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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Gestão Social e Organizações do Terceiro Setor

Título

O PAPEL DA GESTÃO SOCIAL NOS INSTITUTOS FEDERAIS: RUMO A UMA EDUCAÇÃO EMANCIPATÓRIA

Palavras-chave

gestão social instituto federal emancipação

Autores

  • Gisleine do Carmo
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
  • Sarah Lopes
    INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS (IFMG)
  • José Roberto Pereira
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)

Resumo

Introdução

A Gestão Social (GS), de caráter dialógico, participativo e emancipador, propõe uma gestão educacional democrática, afastando-se de modelos hierárquicos e valorizando a participação de todos os sujeitos envolvidos. Essa perspectiva crítica da educação, inspirada por autores como Freire, Saviani e Habermas, visa formar cidadãos conscientes e transformadores. Nos Institutos Federais, a GS é essencial para articular inclusão, democracia e formação integral, enfrentando os desafios impostos por uma lógica neoliberal, e promovendo uma educação voltada ao bem comum e à emancipação social.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Esse ensaio teórico busca discutir a seguinte questão de pesquisa: Como os fundamentos teóricos da GS, aplicados aos Institutos Federais brasileiros, podem contribuir com o processo de emancipação social dos indivíduos? Para responder à questão de pesquisa proposta, define-se o objetivo de analisar o papel da Gestão Social na promoção de uma educação participativa orientada para o bem comum, investigando sua contribuição para a emancipação dos indivíduos.

Fundamentação Teórica

A GS fundamenta-se na racionalidade comunicativa de Habermas e na crítica à lógica instrumental, visando à emancipação por meio da participação, diálogo e decisão coletiva. Com base em Marx, Freire e Guerreiro Ramos, defende esferas públicas como espaços de deliberação democrática e inclusão. Nos Institutos Federais (IFs), essa abordagem articula formação integral, trabalho, ciência, cultura e cidadania. Os IFs atuam como agentes de transformação social, promovendo justiça, inclusão, desenvolvimento local e sustentabilidade por meio de uma educação crítica e emancipadora.

Discussão

A GS nos IFs promove uma educação democrática, crítica e voltada ao bem comum, articulando trabalho, ciência e cultura. Fundamentada em Marx, Freire e Habermas, a GS fortalece a formação integral e emancipatória ao incentivar participação ativa, deliberação coletiva e inclusão. Por meio de práticas como orçamento participativo, conselhos comunitários e projetos de extensão, a GS transforma os IFs em espaços de diálogo, cidadania e transformação social, preparando sujeitos autônomos e conscientes para intervir na realidade.

Conclusão

A GS nos IFs reforça a formação humana integral por meio da participação, diálogo e deliberação democrática. Fundamentada em Marx, Habermas e Freire, a GS contribui para a emancipação dos indivíduos, promovendo uma educação crítica e transformadora. Ao valorizar o interesse coletivo, a solidariedade, as esferas públicas e a racionalidade comunicativa, consolida os IFs como espaços de justiça social, cidadania e desenvolvimento humano. Assim, a GS fortalece a missão dos IFs como agentes de mudança social e educação emancipadora.

Contribuição / Impacto

O trabalho contribui ao evidenciar a importância da Gestão Social GS como prática democrática, dialógica e emancipatória nos Institutos Federais. Analisa como seus fundamentos — participação, deliberação coletiva e racionalidade comunicativa — fortalecem a formação integral e crítica dos sujeitos. A partir de autores como Freire, Habermas e Marx, defende-se que a GS pode transformar os IFs em espaços de construção coletiva, cidadania ativa e transformação social.

Referências Bibliográficas

CANÇADO, A.; PEREIRA, J.; TENÓRIO, F. Gestão Social: epistemologia de um paradigma. 1. ed. Curitiba: CRV, 2013.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 17 ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.
HABERMAS, J. Teoria da Ação Comunicativa. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
MARX, K.; ENGELS, F. Obras Completas de Marx e Engels. Popular, 2004.
PACHECO, E. Fundamentos político-pedagógicos dos institutos federais: diretrizes para uma educação profissional e tecnológica transformadora. Natal: IFRN, 2015.
TENÓRIO, F.; ARAÚJO, E. Mais uma vez o conceito de gestão social. Cadernos EBAPE.BR, v. 18, n. 4, 2020.

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