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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Processo Estratégico nas Organizações

Título

Metodologias ágeis na engenharia amazônica: desafios, aplicações e oportunidades

Palavras-chave

Inovação organizacional Sustentabilidade territorial Gestão adaptativa
Agradecimento: Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologi Eletrônica e da Informação - CETELI/UFAM, Softex Amazônia e Capacita Amazônia

Autores

  • CÉLIO COÊLHO
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS (UFAM)
  • Jonas Fernando Petry
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS (UFAM)
  • André Carvalho Soares
  • ANA CLAUDIA MOXOTO
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS (UFAM)
  • HILMAR TADEU CHAVES
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS (UFAM)

Resumo

Introdução

Este artigo investiga o impacto da aplicação de metodologias ágeis na gestão de projetos de engenharia na região amazônica. Considerando as dificuldades logísticas, culturais e estruturais locais, o estudo examina como tais práticas influenciam a eficiência operacional, a comunicação e a adaptabilidade das organizações. A pesquisa contribui para suprir lacunas teóricas sobre contextos remotos e oferece subsídios práticos para a gestão inovadora em mercados emergentes.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Diante dos desafios logísticos, estruturais e culturais enfrentados por empresas de engenharia na Amazônia, este estudo investiga: em que medida a aplicação de metodologias ágeis impacta a gestão e execução de projetos nesse contexto? O objetivo é analisar como essas práticas influenciam a eficiência, comunicação e adaptabilidade das organizações, suprindo lacunas da literatura sobre inovação gerencial em mercados emergentes e territórios complexos.

Fundamentação Teórica

O estudo fundamenta-se em abordagens centradas nos princípios do Manifesto Ágil e no modelo TOE, articulando conceitos de planejamento adaptativo e gestão ágil aplicados à engenharia. A literatura destaca o potencial das metodologias ágeis para aumentar a flexibilidade e reduzir riscos em projetos complexos, como os realizados na Amazônia. Além disso, evidencia-se a necessidade de adaptações culturais e estruturais para efetiva aplicação desses modelos em contextos desafiadores.

Metodologia

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, com estudo de caso múltiplo aplicado a 13 profissionais da engenharia na Amazônia. Utilizaram-se entrevistas semiestruturadas e questionários exploratórios para coleta dos dados, com triangulação metodológica. A seleção foi intencional, priorizando profissionais com experiência em projetos na região. A análise baseou-se no modelo TOE, permitindo captar práticas, desafios e percepções sobre metodologias ágeis em contextos remotos e complexos.

Análise dos Resultados

Os resultados revelam que a aplicação de metodologias ágeis na engenharia amazônica é parcial e informal, trazendo benefícios como flexibilidade e comunicação mais eficaz. Barreiras como resistência cultural, falta de capacitação e limitações logísticas dificultam sua adoção plena. Apesar disso, adaptações locais demonstram potencial transformador, evidenciando uma “agilidade contextualizada” como resposta às particularidades territoriais e organizacionais da região.

Conclusão

A aplicação de metodologias ágeis na engenharia amazônica revela-se promissora, mesmo que ainda incipiente e adaptada. Os princípios ágeis, quando contextualizados, contribuem para maior flexibilidade, comunicação e resiliência organizacional. As barreiras identificadas destacam a importância de capacitação e ajustes metodológicos. O estudo propõe a “agilidade contextualizada” como alternativa viável frente aos desafios territoriais e organizacionais da região.

Contribuição / Impacto

O artigo contribui ao evidenciar como metodologias ágeis podem ser adaptadas à realidade amazônica, propondo o conceito de “agilidade contextualizada”. Avança na literatura ao incluir variáveis territoriais como elementos críticos à adoção ágil. Impacta a prática ao oferecer subsídios para gestores, formuladores de políticas e profissionais que atuam em regiões remotas, fomentando inovação, eficiência operacional e estratégias de gestão adaptativas.

Referências Bibliográficas

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