da comunicação. A busca foi realizada nas bases Scopus, Web of Science e SciELO, entre 2014 e 2024, em português, inglês e espanhol. Consideraram-se apenas estudos primários, de acesso aberto, vinculados à área de Ciências Sociais Aplicadas – Comunicação. Utilizou-se o software START (UFSCar) para triagem, classificação e análise de 275 documentos.

Análise dos Resultados

A análise dos 275 documentos revelou a ausência de estudos primários que abordem de forma integrada os temas de longevidade, etarismo, organizações e comunicação organizacional. Essa lacuna aponta para a invisibilidade da pauta etária no campo da comunicação, ainda pouco sensível aos efeitos da transição demográfica sobre o trabalho. O resultado reforça a necessidade de ampliar o escopo das pesquisas e tensionar as fronteiras do campo.

Conclusão

A inexistência de estudos empíricos identificados confirma a hipótese inicial e reforça a urgência de uma agenda que considere a longevidade como dimensão estratégica da diversidade nas organizações. O artigo propõe que a comunicação organizacional assuma papel ativo no enfrentamento do etarismo, contribuindo para a construção de culturas mais inclusivas, intergeracionais e alinhadas às transformações do mundo do trabalho.

Contribuição / Impacto

O artigo traz para o centro da discussão em comunicação organizacional o tema da longevidade no trabalho, ainda pouco explorado pela área. Contribui também para o campo dos Estudos Organizacionais e das agendas de D,E&I ao alinhar a comunicação a debates já presentes em outras áreas, como a Administração. Ao fazê-lo, amplia as possibilidades de atuação comunicacional na construção de ambientes de trabalho mais inclusivos do ponto de vista etário

Referências Bibliográficas

O artigo fundamenta-se em autores das ciências sociais, estudos organizacionais e da comunicação, como Debert, França, Collins, Crenshaw, Oliveira & Paula, Cepellos, Corrêa, entre outros. Utiliza também dados secundários de instituições como IBGE, IPEA, ONU, OIT, WHO e EY/Maturi, além de revisão de literatura sistemática em bases de dados internacionais.

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