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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Estratégia Internacional e Globalização

Título

AS TROCAS INTERNACIONAIS (IN)SUSTENTÁVEIS: O caso do estado brasileiro exportador de biomassas, Mato Grosso do Sul (MS)

Palavras-chave

Estratégia internacional Globalização Sustentabilidade
Agradecimento: Os autores agradecem à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS (FUNDECT), ao Programa Institucional de Iniciação Científica, da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, ligado ao Ministério da Educação (PIBIC/CAPES/MEC), e à UFMS, pelo apoio institucional, incentivo à pesquisa científica e disponibilização de recursos humanos, intelectuais e tecnológicos, que foram fundamentais para a realização deste estudo.

Autores

  • José Carlos de Jesus Lopes
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
  • Júlia Roberta Silva Marques
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
  • Juliana da Silva Martins
  • Paula da Silva Santos
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)

Resumo

Introdução

O Brasil destaca-se no agronegócio global, com destaque para produtos oriundos da biodiversidade, como as biomassas. Mato Grosso do Sul (MS), com alta aptidão natural e biodiversidade, destaca-se na exportação de commodities agrícolas, minerais e ambientais, contudo, enfrenta desafios socioambientais. Este estudo analisa as trocas internacionais de MS, à luz das proposições da bioeconomia sustentável, como uma estratégia internacional

Problema de Pesquisa e Objetivo

Este estudo investiga como ocorrem as trocas internacionais de Mato Grosso do Sul (MS) à luz das proposições científicas da bioeconomia, especialmente da bioeconomia sustentável. O estudo justifica-se pelo entendimento de que tanto o Brasil quanto o estado de Mato Grosso do Sul estão inseridos em territórios produtivos ricos em biodiversidade e com vantagens competitivas no comércio internacional. Considera-se o potencial das cadeias produtivas baseadas em biomassas para impulsionar práticas sustentáveis, mitigar mudanças climáticas e contribuir com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Fundamentação Teórica

A fundamentação deste artigo aborda a evolução da bioeconomia, desde sua concepção clássica por Georgescu-Roegen até a transição para a bioeconomia sustentável. Esta defende a substituição de recursos fósseis por renováveis. As proposições sustentáveis devem integrar as cadeias produtivas de biomassas, com geração de valor via bioativos, recursos naturais renováveis e biotecnologia, de forma inovadora e responsável. O estudo também conceitua as trocas internacionais como vias estratégicas de inserção global, fundamentais à sustentabilidade econômica e ambiental.

Metodologia

Este estudo foi organizado metodologicamente, seguindo as etapas previstas no check-list proposto por Jesus-Lopes, Maciel e Casagranda, em conformidade com a conduta ética da COPE e com adoção das normas da ABNT. A pesquisa caracterizou-se como um estudo exploratório-descritivo. Utilizou abordagem mista, combinando pesquisa bibliográfica e análise quantitativa via regressão linear simples (2015–2024) das trocas comerciais do Mato Grosso do Sul. As análises foram feitas no R Studio (método OLS). A análise interdisciplinar integrou dimensões econômicas, ambientais e biológicas.

Análise dos Resultados

A análise mostrou crescimento linear forte e consistente das exportações de MS entre 2015 e 2024, com superávits crescentes, puxados por celulose e soja. A regressão linear apontou aumento médio anual de US$ 687 milhões nas exportações e US$ 145 milhões nas importações. O desempenho exportador reflete o avanço da bioeconomia sustentável, com destaque à presença da China como principal destino e ao gás natural como principal item importado, reflexo da relevância do insumo na infraestrutura energética. Portanto, o MS consolida-se como um player no segmento de exportação global de biomassas.

Conclusão

O estudo evidenciou o papel estratégico de MS nas trocas internacionais, com exportações crescentes de biomassas renováveis e superávits sustentáveis entre 2015–2024. A regressão mostrou tendência robusta nas exportações, contrastando com a oscilação e a baixa previsibilidade da rubrica das importações. Conclui-se que MS tem potencial para se consolidar como um polo estratégico exemplo da bioeconomia sustentável, unindo biodiversidade, inovações no ramo da biotecnologia e o dinamismo do agronegócio, contribuindo para os ODS e a mitigação das mudanças climáticas.

Contribuição / Impacto

O artigo evidencia a relevância da bioeconomia sustentável e a necessidade de tecnologias limpas, inovação e gestão responsável. Essa mudança busca substituir recursos fósseis por renováveis. O Brasil, com sua biodiversidade, tem grande potencial na produção sustentável. No comércio exterior, isso representa oportunidades estratégicas de exportação de produtos bioeconômicos, fortalecendo a posição do país nos mercados internacionais. Este estudo permitiu compreender a relevância crescente da bioeconomia sustentável nas trocas internacionais de Mato Grosso do Sul.

Referências Bibliográficas

As referências centrais do artigo incluem Georgescu‑Roegen (1971;1975), precursor da bioeconomia clássica, e em D’Amato et al. (2017), marco da bioeconomia sustentável, com Lewandowski (2018) detalhando a transição da bioeconomia para a bioeconomia sustentável. Bastos et al. (2022), Neiva et al. (2022) e Jesus‑Lopes et al. (2022) contextualizam as aplicações no Brasil e MS. Semadesc (2025) fornece os dados de exportações/importações. E no que tange às trocas internacionais, Werneck (2011) e Soares (2004) veem o comércio exterior como transações entre agentes de países distintos.

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