Logo

Anais

Resumo do trabalho

Empreendedorismo · Empreendedorismo Inovador: Startups, Incubadoras e Parques Tecnológicos, Capital de Risco

Título

Desafios e Apoio Institucional às Incubadoras de Empresas: Um Estudo Comparativo Entre o Ceará e o Rio Grande do Norte

Palavras-chave

Ecossistemas de inovação Incubadoras de empresas Políticas de fomento

Autores

  • Levi Cunha Braga
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ (UECE)
  • Elias Pereira Lopes Júnior
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI (UFCA)

Resumo

Introdução

As incubadoras de empresas emergiram como uma solução para enfrentar a elevada taxa de falências entre novos empreendimentos, proporcionando suporte gerencial e tecnológico para fortalecer essas organizações. (Carvalho et al., 2024). No Ceará, atualmente existem 44 empresas incubadas e 31 graduadas, enquanto no Rio Grande do Norte são 71 empresas incubadas e 38 graduadas (InovaLink, 2025).

Problema de Pesquisa e Objetivo

Potin, Grassi e Brasil (2023) destacam a falta de recursos financeiros nas incubadoras, devido às limitações das instituições públicas de ensino federais. Já Hackbart e Dalmonech (2024) enfatizam a importância dos Editais de Fomento como catalisadores para o desenvolvimento das empresas. O presente estudo tem como objetivo geral: Diagnosticar os principais desafios enfrentados pelas incubadoras de empresas no Ceará e no Rio Grande do Norte, comparando suas percepções e práticas, bem como o papel das agências de fomento e das fundações estaduais no apoio à sua sustentabilidade e desempenho

Fundamentação Teórica

As incubadoras de empresas, desde sua origem, tornaram-se elementos centrais no ecossistema de inovação tecnológica, oferecendo infraestrutura, capacitações e acesso a recursos que seriam inacessíveis para negócios em fase inicial (Sebrae, 2023). As incubadoras de empresas podem ser definidas como incubadoras que estimulam empreendedores em estágio inicial e atividades de startups em geral (Kakabadse et al. 2020). No Brasil, o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à inovação tem avançado a partir de marcos legais importantes, como a Lei de Inovação, Lei nº 10.973/2004, (Brasil, 2004).

Metodologia

Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa de abordagem qualitativa, com objetivo exploratório e descritivo. Buscou-se compreender as percepções, práticas e desafios enfrentados por gestores de incubadoras vinculadas a instituições públicas de ensino nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, a partir da análise de seus relatos e editais de fomentos. As entrevistas foram conduzidas por meio de conversas gravadas pelo Google Meet. Optou-se neste estudo pela aplicação das etapas técnicas de Bardin (2011), amplamente utilizadas em pesquisas qualitativas em Administração.

Análise dos Resultados

Os resultados evidenciam a fragilidade do financiamento às incubadoras, marcadas por uma forte dependência de articulações institucionais e ausência de uma política pública nacional específica. Mesmo com esforços de captação local e apoio pontual de parceiros, a falta de recursos recorrentes compromete sua sustentabilidade. A dependência de editais pontuais e de articulações locais para garantir recursos compromete não apenas a sustentabilidade das incubadoras, mas também a permanência de estudantes e egressos em projetos com alto potencial inovador.

Conclusão

O estudo evidencia a falta de uma estrutura sistêmica de fomento às incubadoras, apesar de iniciativas pontuais e experiências exitosas. Defende-se o fortalecimento de políticas públicas mais abrangentes, com orçamento permanente, bolsas e mecanismos de estabilidade. Como limitação, destaca-se o recorte geográfico restrito, sugerindo-se, para pesquisas futuras, a ampliação territorial, a inclusão de diferentes perfis de incubadoras e o uso de métodos quantitativos para avaliar o impacto das ações de fomento.

Contribuição / Impacto

Este artigo contribui para o campo dos estudos organizacionais e de políticas públicas de inovação ao oferecer uma análise empírica das percepções de gestoras de incubadoras acadêmicas localizadas em estados do Nordeste brasileiro. A partir de uma abordagem qualitativa, a pesquisa evidencia os desafios operacionais e de financiamento enfrentados pelas incubadoras, destacando a ausência de políticas públicas específicas para sua sustentabilidade, bem como a concentração de recursos em regiões mais desenvolvidas.

Referências Bibliográficas

CARVALHO, Marley Abede Ferreira de et al. Ascensão de startups regionais e seus impactos na sustentabilidade: um estudo sobre o ecossistema de startups da Bahia. Revista Produção Online, Florianópolis, v. 24, n. 3, e5116, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.14488/1676-1901.v23i3.5116. Acesso em: 20 de maio 2025.
POTIN, G. A. G; GRASSI, R. A; BRASIL, G. H. Incubadoras de empresas e desenvolvimento do ecossistema de inovação: análise dos diferencias da Incubadora em Rede do Instituto Federal do Espírito Santo. INFORME ECONÔMICO (UFPI), v. 46, n. 1, 2023.

Navegação

Anterior Próximo