Anais
Resumo do trabalho
Gestão da Inovação · Redes, Ecossistemas e Ambientes de Inovação
Título
Construção e Validação de Instrumento para Avaliar a Percepção de Gestores sobre a Gestão de Riscos Corporativos na Inovação Aberta
Palavras-chave
Gestão de Riscos Corporativos
Inovação Aberta
estão de Ecossistemas de Inovação
Agradecimento:
O artigo é baseado em estudo apoiado por: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES; Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária - FEAUSP. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP. Fundação Instituto de Administração - FIA. Universidade de São Paulo – USP.
Autores
-
CAXITO Fabiano A.Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA
Resumo
Introdução
A inovação aberta promove fluxos de conhecimento entre organizações e agentes externos, ampliando capacidades inovadoras. No entanto, expõe empresas a riscos estratégicos, operacionais e relacionais, desafiando os frameworks tradicionais de GRC como COSO e ISO 31000. Este estudo busca desenvolver e validar um instrumento que mensure a percepção gerencial sobre riscos corporativos em ambientes colaborativos, respondendo a lacunas teóricas e práticas no campo.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Apesar da relevância da GRC para ecossistemas inovadores, faltam instrumentos que capturem sistematicamente a percepção de gestores sobre riscos em inovação aberta. Esse vácuo metodológico compromete a capacidade de mapear vulnerabilidades e estruturar estratégias eficazes. O objetivo é construir e validar um questionário aplicável a organizações brasileiras para apoiar decisões estratégicas e fortalecer a governança de riscos.
Fundamentação Teórica
A literatura destaca que a GRC evoluiu para integrar riscos estratégicos com o planejamento organizacional, mas frameworks como COSO ERM, ISO 31000 e modelo de gestão de riscos corporativos no ambiente de valor não consideram totalmente as dinâmicas da inovação aberta. Estudos recentes identificam riscos críticos, como lock-in com parceiros e apropriação indevida de PI, reforçando a necessidade de ferramentas específicas para contextos colaborativos complexos e interdependentes.
Metodologia
O estudo adota Design Science Research (DSR), orientando a construção e validação de um instrumento de diagnóstico com quatro dimensões: riscos estratégicos, operacionais, relacionais e mecanismos de mitigação. O desenvolvimento envolveu revisão sistemática da literatura, validação com especialistas e aplicação piloto em empresas brasileiras. Foram utilizados coeficientes alfa de Cronbach e análise qualitativa para aferir consistência e aplicabilidade.
Análise dos Resultados
O instrumento apresentou excelente confiabilidade (α de Cronbach acima de 0,89) e foi bem recebido por gestores de diversos setores. A análise indicou que ele permite identificar percepções sobre riscos críticos, fragilidades na governança e áreas prioritárias para intervenção. Ajustes feitos a partir do feedback dos especialistas e da aplicação piloto reforçaram sua robustez teórica e aplicabilidade prática.
Conclusão
O estudo oferece uma contribuição teórica e prática inédita ao propor um instrumento validado para diagnosticar riscos corporativos em inovação aberta. A ferramenta apoia organizações na construção de estratégias de mitigação e na ampliação de sua resiliência. Recomenda-se expandir a aplicação para outros setores e explorar a integração com tecnologias digitais para monitoramento dinâmico de riscos.
Contribuição / Impacto
A pesquisa disponibiliza um artefato metodológico aplicável a empresas de diversos portes e setores, promovendo uma gestão de riscos mais estratégica e eficaz em ambientes colaborativos. Socialmente, fortalece práticas de governança que favorecem a sustentabilidade e a inovação responsável, contribuindo para ecossistemas mais resilientes e alinhados às demandas contemporâneas.
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