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Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Organizações Alternativas

Título

Reflexividade institucional nas margens: uma proposta analítica para o trabalho institucional em contextos periféricos

Palavras-chave

Trabalho Institucional Reflexividade Institucional Contextos periféricos
Agradecimento: Agradecimentos à Fapemig pelo apoio.

Autores

  • LAIZE ALMEIDA DE OLIVEIRA
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
  • Mozar Jose de Brito
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)

Resumo

Introdução

O artigo parte da lacuna teórica sobre o trabalho institucional em contextos periféricos para propor uma expansão analítica do trabalho institucional reflexivo. A partir das práticas de artesãs de biojoias da Amazônia Paraense, argumenta-se que a agência institucional também pode ser emocional, identitária, territorial e política, desafiando os modelos centrados em racionalidade, formalização e visibilidade.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Como ampliar a compreensão do trabalho institucional reflexivo em contextos periféricos? O objetivo é propor uma ampliação analítica do conceito de reflexividade institucional, a partir do estudo empírico do trabalho institucional realizado por artesãs de biojoias da Amazônia Paraense.

Fundamentação Teórica

A proposta articula a teoria do trabalho institucional (Lawrence e Suddaby, 2006) com contribuições sobre reflexividade institucional (Archer, 2003; Vink e Koskela-Huotari, 2022), crítica institucional (Mills et al., 2023) e agência afetiva (Voronov; Vince, 2012). Dialoga com autores que defendem epistemologias do Sul e práticas simbólicas, coletivas e subalternizadas como formas legítimas de institucionalidade.

Discussão

O estudo identifica quatro modos de trabalho institucional reflexivo: emocional, identitário, territorial e político. Tais modos emergem de práticas enraizadas na memória coletiva, resistência cultural e ancestralidade. O framework propõe que esses modos operam como formas legítimas de agência institucional, mesmo sem intencionalidade estratégica ou formalização.

Conclusão

A expansão do trabalho institucional reflexivo evidencia que sujeitos periféricos também constroem, mantêm e transformam instituições por meio de práticas não hegemônicas. A proposição desloca o foco do agente racional e formalizado para formas de agência situadas em afetos, vínculos e territórios. A teoria institucional é assim ampliada em escopo, sensibilidade e alcance.

Contribuição / Impacto

A proposta contribui para uma virada epistemológica na teoria institucional ao incorporar o trabalho institucional das margens como força analítica e política. O framework pode ser aplicado em estudos sobre comunidades indígenas, quilombolas, rurais ou femininas, ampliando o reconhecimento de práticas institucionais invisibilizadas e propondo uma teoria mais plural e enraizada.

Referências Bibliográficas

ARCHER, Margaret Scotford. Structure, agency and the internal conversation. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
PHILLIPS, Nelson et al. Extending the Turn to Work: New Directions in the Study of Social‐Symbolic Work in Organizational Life. Journal of Management Studies, 2025.
SUDDABY, Roy et al. Rhetorical history as institutional work. Journal of Management Studies, Hoboken, v. 60, n. 1, p. 242–272, jan. 2023.
VINK, Maria; KOSKELA-HUOTARI, Kaisa. Institutional reflexivity: Building theory from recent research. Journal of Service Research, v. 25, n. 1, p. 20–37, 2022.

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