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Anais

Resumo do trabalho

Gestão de Pessoas · Liderança e suas Dimensões

Título

AUTOLIDERANÇA E TEORIAS ORGANIZACIONAIS: mapeando fragmentações e construindo pontes epistemológicas

Palavras-chave

Autoliderança Desconexões epistemológicas Competing Values Framework

Autores

  • Andrea Aparecida Silva
    UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ (UNIVALI)
  • Tatiana Ghedine
    UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ (UNIVALI)

Resumo

Introdução

A autoliderança emerge como construto central para autonomia e autogestão em ambientes complexos. Apesar de 500+ publicações desde Manz (1986), persiste isolamento epistemológico com teorias organizacionais consolidadas. Este estudo bibliométrico longitudinal analisa 262 artigos (1986-2025) para mapear fragmentações estruturais com frameworks como Competing Values Framework. Identificamos zero conexões AL-CVF entre 220 oportunidades potenciais. Propomos pontes conceituais fundamentadas em complementaridades latentes, abrindo agenda integrativa para superar estagnação teórica do campo.

Problema de Pesquisa e Objetivo

elaborar uma análise bibliométrica longitudinal da produção científica em autoliderança, buscando mapear seu desenvolvimento estrutural e identificar desconexões conceituais com teorias organizacionais clássicas. Especificamente, os problemas são: (i) qual foi o desenvolvimento temporal e estrutural da produção científica sobre autoliderança neste período? (ii) que teorias consolidadas de liderança permanecem desconectadas da autoliderança? e (iii) quais lacunas e oportunidades emergem para integração teórica entre a autoliderança e frameworks organizacionais estabelecidos

Fundamentação Teórica

A autoliderança fundamenta-se na convergência de três tradições: teoria social cognitiva (Bandura, 1991) elucidando autoeficácia e autorregulação; teoria da autodeterminação (Deci & Ryan, 2000) explicando motivação intrínseca; e controle cibernético (Carver & Scheier, 1998) detalhando feedback comportamental. Neck e Houghton (2006) sintetizam em modelo tridimensional: estratégias comportamentais, recompensa natural e pensamento construtivo. Apesar da robustez interna, fragmentação com liderança autêntica, CVF e teorias complexas limita potencial explicativo e integração sistêmica.

Discussão

A análise revelou crescimento exponencial em quatro fases evolutivas, mas paradoxalmente, isolamento epistemológico crescente. A fragmentação AL-CVF exemplifica desconexão sistemática: zero citações cruzadas apesar de 47 artigos com evidências implícitas de integração. Identificamos complementaridades em três níveis: comportamental (estratégias de autoliderança mapeiam papéis CVF), motivacional (recompensa natural sustenta papéis relacionais) e cognitivo (pensamento construtivo habilita papéis inovativos). Esta segregação limita poder explicativo e desenvolvimento teórico-prático do campo.

Conclusão

A investigação de 262 artigos revelou trajetória marcada por crescimento exponencial e isolamento epistemológico. A fragmentação AL-CVF (zero conexões em 220 oportunidades) exemplifica segregação que mascara complementaridades estruturais profundas. Identificamos 47 artigos operacionalizando construtos análogos sem reconhecimento explícito, evidenciando pontes latentes. O campo encontra-se em encruzilhada: perpetuar isolamento disciplinar ou abraçar integração. Esta escolha determinará se autoliderança permanecerá periférica ou emergirá como framework central para agência humana organizacionai

Contribuição / Impacto

Esta pesquisa contribui em três dimensões: (1) Teórica - documenta sistematicamente fragmentação epistemológica inexplorada, revelando que isolamento da autoliderança não decorre de incompatibilidade, mas segregação disciplinar; (2) Metodológica - desenvolve protocolo bibliométrico para identificar "buracos estruturais" entre teorias via análise de 11.847 referências; (3) Prática - propõe mecanismos integrativos (capacitação adaptativa, redução de tensão paradoxal) fundamentados em 47 evidências empíricas latentes, oferecendo roteiro para superar estagnação teórica e amplificar relevância orga

Referências Bibliográficas

Bandura, A. (1991). Social cognitive theory of self-regulation. Organizational Behavior and Human Decision Processes, 50(2), 248-287.
Manz, C. C. (1986). Self-leadership: Toward an expanded theory of self-influence processes in organizations. Academy of Management Review, 11(3), 585-600.
Neck, C. P., & Houghton, J. D. (2006). Two decades of self-leadership theory and research. Journal of Managerial Psychology, 21(4), 270-295.
Quinn, R. E., & Rohrbaugh, J. (1983). A spatial model of effectiveness criteria. Management Science, 29(3), 363-377.
Zupic, I., & Čater, T. (2015). Bibliometric methods

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