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Resumo do trabalho

Artigos Aplicados · Marketing

Título

ROCK IN RIO E SUSTENTABILIDADE: Narrativas, Práticas e Valores na Indústria Criativa à Luz da Teoria da Dissonância Cognitiva

Palavras-chave

Rock In Rio Narrativas Marketing Sustentável
Agradecimento: Expressamos nossa profunda gratidão à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e à Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) pelo imprescindível suporte financeiro e institucional, que tornou possível a execução e os resultados deste estudo.

Autores

  • Marília Silva
    Centro Acadêmico do Agreste - CAA (UFPE)
  • MARIA MADALENA VALDIVINO DE BRITO
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)

Resumo

Introdução

Este estudo aborda a sustentabilidade, impulsionada por desafios ambientais e ODS da ONU, na indústria criativa. Grandes eventos, como o Rock in Rio, buscam integrar marketing sustentável, influenciados por novas gerações. Há lacuna em alinhamento de práticas e comunicação. Investigamos como o Rock in Rio constrói e comunica seu compromisso sustentável via Teoria da Dissonância Cognitiva. Objetivos: mapear práticas, analisar estratégias e relacioná-las aos ODS (11, 12, 13), identificando dissonâncias e contribuindo para compreensão da responsabilidade socioambiental em contextos culturais.

Contexto Investigado

O Rock in Rio, megaevento da indústria criativa, é o foco do estudo. Sua escolha justifica-se pelo engajamento em discursos e ações de sustentabilidade, analisados qualitativamente via análise documental (redes sociais e site, 2022-2025). A pesquisa busca identificar como o festival comunica e constrói seu compromisso sustentável. A análise apoia-se na Teoria da Dissonância Cognitiva para investigar possíveis incoerências entre narrativas e práticas. O referencial aborda Economia Criativa e a sustentabilidade (ODS 11, 12, 13) base para interpretar alinhamento ou descompasso discursivo-prático.

Diagnóstico da Situação-Problema

O diagnóstico revela dissonância cognitiva central entre discurso e práticas/associações de sustentabilidade do Rock in Rio. Embora o festival promova valores e ações socioambientais (ODS 11, 12, 13), há poucas publicações sustentáveis em redes sociais e parcerias com empresas de histórico ambiental controverso (Vale, Braskem). Essa inconsistência, somada à percepção pública sobre a superprodução do "Amazônia Para Sempre", gera ceticismo e questionamentos sobre a autenticidade do compromisso sustentável, indicando risco de greenwashing institucional.

Intervenção Proposta

Para superar a dissonância cognitiva e fortalecer a sustentabilidade, o Rock in Rio deve implementar uma intervenção que priorize a coerência entre discurso e prática. Isso implica em: 1) Aumentar a comunicação sustentável em canais digitais; 2) Alinhar criticamente parcerias para evitar históricos negativos; 3) Garantir transparência e reduzir impacto ambiental de superproduções (ex: "Amazônia Para Sempre"), consultando comunidades. Tais ações visam construir legitimidade, mitigar o greenwashing percebido e fortalecer a credibilidade do festival.

Resultados Obtidos

Os resultados mostram que, apesar de iniciativas e metas de sustentabilidade comunicadas pelo Rock in Rio, há baixa representatividade de conteúdo ambiental (13 de 4528 posts) nas redes sociais, com foco promocional. Identificou-se dissonância cognitiva institucional e no público. A dissonância institucional surge de parcerias com empresas controversas (Vale, Braskem). A dissonância no público é evidenciada por comentários críticos sobre o impacto de eventos como "Amazônia Para Sempre". Achados sugerem que o marketing sustentável foca mais na imagem da marca que no engajamento coerente.

Contribuição Tecnológica-Social

Este estudo aprofunda a interface entre economia criativa, sustentabilidade e comunicação de marca, usando Teoria da Dissonância Cognitiva para analisar coerência discursiva-prática. Teoricamente, fomenta discussões críticas sobre marketing cultural e gestão socioambiental em eventos. Praticamente, oferece subsídios a gestores para integrar sustentabilidade de forma autêntica e transparente, evitando greenwashing. Resultados são cruciais para que eventos como o Rock in Rio construam legitimidade, fidelizem público e contribuam para desenvolvimento cultural sustentável e alinhado aos ODS.

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