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Anais

Resumo do trabalho

Gestão de Pessoas · Carreira de Pessoas e Organizações

Título

SENTIDO E SIGNIFICADO DO TRABALHO PARA ESTUDANTES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: uma discussão a partir do modelo de âncoras de carreiras

Palavras-chave

Sentido do Trabalho Âncoras de Carreira Administração Pública

Autores

  • Maria Eduarda Bruch Reck
  • Laís Silveira Santos
    FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA (UDESC)

Resumo

Introdução

A escolha pela carreira pública representa uma decisão estratégica para muitos estudantes de Administração Pública, refletindo valores, expectativas e motivações pessoais. Compreender como esses futuros profissionais percebem o trabalho na esfera pública é fundamental para o aprimoramento da gestão de pessoas no setor público e para a construção de carreiras mais alinhadas ao propósito individual.

Problema de Pesquisa e Objetivo

De que maneira as âncoras de carreira influenciam o sentido e o significado do trabalho para estudantes de Administração Pública, considerando suas expectativas em relação ao serviço público? Diante dessa problemática, o presente estudo tem como objetivo compreender como estudantes de um curso de Administração Pública de uma universidade pública brasileira concebem o trabalho na administração pública, a partir do modelo de âncoras de carreira, e identificar os fatores que influenciam suas escolhas e expectativas profissionais.

Fundamentação Teórica

Ao adentrarmos a administração pública, a relação entre as âncoras de carreira dos estudantes de ciências sociais aplicadas e os valores particulares da administração pública torna-se um ponto crucial. As âncoras de carreira representam os valores e necessidades individuais que guiam as escolhas profissionais de um indivíduo (Schein, 1990). Já a administração pública, por sua vez, possui um conjunto de valores, normas e princípios éticos que orientam o comportamento dos servidores públicos e a forma como as instituições governamentais operam, denominado “ethos público” (Madureira; Silva, 2021)

Metodologia

Adotou-se uma abordagem metodológica quali-quantitativa, por meio da aplicação de um questionário online com questões abertas e fechadas, respondido por estudantes de diferentes fases, modalidades e turnos de um curso de Administração Pública de uma universidade pública estadual localizada na região Sul do Brasil.

Análise dos Resultados

Ao explorar elementos como motivações, expectativas, percepções sobre o ambiente de trabalho e valores pessoais, foi possível identificar como essas dimensões se relacionam com as âncoras de carreira e influenciam a forma como os estudantes visualizam sua atuação profissional no serviço público. A presença recorrente de âncoras ligadas à dedicação a uma causa, à busca por estabilidade e à integração entre vida pessoal e profissional revela um perfil comprometido com valores sociais, mas também atento a fatores práticos da realidade do trabalho.

Conclusão

Compreender o que motiva e dá sentido ao trabalho para quem está se formando em Administração Pública é um passo importante para alinhar formação, gestão de pessoas e políticas públicas a um serviço público mais humano, eficiente e conectado às demandas da sociedade.

Contribuição / Impacto

Do ponto de vista acadêmico e prático, esta pesquisa contribui para o entendimento do perfil profissional dos estudantes de Administração Pública e de como suas aspirações se conectam ao ethos público. Além disso, os resultados podem subsidiar ações institucionais, como programas de orientação profissional e desenvolvimento de estágios, mais alinhados às expectativas discentes.

Referências Bibliográficas

SCHEIN, E. H. Career dynamics: matching individual and organizational needs. Massachusetts: Addison-Wesley, 1978.
SCHEIN, E. H. Career anchors: discovering your real values. San Diego: Pfeiffer e Co., 1990.
SCHEIN, E. H. Career anchors: Discovering your real values. San Francisco: Jossey-Bass, 1996.
TOLFO, S. R.; PICCININI, V. Sentidos e significados do trabalho: explorando conceitos, variáveis e estudos empíricos brasileiros. Psicologia & Sociedade, v. 19, n. 1, p. 38-46, 2007.

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