Anais
Resumo do trabalho
Estudos Organizacionais · Simbolismos, Culturas e Identidades
Título
A PRESENÇA UNIVERSITÁRIA NAS PRAÇAS DA GENTILÂNDIA: PERCEPÇÕES E VIVÊNCIAS DE SEUS FREQUENTADORES
Palavras-chave
Espaço Público
Praças
Universidades
Agradecimento:
Registram-se agradecimentos ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e à Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) pelo apoio à realização desta pesquisa.
Autores
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Diego Matos MenezesUNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ (UECE)
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Marlysandra Machado DiasPROGRAMA DE POS GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO - PPGA UECE
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Antonio Guilherme de Souza LeandroUNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ (UECE)
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Ana Cristina Batista dos SantosUNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ (UECE)
Resumo
Introdução
O espaço público, como as praças, reúne sujeitos diversos e práticas socioespaciais específicas (Silva; Elali, 2024). Nas vizinhanças de universidades, a dinâmica das praças pode ser mais complexa. Este estudo foca nas Praças da Gentilândia, no bairro Benfica (Fortaleza/CE), marcadas pela presença de três universidades e por forte efervescência cultural. Busca-se compreender como a universidade se insere no cotidiano desses espaços e como é percebida pelos usuários, diante da escassez de estudos sobre essa interface entre urbanidade e educação.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A questão-problema é: como frequentadores de praças públicas situadas no entorno de universidades percebem e vivenciam a presença universitária nesse espaço? O objetivo geral é compreender como frequentadores de praças públicas situadas no entorno de universidades percebem e vivenciam a presença universitária na dinâmica social e cultural do espaço. Para isso, busca-se: caracterizar o perfil dos frequentadores das Praças da Gentilândia; identificar as percepções dessas pessoas acerca da presença universitária no cotidiano da praça; descrever a vivência dos frequentadores nesse espaço.
Fundamentação Teórica
As praças são frequentadas por diversos grupos, com suas particularidades e necessidades (Silva; Elali, 2024). Pereira (2009) fala que existe uma dimensão simbólico-afetiva nos espaços. O bairro Benfica se apresenta como espaço ímpar na cidade de Fortaleza, abrigando as praças da Gentilândia. Nessas praças, ocorre o encontro de uma variedade de grupos sociais, como feirantes, moradores, frequentadores do Estádio Presidente Vargas, universitários, dentre outros vários frequentadores (Pereira, 2009).
Metodologia
A pesquisa foi de natureza qualitativa, pois foram analisadas percepções sobre influência universitária em praças. Foram realizadas 7 entrevistas semiestruturadas com usuários diversos até a saturação empírica. Os temas abordados incluiram: motivações, memórias, atividades e impacto acadêmico.
Foi adotada também a observação não participante durante 7 dias com registros em protocolo, diário e fotos. Assim houve a triangulação de dados (Abdalla, 2018) e análise temática (Atlas.ti; Minayo, 2014) com codificação independente e validação. Ética: TCLE.
Foi adotada também a observação não participante durante 7 dias com registros em protocolo, diário e fotos. Assim houve a triangulação de dados (Abdalla, 2018) e análise temática (Atlas.ti; Minayo, 2014) com codificação independente e validação. Ética: TCLE.
Análise dos Resultados
Foram identificados os temas: tipos de uso e público; percepções individuais; conflitos, problemas e desafios; pontos fortes e aspectos singulares. É citada uma variedade de público, com predomínio de jovens e estudantes. São mencionadas percepções de liberdade, pertencimento, memória afetiva com as praças. Entre os problemas, drogas e insegurança. Entre os pontos fortes, preços acessíveis, ambiente festivo e diversidade. Cita-se como singularidade o aspecto histórico do espaço e o fato de as praças serem influenciadas pelas universidades.
Conclusão
As Praças da Gentilândia revelam-se espaços democráticos e multifuncionais, marcados pela influência universitária. A diversidade de públicos reforça seu papel como lugar de convívio, lazer e memória afetiva. Entretanto, identificaram-se desafios como: insegurança, vulnerabilidade social, uso de drogas e manutenção deficiente, refletindo contradições urbanas.
Como limitação, tem-se o recorte espaço-temporal restrito. Sugestões futuras: estudos comparativos em praças com perfis socioespaciais distintos, análise interseccional (gênero, raça, classe) e investigação em regiões sem universidades.
Como limitação, tem-se o recorte espaço-temporal restrito. Sugestões futuras: estudos comparativos em praças com perfis socioespaciais distintos, análise interseccional (gênero, raça, classe) e investigação em regiões sem universidades.
Contribuição / Impacto
O presente estudo evidencia a importância das praças como territórios vivos e simbólicos da cidade, reforçando a necessidade de políticas públicas que valorizem não apenas sua infraestrutura física, mas também sua dimensão social, afetiva e cultural. As Praças da Gentilândia se mostram, assim, como um espaço de experiências coletivas e de possibilidades para o fortalecimento da cidadania e da vida urbana democrática.
Referências Bibliográficas
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14ª edição. São Paulo: Hucitec Editora, 2014. 407 p.
PEREIRA, Ilaina Damasceno; DE OLIVEIRA, Christian Dennys Monteiro. Lugar ou Lugares? A Produção Discursiva de Um Bairro Metropolitano: Benfica (Fortaleza-CE). Revista GeoNordeste, n. 2, 2009.
SILVA, Augusto Rodrigo Bezerra da; ELALI, Gleice Azambuja. A praça da Matriz nas percepções de jovens e idosos: experiências, usos e significados. Revista de Geografia, [S. l.], v. 41, n. 3, p. 151–173, 2024.
PEREIRA, Ilaina Damasceno; DE OLIVEIRA, Christian Dennys Monteiro. Lugar ou Lugares? A Produção Discursiva de Um Bairro Metropolitano: Benfica (Fortaleza-CE). Revista GeoNordeste, n. 2, 2009.
SILVA, Augusto Rodrigo Bezerra da; ELALI, Gleice Azambuja. A praça da Matriz nas percepções de jovens e idosos: experiências, usos e significados. Revista de Geografia, [S. l.], v. 41, n. 3, p. 151–173, 2024.