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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Governança, Ação Pública e Políticas Públicas

Título

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO EM EDUCAÇÃO PÚBLICA: proposta de um modelo analítico para políticas educacionais sustentáveis.

Palavras-chave

Planejamento Educacional Participativo Estratégia como Prática Estratégia Aberta
Agradecimento: Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza

Autores

  • GLEICIVANE ARAUJO MORAIS REAL
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ (UECE)
  • Adriana Teixeira Bastos
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ (UECE)

Resumo

Introdução

Apesar das normativas legais preverem a gestão democrática nas escolas públicas, persistem práticas centralizadoras e mecanismos participativos superficiais. Falta um modelo analítico que conecte a participação cotidiana a estratégias organizacionais, dificultando transformar diretrizes legais em práticas efetivas. A pesquisa surge da necessidade de compreender como práticas participativas podem estruturar processos decisórios mais inclusivos e legítimos no ambiente escolar.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O objetivo deste artigo é propor modelo analítico que integre os conceitos da Estratégia como Prática (SaP), aliados às dimensões de inclusão e transparência da Estratégia Aberta (EA), para analisar e sustentar propostas de planejamento de políticas educacionais participativas. Gadotti (2013) e Paro (2000) a simples existência de instrumentos formais não garante uma gestão democrática: é preciso criar condições para a participação ativa, dialógica e contínua. Observa-se uma lacuna teórico-prática no campo educacional: faltam modelos analíticos que integrem a participação democrática às prática

Fundamentação Teórica

Destaca-se -se Whittington (2006) e Jarzabkowski, Balogun e Seidl (2007), cuja formulação do framework dos 3Ps: práticas, praticantes e práxis, oferece uma lente relacional e processual para a análise do fazer estratégico. A esse arcabouço, somam-se às contribuições de Tavakoli, Schlagwein e Schoder (2017com os princípios de inclusão e transparência por meio da Estratégia Aberta. A base conceitual foi ainda complementada por autores que discutem a gestão democrática e a participação nas políticas educacionais, como Paro (2012) e Oliveira (2010).

Discussão

O modelo de análise proposto permite visualizar como a estratégia é construída de forma processual, participativa e situada, valorizando a agência de diferentes atores no interior e no entorno da instituição escolar, sendo ainda possível interpretar as tensões e desafios da promoção de práticas organizativas baseadas na inclusão e na transparência.

Conclusão

Apesar da previsão legal da participação nas escolas públicas, sua efetivação é limitada por práticas burocráticas e tensões institucionais. O modelo analítico proposto, ao integrar a Estratégia como prática e a Estratégia aberta, oferece uma abordagem processual e situada para compreender a participação como prática social e política, destacando inclusão e transparência como elementos essenciais para fortalecer a gestão democrática e qualificar práticas educativas no cotidiano escolar.

Contribuição / Impacto

O artigo contribui ao propor um modelo que amplia a compreensão da participação escolar, integrando práticas e inclusão, com impacto potencial na análise crítica e no aprimoramento da gestão democrática.

Referências Bibliográficas

GADOTTI, M.. Gestão democrática com participação popular: planejamento e organização da educação nacional. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2013. (Série cadernos de formação; v. 6).
HAUTZ, J.; SEIDL, D.; WHITTINGTON, R. Open strategy: dimensions, dilemmas, dynamics. Long Range Planning, v. 50, n. 3, p. 298-309, jun. 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.lrp.2016.12.001.
JENSEN, K. W.; OTTESEN, E. Reforming strategies as practices in schools and municipalities. Scandinavian Journal of Educational Research, v. 67, n. 3, p. 493–506, 2023. https://doi.org/10.1080/00313831.2021.2016201.

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