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Anais

Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Diversidade, Diferença e Inclusão nas Organizações

Título

ESCREVIVÊNCIA NA QUILOMBAGEM AMAZÔNICA: Resistência Feminina na Construção da Igualdade de Gênero (ODS 5)

Palavras-chave

escrevivência quilombagem igualdade de gênero
Agradecimento: Peço licença às mais velhas, que com suas mãos transformaram as dificuldades em possibilidades, que em seus dedos tiveram as digitais apagadas pela brutalidade do trabalho escravo, mas que em suas almas e espírito carregaram a certeza de um dia ter suas descendências ocupando os espaços de poder.
Agrademos ao CNPQ por acreditar e proporcionar a realização de pesquisas de mulheres negras e quilombolas.

Autores

  • Crystiane Amaral Coutinho
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)

Resumo

Introdução

Esta pesquisa emergiu durante a coleta de informações para uma pesquisa mais abrangente sobre o protagonismo de mulheres em comunidades quilombolas. Assim, apresentamos um recorte temporal das experiências de campo pesquisadas. O intuito foi investigar como a prática da escrevivência por lideranças femininas fomenta a igualdade de gênero em quilombos situados na Amazônia, no norte do Brasil. Para isso, foi utilizada uma combinação de métodos em pesquisa qualitativa. A abordagem da escrevivência, conforme idealizada por Conceição Evaristo, teoria da quilombagem e ODS 5 igualdade de genêro.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Da questão: de que maneira a escrevivência das líderes femininas nos quilombos da Amazônia Paraense pode favorecer a equidade de gênero? Para isso, concentrou-se em analisar como a prática da escrevivência dessas líderes contribui para a promoção da igualdade de gênero nos quilombos dessa região.

Fundamentação Teórica

A igualdade de gênero vai além de uma questão de direitos humanos; trata-se de uma abordagem para melhorar tanto a sociedade quanto a economia, assegurando melhores condições de vida. Moura (2021) enfatiza que os quilombos são comunidades autônomas e sustentáveis, enquanto Nascimento (1980) os considera símbolos de resistência cultural e luta pelos direitos. Nascimento (2018) enxerga o quilombo como um espaço de combate e reivindicação de direitos. a escrevivência associa o ato de escrever às experiências vividas, promovendo o empoderamento e a preservação da memória coletiva (Evaristo (2020)

Discussão

A pesquisa mostrou que as mulheres quilombolas, mesmo diante de desafios impostos por estruturas racistas e patriarcais, têm exercido funções fundamentais na defesa de seus direitos, na conservação de suas identidades culturais e na mobilização da comunidade. Ao analisar o afroempoderamento e a luta pela equidade de gênero, em consonância com o ODS 5. Sua vivência proporciona uma conexão entre conhecimentos empíricos e acadêmicos, ajudando a aprofundar a compreensão sobre o papel das mulheres em comunidades quilombolas.

Conclusão

A prática da escrevivência revelou-se uma ferramenta eficaz para amplificar a voz das mulheres quilombolas, proporcionando-lhes a oportunidade de relatar suas experiências, dificuldades e vitórias de maneira pessoal e emotiva. iniciativas ligadas aos ODS 1, 2, 4 e 5 entre outros, pode ter um impacto significativo na melhoria das condições de vida, no fortalecimento da cultura e no reconhecimento dos direitos territoriais das comunidades quilombolas.

Contribuição / Impacto

As contribuições e impactos destacados neste estudo são diversos e relevantes para o fortalecimento da luta pela igualdade de gênero, preservação cultural e desenvolvimento sustentável nas comunidades quilombolas da Amazônia Paraense. Em suma, a prática da escrevivência se revela como uma ferramenta poderosa de resistência, afroempoderamento e preservação cultural, com impactos duradouros na promoção da igualdade de gênero e no desenvolvimento sustentável dessas comunidades tradicionais na Amazônia Paraense.

Referências Bibliográficas

Apostu, S-A., & Gigauri, I. (2023). Sustainable development and entrepreneurship in emerging countries: Are sustainable development and entrepreneurship reciprocally reinforcing? Journal of Entrepreneurship, Management, and Innovation, 19(1), 41-77. https://doi.org/10.7341/2023191 BAZANINI, R.; CORTEZ, E. . REFLEXÕES SOBRE A RACIONALIDADE INSTRUMENTAL NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES: O substrato do método cartesiano: . Pensamento & Realidade, [S. l.], v. 38, n. 1, p. 157–176, 2024. DOI: 10.23925/2237-4418.2023v38i1.p157-176. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/pensamentorealidade

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