Anais
Resumo do trabalho
Gestão de Pessoas · As faces da Diversidade
Título
O Armário nos Gramados: Revisão de Estudos sobre Homossexualidade no Futebol
Palavras-chave
Homossexualidade
Gay
Futebol
Autores
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Pedro Henrique Jesus OliveiraUNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA (UFV)
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Carlos Augusto Alves de Sousa Júnior
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Diego Costa MendesUNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA (UFV)
Resumo
Introdução
O futebol no Brasil é um fenômeno cultural central, marcado por paixão e identidade nacional, mas também por práticas discriminatórias como a homofobia. Apesar de campanhas pela inclusão, o ambiente futebolístico resiste a aceitar jogadores LGBTQIAPN+, reforçando padrões heteronormativos. A homofobia no esporte é estrutural, silenciando identidades dissidentes. Este artigo revisa abordagens teóricas sobre o tema, visando refletir sobre o futebol como espaço de disputas simbólicas por direitos e visibilidade.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Problema: Investigar a homossexualidade no futebol brasileiro
Objetivo: identificar as principais abordagens teóricas e analíticas em torno da temática sobre a homossexualidade no futebol, a partir das produções acadêmicas e documentais brasileiras.
Objetivo: identificar as principais abordagens teóricas e analíticas em torno da temática sobre a homossexualidade no futebol, a partir das produções acadêmicas e documentais brasileiras.
Fundamentação Teórica
Fundamentação teórica aborda a teoria Queer; homossexualidade; performance e performatividade
Discussão
A análise dos 12 artigos revela como o futebol brasileiro reforça normas heteronormativas, mas também abriga resistências. Estudos abordam cantos homofóbicos, pedagogias excludentes e mídia, além de práticas de inclusão como clubes gays e torcidas inclusivas. A teoria queer destaca o futebol como campo de disputa simbólica, desnaturalizando masculinidade hegemônica e evidenciando estratégias de contestação, sugerindo a necessidade de maior articulação teórica e políticas de inclusão.
Conclusão
Os resultados mostraram que uma parcela significativa dos estudos se concentra em denunciar os dispositivos de exclusão e normalização, como os cantos homofóbicos das torcidas, as pedagogias disciplinares da educação física escolar e os códigos de conduta que inibem expressões de afeto e vulnerabilidade entre homens. Esses trabalhos demonstram como o futebol opera como tecnologia de gênero, produzindo subjetividades.
Contribuição / Impacto
O artigo contribui para uma reflexão crítica sobre o esporte como campo de disputas simbólicas, onde se travam lutas pela ampliação dos direitos, pela visibilidade e pela transformação dos modos de ser e de existir no futebol e na sociedade.
Referências Bibliográficas
Anderson, E. (2002). Openly gay athletes: Contesting hegemonic masculinity in a homophobic environment. Gender & Society, 16(6), 860–877. https://doi.org/10.1177/089124302236990
Balzano, O. N., & da Silva, G. F. (2018). Futebol a maior expressão popular do Brasil: movimentos decoloniais. RBFF – Revista Brasileira de Futsal e Futebol, 10(38), 314–328.
Bento, B. (2006). A reinvenção do corpo: Sexualidade e gênero na experiência transexual. Editora Garamond.
Borrillo, D. (2020). Homofobia: História e crítica de um preconceito. Autêntica.
Brito, L. T. de. (2021). Da masculinidade hegemônica à masc
Balzano, O. N., & da Silva, G. F. (2018). Futebol a maior expressão popular do Brasil: movimentos decoloniais. RBFF – Revista Brasileira de Futsal e Futebol, 10(38), 314–328.
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