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Anais

Resumo do trabalho

Marketing · Cultura e Consumo

Título

PRÁTICAS E DESAFIOS DA ECONOMIA COMPARTILHADA EM CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS URBANOS

Palavras-chave

Economia Compartilhada Consumo Colaborativo Condomínios Residenciais
Agradecimento: Os autores agradecem à Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, por meio do Projeto Trilhas de Futuro Educadores, pelo apoio para a realização da pesquisa.

Autores

  • Aline Guerra
    UNIHORIZONTES
  • Marina de Almeida Cruz
    Centro Universitário Unihorizontes - MG
  • Bruno Medeiros Ássimos
    Centro Universitário UNIHORIZONTES

Resumo

Introdução

Nas últimas décadas, a Economia Compartilhada tem se consolidado como uma tendência socioeconômica emergente em resposta aos desafios contemporâneos relacionados ao consumo excessivo, à degradação ambiental e à ineficiência na utilização de recursos. Esse modelo se caracteriza pelo compartilhamento, troca ou aluguel temporário de bens, espaços e serviços, frequentemente mediados por plataformas digitais, com vistas à ampliação do acesso, à redução de custos e à promoção de práticas sustentáveis (Botsman & Rogers, 2010; Belk, 2014).

Problema de Pesquisa e Objetivo

Diante desse panorama, este artigo tem por objetivo mapear, caracterizar e analisar as práticas de Economia Compartilhada e Consumo Colaborativo já existentes em condomínios residenciais fechados, bem como identificar as principais motivações que impulsionam sua adoção e os desafios enfrentados em sua implementação. Nesse sentido, buscou-se responder à seguinte pergunta de pesquisa: quais práticas de Economia Compartilhada e Consumo Colaborativo estão presentes em condomínios fechados da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)?

Fundamentação Teórica

A literatura sobre Economia Compartilhada e Consumo Colaborativo, especialmente a partir das contribuições de Belk (2014; 2016; 2023) e Botsman & Rogers (2010; 2011), evidencia um novo paradigma de consumo baseado no acesso, na colaboração e na sustentabilidade, em oposição à posse individual e permanente. Belk destaca que o compartilhamento pressupõe a existência de propriedade, seja de bens tangíveis ou intangíveis, e envolve práticas que dissolvem fronteiras interpessoais, promovendo o uso coletivo e temporário dos recursos.

Metodologia

A metodologia baseou-se em entrevistas individuais com moradores, síndicos e administradores, utilizando a técnica de Análise de Conteúdo para organizar e interpretar os dados qualitativos. A análise permitiu identificar padrões e categorias que evidenciam a diversidade e complexidade das práticas colaborativas em ambientes residenciais fechados.

Análise dos Resultados

Com base nas entrevistas realizada nos condomínios urbanos estudados e empregando a metodologia de Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2006), foi possível identificar uma variedade de práticas associadas à Economia Compartilhada, classificadas em cinco categorias secendárias: (i) mobilidade, (ii) compartilhamento de espaços, (iii) compartilhamento de bens, (iv) compartilhamento de informações e (v) compartilhamento de serviços.

Conclusão

Este estudo buscou compreender como se manifestam as práticas de Economia Compartilhada e Consumo Colaborativo em condomínios urbanos, bem como identificar as motivações que levam os moradores a adotá-las e os desafios enfrentados em sua implementação. A partir da categorização empírica das práticas mapeadas – mobilidade, compartilhamento de espaços, bens, informações e serviços – foi possível constatar a diversidade e a riqueza das formas de colaboração presentes nesses espaços residenciais.

Contribuição / Impacto

Este estudo contribui, portanto, para ampliar a compreensão sobre as dinâmicas de colaboração em contextos urbanos fechados e reforça a relevância de iniciativas que valorizem o compartilhamento, a sustentabilidade e a solidariedade como eixos centrais da convivência urbana. Buscou-se compreender como se manifestam as práticas de Economia Compartilhada em condomínios urbanos, bem como identificar as motivações que levam os moradores a adotá-las e os desafios enfrentados em sua implementação.

Referências Bibliográficas

Belk, R. W., Das, G., & Jain, S. P. (2023). The ubiquity of scarcity. Journal of the Academy of Marketing Science, 51(6), 1191-1196. https://doi.org/10.1007/s11747-023-00935-5
Belk, R. (2016). Accept no substitutes: A reply to Arnould and Rose. Marketing Theory, 16(1), 143-149. https://doi.org/10.1177/1470593115622720Botsman, R., & Rogers, R. (2011). O que é meu é cada vez mais seu: A ascensão da economia colaborativa (R. Sardenberg, Trad.). Bookman.
Botsman, R., & Rogers, R. (2010). What's mine is yours: The rise of collaborative consumption. HarperCollins.

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