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Anais

Resumo do trabalho

Finanças · Apreçamento de Ativos

Título

VIX Brasileiro: Uma ferramenta para previsão do intervalo de oscilação do índice Ibovespa

Palavras-chave

volatilidade VXBR Ibovespa

Autores

  • Alexandre Garcao
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
  • Adalto Acir Althaus Junior
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)

Resumo

Introdução

Devido ao crescimento do número de investidores, aumenta a necessidade de novas ferramentas que possam auxiliá-los. Entre essas, destaca-se o índice VIX do Brasil, um indicador de volatilidade do mercado acionário nacional que foi lançado em 19/03/24. O VIX é uma ferramenta utilizada pelos investidores para entender o sentimento do mercado e para prever possíveis movimentos futuros dos preços das ações. Ele é frequentemente chamado de “índice do medo”, visto que a volatilidade implícita aumenta quando há turbulência e incertezas nos mercados ou quando a economia está enfrentando dificuldades.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O objetivo principal do estudo é verificar se o VXBR é uma boa ferramenta para previsão do intervalo de oscilação do índice Ibovespa ao longo de diferentes períodos. Além disso, se destacam os seguintes objetivos específicos: estabelecer períodos de previsão e as datas de referência para a medição, calcular o intervalo de oscilação esperado do Ibovespa a partir da volatilidade implícita obtida no VXBR para cada período de previsão e analisar a assertividade em cada um dos períodos de previsão.

Fundamentação Teórica

Ao longo das últimas décadas, diversos estudos — tanto no Brasil quanto no exterior — têm se dedicado à investigação da capacidade preditiva das volatilidades implícita e histórica. Os resultados obtidos são variados quanto à sua eficácia, refletindo diferentes abordagens metodológicas e contextos de mercado, o que evidencia a complexidade do tema e reforça a relevância de novas abordagens, como a proposta neste trabalho.

Metodologia

A metodologia consiste na definição dos períodos de previsão e o cálculo dos intervalos de oscilação esperados com base na volatilidade implícita do VXBR. Transformasse a volatilidade implícita anualizada em intervalos de variação esperada para o Ibovespa em janelas temporais específicas. O próximo passo, consiste em avaliar a assertividade dessas projeções e quantificar a frequência com que o comportamento real do mercado esteve alinhado com as expectativas derivadas da volatilidade implícita. Também foram analisados os riscos de cauda e a influência do nível de estresse do mercado.

Análise dos Resultados

Foram realizadas 117 previsões entre 2021 e 2024. O período de 30 dias apresentou maior assertividade (85%), seguido por 15 dias (77%) e 45 dias (67%). Em mercados calmos (VXBR < 20), a precisão foi elevada. Em mercados de estresse médio (20 ≤ VXBR < 25), a assertividade caiu, indicando maior incerteza. Já em mercados de alto estresse (VXBR ≥ 25), o período de 30 dias atingiu 100% de acerto. A maioria dos eventos extremos (risco de cauda) ocorreu no período de 45 dias.

Conclusão

A precisão das previsões varia conforme o horizonte temporal analisado e o nível de estresse do mercado. Os dados históricos mostram que a incerteza percebida no mercado, representada pelo VXBR, tende a superestimar os movimentos realizados do Ibovespa com mais frequência do que o previsto pela teoria. Indicando que o VXBR é uma ferramenta valiosa para prever o intervalo de oscilação do índice Ibovespa, especialmente em janelas de 30 dias. O estudo também destacou a importância de considerar o risco de cauda sugerindo que quanto maior o período, maior a chance de variações significativas.

Contribuição / Impacto

Este estudo apresenta como contribuição a validação empírica do índice VXBR como ferramenta eficaz para previsão do intervalo de oscilação do Ibovespa. Os resultados indicam que o VXBR pode auxiliar investidores e analistas na tomada de decisões. Reforça-se a importância de considerar o risco de cauda em análises de longo prazo.

Referências Bibliográficas

Principais autores: Hull (2016), Christensen & Prabhala (1998), Becker (2006), Andrade & Tabak (2001), Cocentino (2021). Fontes incluem artigos acadêmicos, livros e documentos oficiais da B3 e S&P Dow Jones. A bibliografia completa está no final do artigo, organizada em ordem alfabética conforme exigido pelo congresso.

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