Anais
Resumo do trabalho
Estudos Organizacionais · Diversidade, Diferença e Inclusão nas Organizações
Título
ENTRE A CARREIRA E O CUIDADO: Desafios e Práticas Organizacionais Frente à Maternidade
Palavras-chave
Maternidade
Empresas
Desafios
Autores
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Claudiane da Silva dos SantosUNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
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Márcia Maria dos Santos Bortolocci EspejoUNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
Resumo
Introdução
A maternidade no ambiente corporativo traz desafios que impactam a trajetória profissional das mulheres, que acumulam múltiplas jornadas entre trabalho e cuidados familiares. Embora existam políticas organizacionais como licença-maternidade estendida e flexibilização, mães ainda enfrentam barreiras no retorno ao trabalho, progressão na carreira e acesso a oportunidades, influenciadas por normas culturais e dificuldades na aplicação dessas medidas. É essencial entender como esses desafios ocorrem e quais estratégias as empresas adotam para lidar com as demandas relacionadas à maternidade.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Nesse contexto, questiona-se: Como os desafios enfrentados por mães no ambiente corporativo têm se manifestado e de que forma as políticas e/ou práticas organizacionais têm sido direcionadas à maternidade? Este artigo teve como objetivo geral analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, os desafios enfrentados por mães no ambiente corporativo, bem como identificar as políticas e/ou práticas organizacionais associadas à maternidade.
Fundamentação Teórica
A maternidade no ambiente corporativo reflete normas culturais que associam às mulheres o papel central no cuidado familiar, influenciando percepções sobre disponibilidade e comprometimento profissional. Além disso, os diferentes modelos de licença parental evidenciam diferenças culturais e legais entre países. O afastamento do trabalho para cuidados maternos envolve processos complexos de transição e reintegração. Treinamentos e conscientização exploram as dimensões culturais da parentalidade, enquanto arranjos flexíveis refletem as respostas organizacionais às demandas familiares.
Discussão
A análise dos estudos selecionados revela que a maternidade impacta a vida profissional das mulheres por meio de desafios relacionados a normas culturais e de gênero, conciliação trabalho-família, saúde e bem-estar, retorno ao trabalho, avanço na carreira, discriminação, falta de apoio e descontinuidade na trajetória profissional. Os estudos também apontam para a adoção de diferentes políticas e práticas organizacionais como modelos de licença parental, treinamentos, suporte no retorno, infraestrutura para cuidado infantil e flexibilização do trabalho.
Conclusão
A pesquisa identificou os principais desafios enfrentados por mães no ambiente corporativo como conflito trabalho-família, penalização profissional, dificuldade de reintegração, discriminação implícita e falta de apoio institucional, que se intesificam em culturas que valorizam a disponibilidade total do trabalhador. Organizações têm adotado políticas como licença parental ampliada, capacitação de gestores, suporte no retorno, apoio ao cuidado infantil e jornadas flexíveis, cuja eficácia depende do alinhamento com uma cultura organizacional que valorize o cuidado.
Contribuição / Impacto
Ao investigar os principais obstáculos vivenciados por mães e mapear as políticas e práticas organizacionais voltadas a essa realidade, a pesquisa oferece subsídios importantes para o aprimoramento de ambientes de trabalho mais inclusivos e sensíveis às demandas da parentalidade. Os resultados podem apoiar gestores e demais interessados na construção de estratégias mais justas, humanas e sustentáveis dentro das organizações, ao mesmo tempo em que ampliam o debate sobre responsabilidade social corporativa no contexto organizacional.
Referências Bibliográficas
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Coelho, M. C., & Häyrén, A. (2023). Women “having it all”: Family versus work – a case study in a Norwegian company in Brazil. Organizações & Sociedade, 30(106), 448–476.
Corekcioglu, G., Francesconi, M., & Kunze, A. (2024). Expansions in paid parental leave and mothers’ economic progress. European Economic Review, 169, 104845.
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