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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Estratégia Competitiva

Título

ANÁLISE DO EFEITO MEDIADOR DA CAPACIDADE DE ABSORÇÃO ENTRE A AMBIDESTRIA E A CAPACIDADE PARA INOVAÇÃO

Palavras-chave

Ambidestria Capacidade para Inovação Capacidade para Absorção

Autores

  • Joaquim Martins José Lopes
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • SILVIO POPADIUK
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • Ricardo Azzam Grunspun
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • Gustavo Sangaletti Ferreira de Castilho
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • Victor Jaloto Nossig
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)

Resumo

Introdução

O processo de gestão envolve um amplo conjunto de ações estruturadas e coordenadas, visando atingir diferenciais competitivos. Para isso, é fundamental que a organização possua pelo menos três tipos de capacidades: ambidestria, capacidade de absorver conhecimentos e capacidade para inovação. Este estudo tem como objetivo verificar o efeito mediador da capacidade de absorção na relação entre a ambidestria e a capacidade para inovação, enfatizando que essas três capacidades, quando desenvolvidas em conjunto possam conduzir as organizações para desempenhos superiores.

Problema de Pesquisa e Objetivo

PROBLEMA DE PESQUISA
Como a capacidade de absorção influencia a relação entre a ambidestria organizacional e a capacidade para inovação nas organizações?
OBJETIVO
Avaliar o efeito mediador da capacidade de absorção na relação entre a ambidestria e a capacidade para inovação.

Fundamentação Teórica

A explotação, consiste no desenvolvimento de produtos e serviços estabelecidos, pequenas melhorias e a inovação incremental em produtos já existentes (Duncan, 1976; Tushman & O´Reilly III, 1996). A capacidade de absorção, para Cohen & Levinthal (1990), pode ser definida como a habilidade de valorizar, assimilar e aplicar novos conhecimentos. A capacidade para inovação, que consiste na capacidade de introduzir novos produtos no mercado, ou abrir novos mercados, por meio da combinação de orientação estratégica com comportamento e processos inovadores (Wang et al., 2004).

Metodologia

A pesquisa segue o método quantitativo, com amostragem estimada por meio do software G*Power, que se estimou a amostra mínima de 81 respostas (Faul et al., 2007). A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário estruturado e fechado e a amostra final ficou em 77 respondentes. A mensuração das variáveis foi feita com escalas validadas: capacidade de absorção organizacional (Flatten et al., 2011), ambidestria organizacional (Jansen et al., 2006) e capacidade para inovação (Hurley & Hult, 1998), todas com escalas Likert de seis pontos.

Análise dos Resultados

Os dados foram tratados com análises descritivas e equações estruturais mediante a utilização do SMART-PLS 4.0. Os resultados revelaram que a capacidade de absorção não exerce efeito mediador na relação entre a ambidestria e a capacidade para inovação. No entanto, a ambidestria provoca um efeito direto tal que explica 65,7% da capacidade de inovação, destacando, que os resultados das hipóteses indicam que a ambidestria possui um efeito direto entre a capacidade para inovação e capacidade de absorção.

Conclusão

Esse estudo contribui às organizações ao concluir que a ambidestria provoca um efeito direto na capacidade de absorção e capacidade para a inovação. Logo, esses resultados sugerem que as empresas deveriam envidar mais esforços em ações relacionadas com a ambidestria organizacional em vez de concentrar esforços apenas na capacidade de absorção mesmo porque devido à alta correlação entre a ambidestria e a capacidade de absorção evidencia-se que a presença de uma dessas ações provoca o surgimento da outra.

Contribuição / Impacto

Para contribuição acadêmica, este estudo reforça a compreensão da relevância estratégica do equilíbrio da capacidade de absorção para o fortalecimento entre ambidestria e capacidade inovadora das organizações. Em termos práticos, fornece insights para os gestores sobre como estruturar equipes e processos internos para maximizar o potencial inovador das empresas, explorando o máximo os conhecimentos internos.

Referências Bibliográficas

Cohen, W. M., & Levinthal, D. A. (1990). Absorptive capacity: A new perspective on learning and innovation. Adminstrative. Science Quarterly, 35(1), 128–152.
https://doi.org/10.2307/2393553
Wang, C. L., & Ahmed, P. K. (2004a). The development and validation of the organizational innovativeness construct using confirmatory factor analysis. European Journal of Innovation Management, 7(4), 1–20.
https://doi.org/10.1108/14601060410565056

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