Anais
Resumo do trabalho
Tecnologia da Informação · Governo Digital, Cidades Inteligentes e TICs para Desenvolvimento
Título
AVALIAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE CIDADES INTELIGENTES A PARTIR DAS PERSPECTIVAS DE POLÍTICA, GESTÃO E TECNOLOGIA: um estudo das estratégias implementadas pela Prefeitura Municipal de Salvador
Palavras-chave
Cidade inteligente
Gestão pública
Inovação urbana
Agradecimento:
Os autores agradecem à FAPEX, CNPq e CAPES.
Autores
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CARINA ARAUJO DOS SANTOSEscola de Administração da UFBA
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Ernani Marques dos SantosUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA)
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Antonio Eduardo de Albuquerque JuniorFundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ / Instituto Gonçalo Moniz - IGM
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ADRIANO SANTOS ROCHA SILVAUNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA)
Resumo
Introdução
Cidades inteligentes surgem como resposta aos desafios da urbanização contemporânea, promovendo inovação, sustentabilidade e inclusão. Salvador tem se destacado nesse cenário por meio de diversas iniciativas. Contudo, faltam estudos que avaliem suas estratégias de forma integrada, contemplando não apenas a tecnologia, mas também as dimensões de política e gestão, fundamentais para compreender o real estágio de desenvolvimento urbano da capital baiana.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Cidades inteligentes emergem como alternativas estratégicas para enfrentar os complexos desafios da urbanização contemporânea, como desigualdade social, degradação ambiental e ineficiência dos serviços públicos. Ao promoverem inovação, sustentabilidade e inclusão, essas cidades transformam a gestão urbana. Salvador tem se destacado nesse cenário, mas carece de estudos que analisem suas estratégias de forma integrada, considerando, além da tecnologia, as dimensões política e de gestão.
Fundamentação Teórica
A literatura conceitua cidades inteligentes como ambientes urbanos que integram Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) à gestão pública, com foco em eficiência, inclusão e qualidade de vida. Dentre os modelos avaliativos existentes, destaca-se o Framework of Smart City Innovation de Nam e Pardo (2011), que propõe uma abordagem sistêmica baseada em três dimensões interdependentes: política, gestão e tecnologia, ampliando a compreensão dos processos de transformação urbana.
Metodologia
Trata-se de pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, com estudo de caso único. Foram utilizadas análise documental, observação direta de plataformas e análise de conteúdo. Os dados foram codificados com base nas três dimensões do modelo teórico.
Análise dos Resultados
Foram mapeadas 53 estratégias, das quais 32 se alinham às dimensões de política, gestão e tecnologia. Identificaram-se avanços em TIC e governança, mas também lacunas como ausência de plataforma de participação e de um centro de controle urbano funcional.
Conclusão
Salvador avança como cidade inteligente, especialmente na modernização e digitalização de serviços. No entanto, limitações em inclusão digital e gestão integrada indicam a necessidade de aprimoramentos. O modelo adotado contribuiu para uma avaliação ampla e crítica.
Contribuição / Impacto
A pesquisa aplica um modelo teórico ainda pouco explorado no Brasil, oferecendo uma avaliação integrada e útil para gestores urbanos. Fornece subsídios para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à transformação digital e ao urbanismo inteligente.
Referências Bibliográficas
Cunha, M. A., Miranda, P. R. D., & Macaya, M. B. (2016). Smart cities: Transformação digital de cidades. Pearson.
Kar, A. K., Dwivedi, Y. K., & Bamel, U. K. (2017). Understanding smart cities: Inputs for research and practice. In V. Choudrie, M. Islam, & S. S. Papagiannidis (Eds.), Advances in smart cities (pp. 1–7). CRC Press.
Nam, T., & Pardo, T. A. (2011). Smart city as urban innovation: Focusing on management, policy, and context. In Proceedings of the 5th International Conference on Theory and Practice of Electronic Governance (pp. 185–194).
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