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Anais

Resumo do trabalho

Gestão Socioambiental · Estratégia e Sustentabilidade Corporativa

Título

GOVERNANÇA MULTISTAKEHOLDER E SUSTENTABILIDADE NO AGRONEGÓCIO: UM ESTUDO Á LUZ DA TEORIA INSTITUCIONAL

Palavras-chave

Governança Multistakeholder Teoria Institucional Sustentabilidade

Autores

  • Carla Milene da Silva Cardoso Cardoso
    UFRGS

Resumo

Introdução

Este estudo examina como as Iniciativas Multistakeholder (MSIs) estruturam a governança da sustentabilidade no agronegócio brasileiro sob a ótica da Teoria Institucional. Foi adotada abordagem qualitativa com revisão sistemática da literatura (2019–2024), contemplando 22 artigos selecionados. Os resultados apontam a influência de pressões institucionais na adesão às MSIs, destacando desafios de inclusão efetiva e mecanismos de enforcement. O estudo contribui ao evidenciar implicações para gestão e políticas públicas.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Como as Iniciativas Multistakeholder (MSIs) influenciam a configuração da governança da sustentabilidade no agronegócio brasileiro, considerando os mecanismos institucionais que orientam sua adoção e efetividade? Objetivo Geral. Analisar como as Iniciativas Multistakeholder (MSIs) estruturam a governança da sustentabilidade no agronegócio brasileiro à luz da Teoria Institucional.

Fundamentação Teórica

A pesquisa apoia-se na Teoria Institucional, que explica a adoção das Iniciativas Multistakeholder (MSIs) por meio de pressões coercitivas, normativas e miméticas, orientadas à busca por legitimidade. As MSIs configuram mecanismos híbridos de governança que reúnem empresas, sociedade civil e demais atores para promover padrões de sustentabilidade. No agronegócio brasileiro, esses arranjos respondem a demandas regulatórias, pressões de mercado e compromissos socioambientais.

Discussão

A análise revelou que, no Brasil, a adoção das Iniciativas Multistakeholder (MSIs) é impulsionada por pressões institucionais e exigências de mercados internacionais, alinhando-se a padrões globais. Foram identificadas pressões coercitivas, normativas e miméticas como determinantes. Apesar da convergência com práticas internacionais, persistem no Brasil desafios relacionados à inclusão efetiva de stakeholders, assimetrias de poder e mecanismos de monitoramento.

Conclusão

O estudo conclui que as MSIs fortalecem a governança multissetorial no agronegócio brasileiro, mas sua efetividade depende da inclusão equilibrada de stakeholders e de mecanismos robustos de monitoramento. Pressões institucionais explicam a adesão e aproximam práticas nacionais de padrões globais como RTRS e GRSB. A pesquisa contribui ao fornecer implicações para gestores, formuladores de políticas e para o avanço teórico sobre governança e participação multistakeholder no setor agroexportador.

Contribuição / Impacto

Contribuição teórica: Avança na compreensão da governança multissetorial ao evidenciar como pressões institucionais influenciam a adoção das MSIs no agronegócio. Além disso, contribui para a prática ao indicar caminhos para gestores e formuladores de políticas desenvolverem mecanismos mais eficazes de monitoramento e inclusão de stakeholders. Impacto social: Reforça a relevância da participação equitativa para legitimar compromissos socioambientais, fortalecendo a transparência e alinhando as práticas nacionais a padrões globais de sustentabilidade.

Referências Bibliográficas

DiMaggio e Powell (1983) e Scott (2014) fundamentam a Teoria Institucional, central para compreender pressões coercitivas, normativas e miméticas. Estudos recentes destacam o papel das Iniciativas Multissetoriais (MSIs) e da governança híbrida no agronegócio (Dentoni et al., 2021; Bitzer & Glasbergen, 2022). Revisões apontam lacunas na efetividade e legitimidade dessas iniciativas (Fransen et al., 2019; Galleli & Amaral, 2023), evidenciando tensões entre conformidade simbólica e mudanças substantivas.

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