Anais
Resumo do trabalho
Operações · Excelência em Operações e Serviços - Qualidade, Produtividade e Lean Thinking
Título
ANÁLISE COMPREENSIVA DA GESTÃO OPERACIONAL PARA MAIOR EFICIÊNCIA E COMPETITIVIDADE NO SETOR DA INDÚSTRIA QUÍMICA
Palavras-chave
Competitividade
Gestão de Operações
Indústria Química
Autores
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Gustavo De Oliveira Hanauer
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Dusan SchreiberUNIVERSIDADE FEEVALE (FEEVALE)
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Luciane Pereira VianaUNIVERSIDADE FEEVALE (FEEVALE)
Resumo
Introdução
A gestão de operações é essencial à competitividade, impulsionada por tecnologias digitais e práticas sustentáveis. No Brasil, o setor químico cresceu 27,3% em 2022, impulsionado pela digitalização e economia circular. Diante disso, este estudo avalia a gestão operacional em duas etapas: Na etapa qualitativa, analisou-se uma empresa do Vale do Rio dos Sinos, no RS; Na etapa quantitativa, uma survey foi aplicada em indústrias identificadas pelo cadastro da Abiquim (2024). Os resultados indicam que a adoção tecnológica e a gestão eficiente aumentam a competitividade e a sustentabilidade do setor
Problema de Pesquisa e Objetivo
O problema de pesquisa identificado foi: De que forma a gestão operacional pode contribuir para aumentar a eficiência e a competitividade das empresas do setor da indústria química? Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar a gestão operacional para maior eficiência e competitividade no setor da indústria química.
Fundamentação Teórica
A gestão de operações é estratégica para transformar recursos em produtos e serviços com eficiência, qualidade e foco no cliente. Envolve o planejamento e controle de processos produtivos, incluindo design, cadeia de suprimentos, fornecedores, qualidade e tecnologia (Krajewski & Malhotra, 2022). Requer lideranças adaptáveis, uso intensivo de dados e visão holística para gerenciar mudanças e promover inovação, competitividade e sustentabilidade (Heizer, Render & Munson, 2020).
Metodologia
O estudo adotou abordagem mista, com etapa qualitativa baseada em estudo de caso único em uma indústria química do RS, por meio de entrevistas, observação participante e levantamento documental. A análise de conteúdo foi utilizada para interpretação dos dados. Na etapa quantitativa, aplicou-se uma survey estruturada com 34 respondentes de 28 empresas químicas brasileiras, identificadas pelo cadastro da Abiquim (2024) e utilizando escala Likert. A análise estatística descritiva permitiu identificar padrões na gestão operacional, com base em construto validado por especialistas.
Análise dos Resultados
As análises revelaram que as empresas químicas seguem fluxos operacionais semelhantes, com foco em controle de qualidade, mapeamento de processos e relacionamento com fornecedores. Inovações recentes nos processos incluem digitalização, logística reversa e reaproveitamento de recursos. A pesquisa quantitativa apontou como desafios principais os altos custos de tecnologias e a necessidade de capacitação de pessoas. Ainda assim, apesar das dificuldades, grande parte das empresas já investe em soluções digitais para aumentar eficiência e competitividade.
Conclusão
A gestão de operações é essencial para aumentar a competitividade, apesar de desafios como altos custos e necessidade de capacitação. O estudo mostrou que, embora a empresa analisada tenha processos bem estruturados, ainda há ajustes necessários, também observados nas demais análises da survey. A implementação de tecnologias e mudanças culturais são cruciais. Recomenda-se, portanto, aprofundar pesquisas sobre práticas operacionais e estratégias digitais que promovam eficiência, produtividade e sustentabilidade no setor químico.
Contribuição / Impacto
Este estudo contribui para compreender como a gestão de operações pode ser um fator decisivo na promoção da eficiência, inovação e competitividade no setor químico. Ao integrar abordagens qualitativa e quantitativa, fornece uma visão ampla sobre os desafios enfrentados pelas empresas, como altos custos e necessidade de capacitação, mas também evidencia avanços, como a digitalização de processos e a adoção de práticas sustentáveis. Seus achados oferecem subsídios práticos para gestores e pesquisadores, orientando decisões estratégicas que promovem desempenho operacional e sustentabilidade.
Referências Bibliográficas
Para abordar sobre o setor químico, fontes como Abiquim (2022), Falkenroth-Naidu et al. (2023) e Meincke et al. (2018) apresentaram dados atualizados e perspectivas sobre inovação. Para eficiência operacional, qualidade e transformação digital, utilizou-se em Heizer et al. (2020), Krajewski & Malhotra (2022) e Carvalho et al. (2021). A análise qualitativa sustentou-se metodologicamente por Bardin (2011) e a etapa quantitativa embasou-se em Hair et al. (2009). Operação, tecnologia e sustentabilidade relacionaram-se por Clark et al. (2016), Mohan & Katakojwala (2021) e Shevtsova et al. (2020).