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Resumo do trabalho

Empreendedorismo · Empreendedorismo Inovador: Startups, Incubadoras e Parques Tecnológicos, Capital de Risco

Título

FINTECHS COMO STARTUPS DE BASE TECNOLÓGICA FINANCEIRA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA

Palavras-chave

Fintechs Inovação Financeira Revisão integrativa

Autores

  • Sérgio Barbosa de Souza
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA (UFV)
  • Ana Cláudia Azevedo
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA (UFV)

Resumo

Introdução

As fintechs vêm ocupando um espaço crescente no sistema financeiro brasileiro, impulsionadas por inovações digitais e novos modelos de negócios. Diante da expansão desse campo e da relevância de compreender suas abordagens acadêmicas, este estudo propõe uma revisão integrativa da literatura nacional sobre fintechs, visando mapear as principais perspectivas temáticas e analíticas presentes na produção científica brasileira entre 2010 e 2025.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Como as fintechs são retratadas e sob quais perspectivas analíticas têm sido estudadas na produção científica brasileira? Com base nessa questão, o objetivo deste artigo é identificar e analisar os enfoques predominantes nos estudos nacionais sobre fintechs, compreendidas aqui como startups de base tecnológica financeira. Busca-se sistematizar os achados e evidenciar lacunas para pesquisas futuras no campo do empreendedorismo inovador.

Fundamentação Teórica

A literatura analisada se organiza em torno de eixos como comportamento do consumidor, inovação em modelos de negócio, estrutura de capital e regulação. As fintechs são enquadradas como startups que operam com estruturas enxutas, soluções digitais e propostas de valor centradas na experiência do usuário. Autores nacionais têm explorado conceitos como confiança, risco percebido, Teoria Pecking Order e estratégias digitais adaptativas.

Discussão

A análise dos 17 artigos revelou cinco categorias analíticas principais: (i) adoção e percepção do usuário; (ii) estratégias e modelos de negócios; (iii) desempenho financeiro e estrutura de capital; (iv) ecossistema e ambiente institucional; e (v) lacunas e oportunidades para futuras pesquisas. Observou-se a predominância de estudos quantitativos e uma concentração temática em aspectos comportamentais e estratégicos, com pouca articulação entre teoria e prática.

Conclusão

A produção científica nacional sobre fintechs tem crescido, mas ainda carece de maior diversidade teórica e metodológica. Faltam estudos que abordem as interações entre fintechs e instituições reguladoras, a atuação de entidades representativas e o papel de variáveis contextuais. Esta revisão contribui ao organizar o conhecimento existente e ao indicar caminhos promissores para investigações futuras no campo das startups financeiras inovadoras.

Contribuição / Impacto

O artigo oferece uma visão abrangente sobre como as fintechs têm sido analisadas pela academia brasileira, destacando tendências, lacunas e oportunidades de pesquisa. A sistematização proposta contribui para o avanço teórico no campo do empreendedorismo inovador e apoia a formulação de estudos mais conectados com as transformações do setor financeiro e com os desafios regulatórios e tecnológicos enfrentados pelas fintechs.

Referências Bibliográficas

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