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Anais

Resumo do trabalho

Gestão de Pessoas · Bem-Estar e Mal-Estar no Trabalho

Título

A RELAÇÃO ENTRE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E SATISFAÇÃO NO TRABALHO: Um estudo sobre docentes das Universidades Federais do Rio Grande do Sul

Palavras-chave

Inteligência emocional Satisfação no trabalho Docentes

Autores

  • Martiele Gonçalves Moreira
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)
  • LAUREN CECILIA MENDES VIEIRA
  • Luis Felipe Dias Lopes
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)

Resumo

Introdução

O ambiente de trabalho docente nas universidades federais apresenta desafios crescentes, agravados pela pandemia, que impactaram negativamente a saúde mental dos professores. A inteligência emocional surge como fator crucial para lidar com o estresse, melhorar o clima organizacional e aumentar a satisfação no trabalho. Esta pesquisa busca analisar a relação entre inteligência emocional e satisfação profissional de docentes no RS, destacando a importância de políticas institucionais de apoio e o desenvolvimento de competências emocionais para melhorar o bem-estar e a qualidade do ensino.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Percebe-se que a inteligência emocional tem se destacado como um elemento crucial na compreensão das relações de trabalho, especialmente em contextos de alta demanda emocional, como a docência. Com isso, este trabalho pretende responder ao seguinte problema de pesquisa: De que forma a inteligência emocional influencia a satisfação no trabalho dos docentes em universidades federais do Rio Grande do Sul? Tendo como objetivo geral analisar a influência da inteligência emocional na satisfação no trabalho dos docentes em universidades federais do Rio Grande do Sul.

Fundamentação Teórica

A Inteligência Emocional (IE) de acordo comWong e Law (2002), é a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar emoções, sendo essencial para o bem-estar e desempenho docente. A IE melhora a satisfação no trabalho, o clima escolar e o relacionamento com alunos. Já a satisfação no trabalho é influenciada por fatores como condições laborais e relações interpessoais. O contexto docente em universidades federais é marcado por sobrecarga, estresse e burnout, exigindo estratégias para promover saúde mental e ambientes educacionais mais saudáveis.

Metodologia

A pesquisa, de natureza descritiva e abordagem quantitativa, investigou a relação entre inteligência emocional e satisfação no trabalho entre docentes de universidades federais do RS. Utilizou o método survey com questionários online, aplicando a Escala de Inteligência Emocional de Wong e Law (2002) e a Escala de Satisfação no Trabalho (Siqueira, 2008). A amostra contou com 230 docentes. Os dados foram analisados com SPSS e Excel, por meio de estatísticas descritivas e análise correlacional de Pearson, garantindo sigilo e ética em todas as etapas.

Análise dos Resultados

Os resultados indicam que docentes apresentam altos níveis de avaliação da autoemoção e uso da emoção, mas menores em empatia e regulação emocional. A satisfação no trabalho teve média moderada, com 70% dos docentes classificados nos níveis moderado e alto. As correlações entre inteligência emocional e satisfação foram positivas, porém de baixa a moderada intensidade. A regulação emocional destacou-se como a dimensão mais associada à satisfação, apontando a importância de desenvolver competências emocionais aliadas a políticas institucionais para bem-estar docente.

Conclusão

O estudo analisou a influência da IE na satisfação no trabalho de docentes de Universidades Federais do Rio Grande do Sul, por meio de pesquisa quantitativa com questionários validados. O perfil mostrou docentes experientes e com formação avançada. Identificaram-se níveis moderados a altos de IE, com destaque para autoavaliação e uso da emoção e níveis variados de satisfação no trabalho. A regulação emocional apresentou a maior correlação com a satisfação, indicando que a inteligência emocional impacta positivamente, embora outros fatores organizacionais também influenciem o bem-estar laboral.

Contribuição / Impacto

Entre as contribuições teóricas, destaca-se o reforço da inteligência emocional como constructo relevante para compreender a satisfação no trabalho no contexto acadêmico. Em termos gerenciais, os resultados apontam para a importância de políticas institucionais voltadas ao desenvolvimento das competências emocionais, especialmente a regulação emocional, por meio de ações como capacitações, programas de suporte psicológico e melhoria do clima organizacional.

Referências Bibliográficas

ALMEIDA, M. C. et al. Escala de Inteligência Emocional Wong and Law (WLEIS): Evidências Psicométricas no Brasil. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 16, n. 48, 2023.
HAIR, J. F. et al. Fundamentos de métodos multivariados. Porto Alegre: Bookman, 2009.
SIQUEIRA, M. M. M. Medidas do Comportamento Organizacional. In: Ferramentas de Diagnóstico e de Gestão. São Paulo, 2008.
WONG, C. S.; LAW, K. S. The effects of leader and follower emotional intelligence on performance and attitude: an exploratory study. The Leadership Quarterly, v. 13, n. 3, 2002.

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