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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Estratégia Competitiva

Título

UNINDO CAPACIDADES DINAMICAS E CAPACIDADES GERENCIAIS DINAMICAS: um modelo teórico integrativo para compreensão da formação estratégica da firma

Palavras-chave

Capacidades Dinâmicas Capacidades Gerenciais Dinâmicas Gestão Estratégica

Autores

  • SIMONE LUCENA DE VASCONCELOS ROCHA
    UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS (UNISINOS)
  • IVAN LAPUENTE GARRIDO
    UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS (UNISINOS)

Resumo

Introdução

Este artigo avança a literatura sobre gestão estratégica respondendo a apelos recentes, quando liga as abordagens das Capacidades Dinâmicas - CD e Capacidade Gerencial Dinâmica - CGD (Cristofaro et al., 2025) e aclara como elementos das CGD impactam na estratégia (Åberg & Torchia, 2020; Helfat & Peteraf, 2015) e influenciam as CD da firma (Åberg & Torchia, 2020; Schilke et al., 2018). Identifica seus principais elementos e revela, através de um framework integrativo original, as complexas interrelações entre CD e CGD, melhorando discrepâncias estruturais encontradas na literatura.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Para facilitar que esse potencialmente rico, porém, dividido campo de investigação evolua, este estudo propõe uma reflexão teórica aprofundada sobre os elementos internos das CD e CGD, explorando suas inter-relações e apresentando como essa dinâmica impacta a formulação estratégica e a obtenção de vantagem competitiva através de um framework integrativo original que esclarece as complexas interrelações entre as abordagens e dando uma nova percepção ao fenômeno da formação das CD.

Fundamentação Teórica

Mais de 30 anos se passaram após a proposta original (Teece & Pisano, 1994; Teece et al., 1997), contudo, a estrutura das CD ainda enfrenta diversas críticas por causa de interpretações teóricas ambíguas e contraditórias (Kurtmollaiev, 2020), fazendo com que muitas questões ainda permaneçam em debate (Teece, 2023). As CGD, considerada por alguns autores como uma extensão da teoria das CD (Heubeck, 2023), abraça a noção de que “intenção” influencia os resultados organizacionais e ajuda a entender por que a estratégia corporativa difere entre empresas (Adner & Helfat, 2003).

Discussão

Dado que em ambientes turbulentos a atuação de gestores empreendedores se torna ainda mais crítica para o desempenho organizacional (Heubeck, 2024), compreender como as CD e CGD interagem, torna-se essencial. No entanto, a ausência de um modelo que integre essas abordagens limita a compreensão sobre como os gestores influenciam a construção e a renovação das CD dentro das empresas. Buscando atender a essa demanda, um modelo conceitual integrativo, que detalhe os principais elementos que sustentam essa relação pode evidenciar como as CGD influenciam o desenvolvimento das CD nas organizações.

Conclusão

Apesar de que uma série de outros fatores possam influenciar na reconfiguração ideal de ativos, os gestores sempre serão os responsáveis de avaliar a influência desses e de outros fatores na escolha da melhor opção de estratégia e da reconfiguração de ativos (Tasheva & Nielsen, 2022), por isso teorizamos que as CGD of Sensing, Seizing e Transforming são as principais responsáveis pela reorientação estratégia contínua da empresa e constituem os elementos centrais de cada uma das três capacidades dinâmicas principais da firma de igual denominação.

Contribuição / Impacto

O artigo esclarece as complexas interações entre CGD e CD dando uma nova percepção ao fenômeno da formação das CD e expande a teoria das CGD ao explicar como fatores adjacentes podem construir fortes e específicas CGD of Sensing, Seizing e Transforming, deixando claro que essas são as responsáveis diretas pela reorientação estratégia contínua da empresa e pela força ou fraqueza das CD de igual denominação. Do ponto de vista gerencial oferece insights para a prática gerencial e pode servir como um guia para gestores que buscam fortalecer a capacidade adaptativa e inovadora de suas empresas.

Referências Bibliográficas

Åberg, C., & Torchia, M.T. (2020). https://doi.org/10.1007/s10997-019-09462-4
Adner, R., & Helfat, C. E. (2003). https://doi.org/10.1002/smj.331
Cristofaro, M., Helfat, C. E., & Teece, D. J. (2025).
Helfat & Peteraf, 2015. https://doi.org/10.1002/smj.2247
Heubeck, 2023. https://doi.org/10.1007/s11301-023-00359-z
Heubeck, 2024. https://doi.org/10.1017/jmo.2023.57
Kurtmollaiev, 2020. https://doi.org/10.1177/1056492617730126
Schilke et al., 2018. https://doi.org/10.5465/annals.2016.0014
Teece & Pisano, 1994.
Teece et al., 1997.
Teece, 2023. https://doi.org/10.1007/978-3-031-11371-0_6

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