Logo

Anais

Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Organizações Alternativas

Título

O Trabalho Artífice como Princípio Educativo por meio da Pedagogia Artesã no contexto das Organizações alternativas

Palavras-chave

Trabalho artífice Pedagogia artesão Organizações alternativas
Agradecimento: Agradecimentos à Capes 88887.838629/2023-00

Autores

  • Laira Gonçalves Adversi
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC)
  • Rene Eugenio Seifert Jr.
    UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ (UTFPR)
  • Renê Birochi
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC)

Resumo

Introdução

Este estudo teórico busca integrar investigações de abordagens epistemológicas diferentes, o materialismo histórico e o pragmatismo, se apoiando no argumento do Círculo das Matrizes Epistêmicas, para discutir o eixo trabalho-educação-organização. O estudo faz uma ponte entre a área crítica da educação e os estudos das organizações alternativas e do trabalho artífice. Além disso, apresenta duas concepções de trabalho-educação e seus respectivos tipos organizacionais.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O estudo tem o objetivo de, primeiro, discorrer sobre duas concepções distintas de trabalho-educação-organização e, segundo, indicar que o trabalho artífice pode ser reconhecido como um princípio educativo por meio da pedagogia artesã, podendo se constituir em uma alternativa aos princípios dominantes de educação para o trabalho.

Fundamentação Teórica

A relação trabalho-educação se baseia em autores da área crítica da educação, entre eles, Tumolo (2016), Franco (1989) e Ciavatta (2019). Para falar dos tipos organizacionais (convencional e alternativo) nos fundamentamos na literatura das organizações alternativas. Em seguida, diferenciamos dois tipos de trabalho, o tecnicista (Ellul,1978), no contexto das organizações convencionais, e o artífice (Sennett, 2009), no âmbito das organizações alternativas. Posteriormente, para apoiar a proposição do trabalho artífice como princípio educativo, discorremos acerca da pedagogia artesã (Rugil, 1999).

Discussão

O estudo argumenta que o trabalho artífice (Sennett, 2009) pode ser reconhecido como princípio educativo (Ciavatta, 2019), por meio da educação (pedagogia) artesão (Rugil, 1999). Essa afirmação se baseia na concepção de trabalho como formação humana em todo seu potencial, por meio do qual o ser humano se educa (Ciavatta, 2019), no contexto das organizações alternativas (artífices). O estudo discute a opção de integrar diferentes abordagens epistemológicas se apoiando no argumento do Círculo das Matrizes Epistêmicas.

Conclusão

O trabalho artífice pode ser reconhecido como princípio educativo ao ter como base a pedagogia artesão, uma abordagem educacional que resgata o valor educativo do TA, podendo assim, apoiá-lo em sua manifestação como princípio educativo. O artesão conhece o processo de produção de seu trabalho, se reconhece e também é reconhecido nos objetos produzidos por ele. O TA pode tanto viabilizar a expressão do ser humano em sua totalidade quanto estabelecer limites à eficiência técnica produtiva, constituindo-se em alternativa ao trabalho alienado.

Contribuição / Impacto

Quanto às contribuições, a investigação possibilita o diálogo entre o campo da educação para o trabalho e os estudos organizacionais, incluindo a categoria “organização” ao eixo trabalho-educação. Além disso, acrescenta o trabalho tecnicista e o trabalho artífice às discussões sobre as duas concepções de trabalho (dominante e alternativa) oriundas do materialismo histórico. Ademais, sugere como contraposição à visão dominante de trabalho-educação-organização, o trabalho artífice, a educação artesã e a organização alternativa artífice.

Referências Bibliográficas

Ciavatta, M. (2019). Trabalho-educação – A história em processo. In M. Ciavatta et al. (Orgs.), A historiografia em trabalho-educação: Como se escreve a história da educação profissional. Navegando Publicações.
Ellul, J. (1968). A técnica e o desafio do século. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Paes de Paula, A. P. (2015). Repensando os estudos organizacionais por uma nova teoria do conhecimento. Rio de Janeiro: Editora FGV.
Rugiu, A. S. (1999). Nostalgia do mestre artesão. Campinas, SP: Autores Associados.
Sennett, R. (2009). O artífice. Rio de Janeiro: Record.

Navegação

Anterior Próximo