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Anais

Resumo do trabalho

Gestão de Pessoas · Políticas, Modelos e Práticas de gestão de pessoas

Título

GESTÃO DA IDADE: COMO AS ORGANIZAÇÕES PODEM MITIGAR O AGEÍSMO

Palavras-chave

Gestão da Idade Gestão da Idade nas Organizações Ageísmo nas Organizações
Agradecimento: Agradecemos o apoio financeiro da Bolsa Capes.

Autores

  • MANOEL LOCATELLI
  • Anelise Rebelato Mozzato
    UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO (UPF)

Resumo

Introdução

Nas últimas décadas, a diversidade tem ganhado espaço nas organizações, discussões acadêmicas e nos estudos da gestão de pessoas (GP) e das relações de trabalho (Tonelli et al., 2020). O envelhecimento populacional trata-se de uma questão social e tem sido tema de debate há um tempo considerável e segue sendo estudado pela academia (Sauvy, 1963; Untu et al., 2015). Diferentes idades conviverão cada vez mais juntas. Nesse contexto, a Gestão da Idade (GI) apresenta-se como necessária (Naegele; Walker (2006) para mitigar o ageísmo (Hanashiro et al., 2020).

Problema de Pesquisa e Objetivo

Esta pesquisa orienta-se pela seguinte questão de pesquisa: Como a gestão da idade contribui para a mitigação do ageísmo no trabalho da Coop? Diante de tal questionamento tem-se como objetivo geral da pesquisa compreender como a gestão da idade contribui para a mitigação do ageísmo no trabalho.

Fundamentação Teórica

A gestão da idade usa medidas que enfatizam o uso eficaz da força de trabalho (Urbancová et al., 2020) e é definida como a “gestão que enfatiza a idade dos funcionários e visa uma abordagem geral para abordar a situação demográfica e a mudança demográfica no local de trabalho” (Vranacová; Babel’ová; Chlpeková, 2021, p. 2). O ageísmo, para Palmore (1999, p. 4) trata-se de “qualquer preconceito ou discriminação contra ou a favor de um grupo de idade”. A gestão da idade contribui para a diminuir o ageismo (Hanashiro et al., 2020) com medidas de acesso, manutenção e saída (Argüeso; Jesús, 2019).

Metodologia

O artigo adotou o modelo de estudo de caso único, em uma cooperativa de crédito do RS, com atuação nacional, que trabalha com a gestão da idade. Utilizou-se de pesquisa documental, entrevistas estruturadas e semiestruturadas e observação não participante. Foram entrevistados 16 trabalhadores, garantindo diversidade, anonimato e saturação dos dados. A análise foi feita seguindo as etapas da análise de conteúdo de Bardin (2011), com transcrição, categorização e interpretação dos dados coletados.

Análise dos Resultados

Os relatos mencionam os grupos de medidas de gestão da idade, propostas por Argüeso e Jesús (2019), de acesso (entrada na organização), manutenção (durante o período em que se trabalha na organização) e saída (no processo de aposentadoria) e indicam tais medidas, juntamente com a inclusão das diferentes faixas etárias, como fatores mitigadores da discriminação, estereótipos e preconceito presente no ageísmo (Hanashiro et al., 2020; Silva; Helal, 2022).

Conclusão

Este artigo concluiu que as ações de gestão da idade, por meio de medidas de acesso, manutenção e saída, contribui para a mitigação do ageísmo na Coop, agindo como mitigadora nas três dimensões do ageísmo (discriminação, estereótipos e preconceito). Tal estudo serve como inspiração para a adoção de GI em outras organizações. Como sugestões para pesquisas futuras, destacam-se estudos que relacionem a GI a outros marcadores da diversidade e também os riscos de aplicar uma gestão da idade de modo inadequado.

Contribuição / Impacto

O estudo contribui para a teoria relacionada a gestão da diversidade, e, mais especificamente, à gestão da idade, onde se destaca também o tema do ageísmo. Os dois temas carecem de carecem de ampla correspondência em nível nacional e internacional. No campo prático, possibilitam um novo olhar sobre a GI e o ageísmo nas organizações, tanto para a Coop quanto para outras instituições, promovendo a diversidade e combatendo o ageísmo. Como contribuições sociais, há reforço na importância do debate sobre relações intergeracionais nos mais diferentes espaços sociais, inclusive no trabalho.

Referências Bibliográficas

ARGÜESO, M. S.; JESÚS, N. E. Prácticas empresariales de innovación social en la gestión de la edad y su aplicación en el ámbito del cooperativismo. Revista de Estudios Cooperativos, n. 130, p. 176-197, 2019. DOI: 10.5209/REVE.61636.
PALMORE, E. Ageism: Negative and positive. 2nd ed. New York, NY: Springer Publishing Company, 1999.
SILVA, M.; HELAL, D. Age Management in the Brazilian Context: A Theoretical Discussion. Organizations and Markets in Emerging Economies, v. 13, n. 1, p. 6-25, 2022. DOI: 10.15388/omee.2022.13.68.

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