Anais
Resumo do trabalho
Finanças · Apreçamento de Ativos
Título
ANÁLISE DE VOLATILIDADE DO RETORNO DE CARTEIRAS FORMADAS POR EMPRESAS QUE COMPÕEM O ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL
Palavras-chave
ISE
Modelo de Markowitz
APARCH
Agradecimento:
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.
Autores
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Taís Rodrigues da CostaUNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
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José Willer do PradoUNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
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Thelma SafadiUNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
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Sávio Cardoso Garcia
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Leandro Faria da SilvaUNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
Resumo
Introdução
O tema de eficiência de carteiras pode ser entendido como relevante. Outro aspecto relevante e que tem levado à pressões sobre governos e empresas são as preocupações com as práticas ESG. No Brasil, um indício de tal preocupação foi a criação do índice de sustentabilidade empresarial (ISE). Diante da relevância do tema, torna-se importante conhecer a eficiência de carteiras formadas por empresas preocupadas com questões como a de sustentabilidade. No entanto, não foram identificados estudos analisando o risco/retorno de empresas que compõem a carteira teórica do ISE.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Para preencher essa lacuna, o presente estudo teve como objetivo analisar a volatilidade de carteiras teóricas formadas por empresas que fazem parte do ISE.
Fundamentação Teórica
A moderna teoria de carteiras teve início com o estudo de Markowitz (1952). O trabalho inseriu a noção de diversificação como importante para a redução do risco. Nesse caso, considera-se que os ativos apresentam um retorno esperado face a determinado nível de risco, sendo que por meio da diversificação da carteira é possível alcançar menores níveis de risco. Adicionalmente, para a análise do risco considera-se a medida de variância. Logo, tem-se a chamada fronteira eficiente, onde há o maior retorno possível para dado um nível de risco.
Metodologia
Por meio da análise de séries temporais e utilizando modelos APARCH, foi possível analisar a volatilidade das séries formadas por empresas que compõem o ISE.
Análise dos Resultados
Como resultado, a série formada por 14 empresas com maior ISE foi a que apresentou o menor volatilidade, sendo também a segunda série de tempo com maior retorno médio diário no período, estando atrás somente da série formada por 15 ativos. Ao comparar os resultados com a série formada por empresas de menor ISE, esta apresentou um retorno médio diário negativo e volatilidade superior à maioria das demais série.
Conclusão
Esses resultados são um indicativo de que carteiras formadas de empresas menos preocupadas com o desenvolvimento sustentável apresentam retornos menores e maior risco, ou seja, um indicativo de que podem não alcançar os resultados desejados por investidores.
Contribuição / Impacto
Em relação às implicações acadêmicas, o estudo estenderá a literatura, analisando também o retorno da carteira teórica formada por empresas que compõem o ISE-B3. Destacam-se também as implicações sociais, uma vez que tal análise proporcionará especialmente aos investidores informações sobre o retorno de empresas que possuem uma maior preocupação em relação à sustentabilidade empresarial. Por fim, em relação às implicações gerenciais, é importante para os gestores terem conhecimento sobre o retorno dessas empresas, fato que pode auxiliá-los em tomadas de decisões mais assertivas.
Referências Bibliográficas
Markowitz, H. (1952). Portfolio Selection. The Journal of Finance, 7(1), 77–91. https://doi.org/10.1111/jofi.12597