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Anais

Resumo do trabalho

Gestão Socioambiental · A Gestão e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs)

Título

A percepção dos ciclistas sobre a configuração atual da estrutura cicloviária de Campo Grande (MS)

Palavras-chave

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Gestão Urbana Sustentável Gestão Sustentável
Agradecimento: Os autores agradecem pelos apoios recebidos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, órgão governamental ligado ao Ministério da Educação (CAPES/MEC), bem como da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), ao disponibilizar todos os seus recursos humanos, intelectuais, materiais e tecnológicos

Autores

  • Náthaly de Souza Gonçalves
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
  • José Carlos de Jesus Lopes
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)

Resumo

Introdução

A rápida urbanização, a crise climática e a dependência de combustíveis fósseis tornam urgente repensar a mobilidade urbana. Cidades como Amsterdã e Copenhague mostram que políticas públicas integradas podem consolidar o uso da bicicleta como meio sustentável. No Brasil, e em Campo Grande (MS), persistem desafios estruturais, desigualdades e insegurança viária. Esta pesquisa busca compreender como a percepção dos ciclistas pode orientar políticas mais inclusivas e eficazes.

Problema de Pesquisa e Objetivo

A pesquisa busca responder: quais são as percepções dos ciclistas sobre a estrutura cicloviária de Campo Grande (MS)? Diante das fragilidades da malha cicloviária, o estudo objetiva diagnosticar o perfil, as motivações e frustrações dos usuários, subsidiando políticas públicas que promovam infraestrutura segura, inclusiva e eficiente. Visa fortalecer a mobilidade ativa e consolidar a cidade como sustentável e resiliente.

Fundamentação Teórica

A pesquisa baseia-se em uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL), segundo o método PRISMA, para mapear estudos sobre a percepção de ciclistas quanto à infraestrutura cicloviária na mobilidade urbana sustentável. Foram analisados aspectos como segurança, conforto, conectividade e fatores socioculturais. A RSL visa identificar lacunas e gerar recomendações alinhadas aos ODS e ao Plano Global da ONU, contribuindo para políticas públicas mais seguras, inclusivas e eficazes.

Discussão

A análise da literatura e do contexto urbano de Campo Grande (MS) revela que a percepção dos ciclistas é essencial para identificar lacunas na infraestrutura cicloviária. A exclusão de bairros periféricos, a fragmentação da malha e a falta de integração modal comprometem a equidade urbana. Inspirado em experiências internacionais e nos ODS 3, 11 e 13, o estudo reforça que ouvir os usuários é estratégico para qualificar a mobilidade ativa e construir cidades mais inclusivas, seguras e sustentáveis.

Conclusão

Este estudo evidencia que a percepção dos ciclistas é essencial para o aprimoramento da infraestrutura cicloviária e o avanço da mobilidade ativa. Em Campo Grande (MS), o diagnóstico das vivências e demandas dos usuários revela fragilidades e aponta caminhos para políticas públicas mais eficazes, inclusivas e sustentáveis. A pesquisa contribui para o cumprimento dos ODS 3, 11 e 13, reforçando a bicicleta como modal estratégico na construção de cidades resilientes e equitativas.

Contribuição / Impacto

A pesquisa contribui para o avanço da mobilidade ativa ao diagnosticar a percepção dos ciclistas em Campo Grande (MS), fornecendo subsídios concretos para políticas públicas mais eficazes. Fortalece o vínculo entre vivência urbana e planejamento, e promove a inclusão social ao destacar demandas reais da população. Alinha-se aos ODS 3, 11 e 13, reforçando a bicicleta como meio sustentável, seguro e democrático, com potencial de replicabilidade em outras cidades brasileiras.

Referências Bibliográficas

ARIZA, C.; QUINTERO, A.; ALFARO, J. Movilidad urbana sostenible en América Latina. Bogotá: Univ. de los Andes, 2019.
DUARTE, M. Infraestrutura cicloviária e mobilidade urbana. UFMS, 2023.
ONU. Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Nova York, 2015.
SANTOS, J.; SANTOS, A. A bicicleta no Brasil. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2020.
SARMENTO, A.; SAAVEDRA, L.; ROSADO, M. Revisão sistemática da literatura. Appris, 2024.
TRANSPORTE ATIVO. Perfil do Ciclista Brasileiro 2021. Rio, 2021.

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