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Anais

Resumo do trabalho

Gestão Socioambiental · Gestão Ambiental

Título

CONHECIMENTO DO CONSUMIDOR SOBRE A GERAÇÃO DE RESÍDUOS DOMICILIARES EM TUPÃ-SP

Palavras-chave

RESÍDUOS DOMICILIARES CONSUMIDOR

Autores

  • Elisa Moreira Gomes
    UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO (UNESP)
  • Gessuir Pigatto
    UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO (UNESP)
  • Vivian Lara Silva
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
  • Maria Tereza de Alvarenga Freire
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
  • Ana Luiza Camargo Cunha
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)

Resumo

Introdução

Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são uma preocupação crescente nas áreas urbanas, pois envolvem não apenas questões ambientais, mas também implicações sociais e econômicas. Quando aliadas ao crescimento populacional e à mudança nos padrões de consumo, tem resultado em um aumento expressivo na geração de resíduos. Entre os diversos tipos de resíduos, destacam-se as embalagens pós-consumo, compostas por plásticos, metais, vidro e papel, que podem provocar sérios impactos ambientais, incluindo a contaminação do solo, da água e do ar.

Problema de Pesquisa e Objetivo

A separação e encaminhamento adequado desses materiais têm sido foco de políticas públicas e ações empresariais, com o intuito de fomentar práticas sustentáveis e mitigar danos ambientais. Sendo assim, esse projeto tem como objetivo analisar a geração de resíduos sólidos domiciliares no município de Tupã, de modo a identificar os tipos de resíduos gerados nas residências do município e investigar o nível de conhecimento dos consumidores sobre a diferença entre resíduos e lixo, compreendendo os fatores que influenciam os hábitos de descarte e desperdício de alimentos.

Fundamentação Teórica

O sistema econômico, culturalmente instaurado, atualmente é pautado no consumo linear dos recursos naturais, através da extração, produção, consumo e descarte, o qual acarretará à escassez de recursos (Oppliger, Ronda, de Oliveira, 2020). Dessa forma, a economia circular emerge, como alternativa ao consumo exacerbado, repensando a utilização dos recursos naturais, em conformidade com o desenvolvimento sustentável e favorecendo o crescimento econômico (Martine, Alves, 2015). Para regulamentar o Governo instituiu a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que propõe a gestão e gerenciamento.

Metodologia

A pesquisa foi estruturada em duas fases, sendo a primeira de caráter bibliográfico, tendo como abordagem a análise qualitativa. A segunda fase, o foco foi a análise aprofundada de entrevistas com 53 moradores do município de Tupã, no período de outubro a dezembro de 2024. Esses moradores foram divididos em dois grupos, um formado por famílias (64% dos entrevistados) e outro por estudantes universitários (36% dos entrevistados, que residiam em repúblicas ou sozinhos). Foram feitas duas visitas, a primeira com a aplicação do formulário de caracterização e a segunda com o formulário de percepção

Análise dos Resultados

No grupo familiar, mais de 70% dos respondentes disseram fazer a separação entre os resíduos orgânicos e reciclados, entre os estudantes universitários esse percentual cai abaixo dos 30%. Quanto ao conhecimento do consumidor sobre a diferença entre lixo e resíduo, 51% dos respondentes afirmaram não saber diferenciar os termos e 49% declararam o contrário. Analisando o comportamento do consumidor percebeu-se que a economia de longo prazo é valorizada como forma de blindar-se das elevações dos preços. Bem como, o consumo antes que o alimento estrague, principalmente no grupo familiar.

Conclusão

Dessa forma, conclui-se que o cuidado com os RSU é urgente, visto que está relacionado ao futuro e as próximas gerações, em virtude dos recursos não renováveis. De maneira que a economia circular emerge como uma opção de repensar o consumo, ambiental e economicamente.
Com a implementação do programa de reciclagem na região houve aumento nas taxas de recuperação de recicláveis e separação no momento do descarte. No entanto, ainda existem lacunas relacionadas ao conhecimento do consumidor e a destinação, tanto em sua forma, relacionado à higienização, como ao destino final desses resíduos.

Contribuição / Impacto

A teoria de Zaro, et al., (2018) demonstra uma valorização dos grandes volumes de compra e estocagem das famílias latino-americanas, especialmente às de classe econômica média e baixa. Visto que prezam pela economia de longo prazo e segurança alimentar, preferindo reduzir as idas ao mercado. Apesar da compra de embalagens maiores ter como possível consequência a geração de um menor volume de embalagens recicladas, a ida frequente ao supermercado, pelo menos 1 vez por semana, pela amostra pesquisada, pode significar uma compra repetitiva do mesmo produto e uma geração maior de resíduos.

Referências Bibliográficas

TURRÃO, L. D.; SILVA, C. M.; PEREIRA, G. R. A questão dos resíduos sólidos urbanos no Brasil: Uma análise crítica. Revista de Gestão de Resíduos, v. 10, n. 3, p. 56-72, 2018.
SANTOS, R. A.; FERREIRA, D. L.; SILVA, M. T. Impactos ambientais dos resíduos sólidos urbanos e a importância da separação na fonte. Revista de Ciências Ambientais, v. 14, n. 2, p. 85-98, 2020.
MARTINE, G.; ALVES, J. E. D. Economia, sociedade e meio ambiente no século 21: tripé ou trilema da sustentabilidade?. Scielo. v. 32. n. 3. 2015.

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