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Anais

Resumo do trabalho

Tecnologia da Informação · Transformação Digital e Inovação em Negócios Digitais

Título

COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA DIGITAL COMO ELO ENTRE AUTOLIDERANÇA E INOVAÇÃO: UMA ANÁLISE INTEGRADA

Palavras-chave

Liderança Digital Inovação Autoliderança

Autores

  • José Carlos da Silva Freitas Junior
    UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS (UNISINOS)
  • Fernando de Oliveira Santini
    UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS (UNISINOS)
  • Patricia Martins Fagundes Cabral
    UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS (UNISINOS)
  • Gabriel Telles Ramalho

Resumo

Introdução

A transformação digital tem redefinido o papel da liderança organizacional, exigindo competências inovadoras. Este estudo examina como a autoliderança influencia o comportamento inovador de gestores, considerando o papel mediador das competências de liderança digital. Como destacam Banks et al. (2022), liderar no ambiente digital exige mais do que domínio técnico: requer coordenação estratégica, resiliência e capacidade de aprendizado contínuo em ecossistemas complexos.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Apesar do avanço da literatura sobre autoliderança e inovação, há lacunas quanto à integração desses temas com as competências digitais no contexto brasileiro. A presente pesquisa investiga: Qual a influência da autoliderança e das competências de liderança digital sobre o comportamento inovador em ambientes organizacionais? O objetivo é testar um modelo teórico que relacione esses construtos em um cenário marcado pela transformação digital.

Fundamentação Teórica

O referencial teórico articula três eixos: autoliderança (Manz, 1986; Houghton et al., 2012), comportamento inovador (Janssen, 2000) e competências de liderança digital (Banks et al., 2022; Lyu, 2024). A autoliderança é vista como um processo de autoinfluência baseado em estratégias cognitivas e motivacionais. Já a liderança digital é compreendida como um conjunto integrado de capacidades técnicas, estratégicas e comportamentais que impulsionam a inovação em contextos altamente conectados.

Metodologia

A pesquisa utilizou abordagem quantitativa, com delineamento transversal e técnica survey. A amostra compreendeu 210 gestores brasileiros que atuam em ambientes com forte presença digital. Foram utilizadas escalas validadas para os três construtos. A análise dos dados foi realizada por meio da Modelagem de Equações Estruturais (SEM), com validação de confiabilidade, validade convergente e discriminante, utilizando o software AMOS conforme recomendações de Hair et al. (1998).

Análise dos Resultados

Os dados empíricos sustentam as hipóteses propostas. A autoliderança influencia positivamente tanto as competências digitais (β = 0,594) quanto o comportamento inovador (β = 0,629). As competências digitais também mediaram positivamente essa relação (β = 0,282). O modelo obteve índices satisfatórios de ajuste (CFI = 0,908; RMSEA = 0,065), demonstrando robustez estatística. Os achados reforçam a importância da liderança digital no fortalecimento da inovação organizacional.

Conclusão

A autoliderança revelou-se um preditor direto do comportamento inovador, e suas estratégias comportamentais e cognitivas ampliam a eficácia das competências digitais. A mediação identificada demonstra que líderes autônomos e autorregulados tendem a desenvolver capacidades digitais mais sólidas, promovendo inovação nas equipes. O estudo reforça a importância de programas de formação gerencial que integrem autoliderança, domínio digital e práticas voltadas à inovação contínua.

Contribuição / Impacto

A pesquisa oferece contribuições teóricas ao integrar três construtos ainda pouco explorados em conjunto. Do ponto de vista prático, fornece subsídios para o desenvolvimento de líderes preparados para a era digital, combinando autorregulação, fluência tecnológica e comportamento inovador. O modelo testado pode orientar organizações na elaboração de políticas de capacitação e transformação cultural, com foco na liderança como vetor de inovação em ambientes digitais.

Referências Bibliográficas

Angus, R. W. el al. (2024). Who responds to critical feedback? The effects of self-leadership on entrepreneurial product pivoting behavior. Journal of Business Research, 172, 114415.
Banks, G. C., Dionne, S. D., Schmid Mast, M., & Sayama, H. (2022). Leadership in the digital era: A review of who, what, when, where, and why. The Leadership Quarterly, 33, 101634.
Houghton, J. D., Dawley, D., & DiLiello, T. C. (2012). The Abbreviated Self-Leadership Questionnaire (ASLQ): A more concise measure of self-leadership. International Journal of Leadership Studies, 7(2), 216–233.

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