Anais
Resumo do trabalho
Gestão Socioambiental · A Gestão e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs)
Título
O POTENCIAL DAS DIETAS VEGETARIANAS PARA A SUSTENTABILIDADE: Um estudo com estudantes da UFPE - CAA
Palavras-chave
Sustentabilidade
Dietas Vegetarianas
Estudantes Universitários
Autores
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John Kennedy Da Silva NascimentoCentro Acadêmico do Agreste - CAA (UFPE)
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Daniella RamosCentro Acadêmico do Agreste - CAA (UFPE)
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Lizandra Kelly de Araújo SantanaUNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC)
Resumo
Introdução
A alimentação vegetariana está presente na sociedade desde a Grécia Clássica e sua adoção conecta-se à ética, à sociedade, à saúde e ao meio ambiente. Os hábitos alimentares se mostram conectados às emissões de GEEs, chamando atenção para como os alimentos de origem animal possuem uma pegada de carbono superior aos de origem vegetal. A população de universitários do país se mostra preocupada com o meio ambiente e a sustentabilidade, porém se alimentam de forma não saudável. Logo, busca-se entender os pontos de vista dos estudantes sobre a contribuição do vegetarianismo para a sustentabilidade.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Este estudo se origina da seguinte questão: Os estudantes da UFPE - CAA percebem a capacidade de dietas vegetarianas contribuírem com a sustentabilidade? A partir disso, objetivou-se: discutir as motivações das escolhas alimentares dos estudantes; analisar conhecimento ambiental dos estudantes sobre a relação entre dietas vegetarianas e sustentabilidade; entender como ocorrem as discussões na Universidade sobre a sustentabilidade atrelada às práticas alimentares do ponto de vista dos estudantes.
Fundamentação Teórica
A sustentabilidade é um conceito debatido por mais de 400 anos e é amplo na variedade de sua definição (Boff, 2017; Nascimento, 2012; Mikhailova, 2004). A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (2015) aponta os 17 ODS, estando os ODS 2, 3, 12, 13 e 15 conexos à este tema. Impactos ambientais gerados pela pecuária e suas emissões de GEEs afetam o clima e a biodiversidade (FAO, 2006). Alimentos vegetais e animais têm diferentes pegadas de carbono (Garzillo et al., 2019) e a preocupação dos jovens com a sustentabilidade e sua expectativa por debates nas universidades crescem (JUMA, 2022).
Metodologia
Esta pesquisa segue uma abordagem qualitativa visando compreender as percepções dos estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE - CAA) sobre a contribuição de dietas vegetarianas para a sustentabilidade. Através da adaptação de uma entrevista semi estruturada para um formulário semi estruturado foram colhidos os discursos dos respondentes através da plataforma do Google Forms. Após um processo de leitura e seleção foi possível organizar as respostas em três categorias: Motivações das escolhas alimentares, Conhecimento ambiental e Discussão na universidade.
Análise dos Resultados
Sobre as motivações das escolhas alimentares, observou-se uma variedade de razões motivadoras, algumas delas sendo os aspectos socioculturais, o acesso à informações sobre o tema e a saúde. Já sobre o conhecimento ambiental, houveram pontos de vista distintos, o que implica na necessidade da ampliação de debates e disseminação de informações sobre a temática. Por conseguinte, a discussão na universidade se mostra um ponto no qual os estudantes esperam que haja um debate sobre a sustentabilidade, mas que existe a necessidade de que este seja mais aprofundado.
Conclusão
A pesquisa atingiu seus objetivos e demonstra como o acesso à informações e a discussão sobre às práticas alimentares podem contribuir para a sustentabilidade e, assim, gerar um impacto positivo e que, ao terem acesso à estes, os estudantes podem se tornar agentes de mudança em suas comunidades e multiplicadores de conhecimento, porém se tornou evidente a carência de incentivos para tomadas de decisões e mudanças de hábitos.
Contribuição / Impacto
O debate sobre a relação entre alimentação e sustentabilidade nas universidades, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, evidencia a capacidade de dietas vegetarianas de mitigar impactos ambientais, além de contribuir para a segurança alimentar, a saúde pública e a preservação dos ecossistemas, evidenciando, assim, a necessidade de fomentar o acesso à informações sobre alimentação e sustentabilidade e práticas alimentares sustentáveis no âmbito acadêmico para que os estudantes possam impulsionar mudanças em níveis sociais, ambientais e econômicos.
Referências Bibliográficas
BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é-o que não é. Editora Vozes Limitada. Petrópolis, RJ, 2017.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental.
ONU BRASIL. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Nações Unidas Brasil. 2015.
SEEG - Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, Observatório do Clima. Análise das emissões de gases de efeito estufa e suas implicações para as metas climáticas do Brasil 1970-2023. Brasil, 2024
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental.
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SEEG - Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, Observatório do Clima. Análise das emissões de gases de efeito estufa e suas implicações para as metas climáticas do Brasil 1970-2023. Brasil, 2024