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Anais

Resumo do trabalho

Gestão Socioambiental · Responsabilidade Social Corporativa (RSC)

Título

Dimensão Social do ESG: determinantes da Responsabilidade Social Corporativa para inclusão pessoas menos favorecidas

Palavras-chave

Dimensão Social Environmental, Social and Governance Responsabilidade Social Corporativa

Autores

  • Marcelo Fabricio Garcia
    UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL (USCS)
  • Simone Regina Negrão Moerman
    UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL (USCS)
  • Edilson Teixeira
    UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL (USCS)
  • Raquel da Silva Pereira
    UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL (USCS)
  • Eduardo de Camargo Oliva
    UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL (USCS)

Resumo

Introdução

A dimensão social do ESG tornou-se central no debate organizacional diante da necessidade de alinhar práticas empresariais à inclusão de grupos socialmente vulneráveis. Este artigo investiga, sob a ótica do ESG, como empresas direcionam ações para pessoas menos favorecidas, destacando o impacto de programas sociais estruturados e investimentos direcionados. Utilizando abordagem quantitativa, avalia fatores que aumentam a efetividade das iniciativas sociais, oferecendo subsídios para gestores interessados em ampliar a contribuição empresarial para o desenvolvimento social sustentável.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O problema de pesquisa consiste na ausência de práticas empresariais efetivas para a inclusão de pessoas menos favorecidas nas ações de responsabilidade social corporativa. O objetivo é identificar os determinantes que influenciam a adoção de programas sociais voltados para esse público, ampliando sua participação nas estratégias empresariais.

Fundamentação Teórica

O referencial teórico aborda a evolução do ESG, destacando a dimensão social como fundamental para a promoção de equidade e inclusão. São discutidas as contribuições do Triple Bottom Line (Elkington, 1998), teorias da exclusão social (Silver, 1994), justiça social (Nussbaum, 2007) e responsabilidade corporativa (Carroll, 1991), enfatizando a necessidade de políticas voltadas aos vulneráveis. Ahmed e McQuaid (2005), Alves e Silva (2017) e Becchetti et al. (2022) ressaltam a necessidade de inclusão social e a redução das desigualdades. Porter e Kramer (2019) defendem a equidade na RSE.

Metodologia

Adotou-se abordagem exploratória e quantitativa, utilizando questionário estruturado aplicado a 48 gestores de Recursos Humanos e ESG de empresas de São Paulo. Inicialmente, os dados foram submetidos a estatísticas descritivas para caracterização das variáveis, bem como ao cálculo do Alfa de Cronbach para verificar a consistência interna do instrumento e à análise de validade discriminante via ANOVA e teste de Friedman. O tratamento estatístico principal foi regressão logística binária, permitindo identificar os fatores que elevam a probabilidade de inclusão das pessoas menos favorecidas.

Análise dos Resultados

Na análise dos resultados, a regressão logística binária evidenciou que a duração dos programas sociais e o investimento financeiro direcionado são determinantes significativos para a inclusão das pessoas menos favorecidas nas estratégias empresariais. Já ações generalistas de combate à fome mostraram-se menos eficazes. Empresas que mantêm programas sociais contínuos e investem de forma específica apresentam maior probabilidade de promover inclusão social, destacando a importância de compromisso orçamentário e planejamento estratégico para ampliar o impacto social corporativo.

Conclusão

Os resultados demonstram que a efetiva inclusão de pessoas menos favorecidas nas estratégias empresariais depende de programas sociais contínuos, alocação de recursos financeiros específicos e segmentação estratégica das ações. Apenas o discurso institucional de sustentabilidade não é suficiente: torna-se imprescindível o alinhamento entre intenções declaradas e práticas concretas de responsabilidade social. Para avançar em equidade e impacto social, as empresas devem priorizar ações estruturadas, com foco na transformação real das condições dos grupos vulneráveis.

Contribuição / Impacto

O estudo amplia a compreensão dos mecanismos que influenciam a inclusão social nas estratégias ESG, destacando a relevância de abordagens quantitativas e multivariadas. Oferece subsídios técnicos e práticos para gestores e formuladores de políticas públicas aprimorarem as diretrizes de responsabilidade social corporativa, estimulando ações mais eficazes. Contribui, assim, para o desenvolvimento sustentável e para a redução das desigualdades no contexto empresarial brasileiro, promovendo maior equidade e transformação social estruturada.

Referências Bibliográficas

Elkington, J. (1998); Silver, H. (1994); Nussbaum, M. (2007); Carroll, A. B. (1991); Becchetti, L. et al. (2022); Margolies, N., & Walsh, J. P. (2003); Hair Jr., J. F. et al. (2009); Lourenço, M. L., & Carvalho, D. M. W. (2013); Porter, M. E., & Kramer, M. R. (2018); Junges, A. F. et al. (2022); Cressoni, D. A. S. et al. (2024); Hellvig, L. F., & Nobre, S. F. (2024); Ahmed, P. K., & McQuaid, R. W. (2005); Church, A. et al. (2023); Bolzani, D., & Fachin, R. (2021); Mani, V. et al. (2020); Amaral, H. F. et al. (2023); Hahn, R. et al. (2024); Upadhyay, A. (2024).

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