Anais
Resumo do trabalho
Gestão da Inovação · Estratégias e Políticas de Inovação
Título
Governança de Redes Empreendedoras e Arranjos Institucionais: Fortalecimento de Ecossistemas Regionais
Palavras-chave
Ecossistemas
Inovação
Governança
Autores
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Rodrigo Ferreira RodriguesUNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA (UFJF)
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Rodrigo Oliveira da SilvaUNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA (UFJF)
Resumo
Introdução
A valorização das estruturas relacionais e da governança em rede impulsiona ecossistemas empreendedores. Redes viabilizam trocas de conhecimento e acesso a recursos, agindo como infraestruturas relacionais para o desenvolvimento regional. Contudo, há lacunas nos mecanismos de governança em contextos de baixa densidade institucional. A integração entre redes empreendedoras e arranjos institucionais nos Sistemas Regionais de Inovação ainda é incipiente.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Questão central: Quais abordagens de governança predominam em redes empreendedoras e como se articulam aos arranjos institucionais regionais na consolidação de ecossistemas de inovação? O objetivo é analisar esses modos de governança e sua articulação, integrando redes sociais, economia institucional e SRI para oferecer uma contribuição teórica ampliada sobre o papel das redes no desenvolvimento territorial, construindo um modelo analítico
Fundamentação Teórica
A base teórica aborda redes empreendedoras como estruturas de interdependência, cooperação e fluxo de recursos, destacando capital social, confiança e reciprocidade. Explora configurações de governança (Provan & Kenis, 2008) e o papel da inserção social (embeddedness). Analisa arranjos institucionais e Sistemas Regionais de Inovação (SRI) como arcabouço para capacidades inovativas. Discute a intermediação do conhecimento, com foco nos knowledge brokers, essenciais para articular domínios institucionais e facilitar a cooperação em ecossistemas.
Discussão
Redes empreendedoras operam como arranjos de coordenação institucional, não apenas canais de colaboração, mas espaços de governança policêntrica e infraestrutura invisível, produzindo institucionalidade. A discussão abrange estilos de governança, seus desafios e a influência das dinâmicas de poder e mecanismos informais. Destaca a articulação institucional, a relevância da intermediação por knowledge brokers e a complementaridade institucional. Propõe um modelo integrado híbrido que conecta governança de redes empreendedoras, SRI e transformação institucional, com foco em estrutura relacional.
Conclusão
O estudo desvenda a relação entre governança em redes empreendedoras e arranjos institucionais regionais para ecossistemas de inovação. Reafirma redes como campos institucionais e infraestruturas relacionais, apesar das lacunas de governança em ambientes de baixa densidade institucional. Propõe uma abordagem integrada e híbrida com quatro dimensões analíticas interdependentes: estrutura relacional, mecanismos de governança, configuração institucional e resultados observáveis. Enfatiza o papel dos knowledge brokers e a governança relacional na construção de ecossistemas resilientes.
Contribuição / Impacto
O trabalho contribui teoricamente ao integrar redes sociais, nova economia institucional e SRI, propondo um modelo analítico híbrido que posiciona a governança de redes empreendedoras como elo crucial para a transformação institucional e o fortalecimento de ecossistemas de inovação. Redefine redes como agentes ativos de produção institucional. O modelo é um referencial robusto para futuras investigações empíricas, especialmente em contextos de baixa densidade institucional, abrindo avenidas para explorar dinâmicas de poder, o papel dos knowledge brokers e a resiliência das redes.
Referências Bibliográficas
Principais referenciais incluem North (1990), Powell & Grodal (2005), Provan & Kenis (2008), Lundvall (1992), Howells (2006), Ostrom (2005), Granovetter (1985), Souza Filho (2015), entre outros que fundamentam redes empreendedoras, governança, sistemas de inovação e intermediação