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Anais

Resumo do trabalho

Gestão de Pessoas · Carreira de Pessoas e Organizações

Título

ATRIZES PREMIADAS: PERSONAGENS LIMITADAS? UMA ANÁLISE DA CARREIRA FEMININA NO CINEMA ENTRE 1950 E 2020

Palavras-chave

Representações de gênero Carreira feminina Cinema e sociedade

Autores

  • June Marize Castro Silva
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS (UNIMONTES)
  • Karla Veloso Coura
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS (UNIMONTES)
  • Naiara Vieira Silva Ivo
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS (UNIMONTES)
  • Nicole Wenddy Duarte
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS (UNIMONTES)

Resumo

Introdução

A representação das mulheres no cinema reflete e influencia construções sociais sobre gênero. Apesar de avanços na visibilidade feminina, estereótipos persistem, restringindo papéis e trajetórias. O cinema, como arte e indústria cultural, contribui para moldar imaginários sociais. Este estudo analisa sete filmes vencedores do Oscar entre 1950 e 2010, buscando compreender como essas obras constroem sentidos sobre a identidade e a carreira das mulheres.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Como o cinema, enquanto arte e indústria cultural, representa a mulher ao longo das décadas e influencia a construção simbólica da carreira feminina? Este estudo tem como objetivo analisar sete filmes vencedores do Oscar (1950–2010), investigando como as narrativas constroem sentidos sobre a identidade profissional das mulheres, com base na Análise Crítica do Discurso e na articulação entre representação simbólica, gênero e estudos organizacionais.

Fundamentação Teórica

O cinema é um campo simbólico de construção de discursos sociais e de gênero (Barros, 2007; Stam, 2000). As representações femininas oscilam entre avanços e estigmas (Gerbase, 2017; Rocha, 2019a, 2019b), restringindo identidades a arquétipos. Na Administração, a carreira feminina enfrenta barreiras estruturais e simbólicas, como o “teto de vidro” (Silva et al., 2022; Rezende; Corrêa, 2019). Filmes premiados revelam e tensionam papéis de gênero, refletindo valores sociais (Bottega et al., 2019; Azzi, 2008).

Metodologia

Trata-se de um estudo qualitativo, com base na Análise Crítica do Discurso (Fairclough, 2001), aplicada a sete filmes vencedores do Oscar (1950–2010), escolhidos por avaliação pública e presença relevante de personagens femininas. A análise busca compreender como as narrativas fílmicas constroem sentidos sobre carreira e identidade de gênero, articulando categorias como posição social, autonomia, vínculos afetivos e representação simbólica.

Análise dos Resultados

Os resultados revelam que a representação feminina no cinema oscilou entre reforço de estigmas e avanços simbólicos. As personagens são, em sua maioria, associadas a papéis afetivos, fragilidade emocional ou dependência masculina. Apesar de algumas rupturas pontuais, as narrativas premiadas mantêm padrões tradicionais de gênero, refletindo e influenciando imaginários sociais sobre carreira, poder e identidade feminina.

Conclusão

Conclui-se que o cinema, ao representar mulheres sob arquétipos recorrentes, contribui para a manutenção de discursos normativos de gênero. Ainda que existam avanços na visibilidade e autonomia das personagens, persistem limitações simbólicas que refletem desigualdades históricas. A análise evidencia a importância de repensar essas representações para ampliar as possibilidades de identidade e trajetória profissional feminina.

Contribuição / Impacto

A pesquisa contribui ao evidenciar como o cinema reproduz e tensiona discursos sobre gênero e trabalho, conectando representação simbólica e realidade organizacional. Ao articular estudos fílmicos com a Administração, amplia o entendimento sobre os impactos culturais nas trajetórias profissionais das mulheres, oferecendo subsídios para reflexões críticas sobre equidade de gênero nas organizações e na sociedade.

Referências Bibliográficas

BARROS, D. F. A construção social da identidade feminina. São Paulo: Cortez, 2007.
BOTTEGA, D.; KELM, T. N.; BAGGIO, M. Representações de gênero no cinema. Rev. ADM, v. 54, n. 3, p. 345–362, 2019.
FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. Brasília: UnB, 2001.
GERBASE, C. Mulheres em cena. São Paulo: Perspectiva, 2017.
ROCHA, L. R. Mulheres no cinema americano. São Paulo: Estação Liberdade, 2019.

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