Anais
Resumo do trabalho
Gestão Socioambiental · A Gestão e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs)
Título
GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS À LUZ DAS ODS 6 E 12, EM UMA PEQUENA CIDADE DO PARANÁ: A visão dos cidadãos.
Palavras-chave
GRSUs
Sustentabilidade
ODS
Autores
-
Fernando José Krause RodriguesUNICENTRO - Universidade Estadual do Centro - Oeste
-
Cláudio Luiz ChiusoliUNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO OESTE (UNICENTRO)
-
Silvio Roberto StefaniUniversidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO
-
Priscila Meier de Andrade TribeckUNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ (UTFPR)
Resumo
Introdução
A partir da segunda metade do século XX, o mundo passou por um acelerado processo de urbanização, marcando a transição da vida rural para a urbana. A expansão desordenada das periferias e a ausência de planejamento urbano adequado, têm contribuído para agravar as condições socioambientais, principalmente em pequenas cidades, onde o principal desafio é a Gestão Resíduos Sólidos Urbanos (GRSUs). Assim, este estudo investiga a opinião dos munícipes de uma pequena cidade do Paraná sobre a GRSUs, alinhando as percepções com as metas dos ODS 6 e 12 da Agenda 2030 da ONU.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O problema central da pesquisa é um lixão, existente há décadas, num município pequeno porte localizado no estado do Paraná. O objetivo é analisar quais são as implicações da GRSUs no município sobre a vida dos munícipes, tendo como base para a pesquisa com os munícipes, as metas e os indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e 12 da Agenda 2030 da ONU, e dos indicadores da ABNT NBR ISO 37120.
Fundamentação Teórica
A fundamentação baseia-se em literatura científica nacional e internacional sobre Resíduos Sólidos Urbanos (RSUs), Sustentabilidade, ODS 6 (água e saneamento) e 12 (produção e consumo responsáveis), além de considerar normas como a ABNT NBR ISO 37120, para avaliar os indicadores de qualidade de vida urbana, considerando a realidade do município estudado.
Metodologia
A pesquisa é quantitativa, com base em estudos bibliográficos e documentais. Aplicou-se questionário estruturado via Google Forms e WhatsApp, com 265 respondentes. Utilizou-se amostragem não probabilística por julgamento e escala Likert de 5 pontos. A análise estatística adotou testes não paramétricos tais como: correlação de Spearman e Mann-Whitney, adequados para identificar relações entre idade, gênero e escolaridade com as variáveis dos 06 (seis) eixos temáticos. O intuito foi analisar as relações entre variáveis e identificar diferenças significativas nas percepções de diferentes grupos.
Análise dos Resultados
Os dados revelam que mulheres e pessoas com ensino superior demonstram maior engajamento com práticas sustentáveis, especialmente na separação e reciclagem de resíduos. A Geração Z apresentou menor envolvimento. A infraestrutura inadequada e a permanência do lixão foram apontadas como entraves à gestão eficiente dos RSUs. A correlação de Spearman evidenciou relação entre idade e percepção sobre sustentabilidade. O Teste de Mann-Whitney mostrou diferenças significativas entre os grupos analisados.
Conclusão
Conclui-se que a gestão dos RSUs no município enfrenta desafios estruturais e sociais, exigindo políticas públicas mais eficazes e ações de conscientização ambiental. Mulheres e gerações mais velhas demonstram maior percepção crítica. A cooperativa de reciclagem é vista como solução relevante para inclusão social e economia circular. A pesquisa reforça a importância da educação ambiental e do envolvimento intergeracional nas práticas sustentáveis.
Contribuição / Impacto
Este estudo contribui para a academia ao integrar análises estatísticas e percepções sociais sobre a gestão dos RSUs em pequenas cidades. Para a gestão pública, oferece subsídios práticos para elaborar políticas sustentáveis alinhadas aos ODS 6 e 12. Para os pesquisadores, amplia a compreensão sobre a influência de variáveis sociais nas práticas ambientais. Na literatura, destaca lacunas quanto ao envolvimento da Geração Z e sugere caminhos para futuros estudos.
Referências Bibliográficas
Dentre as principais referências destaca-se: ABNT (2017); ABREMA (2023); ONU (2015); IPEA (2024); BRASIL (PNRS, LNSB, MLSB); Leite (2021); Giz et al. (2020); Soares & Madureira (2018); Loureiro et al. (2016); Feld (2009); Chiusoli (2025); IBGE (2020); Stefani et al. (2024); Allen & Seaman (2007); Ramada et al. (2023).