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Anais

Resumo do trabalho

Gestão da Inovação · Redes, Ecossistemas e Ambientes de Inovação

Título

Como orquestrar a inovação aberta em startups? Controles financeiros e não-financeiros, big data analytics-artificial intelligence e transformação digital

Palavras-chave

Controles gerenciais Inovação aberta Startups B2B
Agradecimento: As autoras agradecem a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado Santa Catarina e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Autores

  • Marília Paranaíba Ferreira
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC)
  • Ilse Maria Beuren
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC)

Resumo

Introdução

Uma compreensão das implicações dos controles financeiros e não financeiros aos processos de inovação aberta requer o exame das capacidades dinâmicas digitais enraizadas nas relações business-to-business (B2B). Ao abordar os desafios associados à gestão digital da inovação aberta de startups B2B, este estudo oferece direcionadores para o sucesso na condução dos negócios das startups pesquisadas.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Como controles financeiros e não financeiros direcionam capacidades dinâmicas digitais no fomento da inovação aberta é uma questão que perpassa as inter-relações das startups sob a égide do modelo de negócios B2B. À luz da Teoria das Capacidades Dinâmicas (TCD), o estudo analisa os efeitos dos controles financeiros e não-financeiros na inovação aberta de startups B2B, mediados pela big data analytics-artificial intelligence (BDA-IA) e transformação digital.

Fundamentação Teórica

As startups vêm se consolidando como fontes de inovação em contextos marcados por incerteza e impulsionadoras da economia e do desenvolvimento social (Davila, 2019). A compreensão das implicações dos controles aos processos de inovação aberta requer examinar as capacidades dinâmicas digitais enraizadas nas relações B2B, consoante a TCD (Teece et al., 1997). De modo geral, o avanço teórico-empírico apoiado na TCD revela que a ênfase em controles esclarece por que algumas empresas conseguem alavancar as capacidades dinâmicas digitais para inovar com maior eficiência (Elbashir et al., 2021)

Metodologia

Aos dados coletados na survey com 108 gestores de startups B2B brasileiras foi aplicada a modelagem de equações estruturais por mínimos quadrados parciais (PLS-SEM).

Análise dos Resultados

Os resultados indicam influência direta e positiva dos controles financeiros na BDA-IA, enquanto os controles não-financeiros influenciam a BDA-IA e a dimensão inbound innovation openness da inovação aberta. Além disso, uma mediação total da BDA-IA é observada nas relações dos controles financeiros e não-financeiros com a transformação digital.

Conclusão

Ao abordar as dificuldades associadas às implicações dos antecedentes gerenciais e digitais da inovação aberta, os resultados da pesquisa têm o potencial de proporcionar impactos importantes para a literatura gerencial e a prática organizacional de startups B2B. Também implicam em posicionar a capacidade da BDA-IA em alavancar processamento e a conversão de inputs informacionais dos SCG em outputs estratégicos voltados à transformação digital.

Contribuição / Impacto

Os resultados contribuem ao evidenciar em ecossistemas B2B a sobressalência dos controles financeiros e não-financeiros direcionados para as capacidades dinâmicas digitais que otimizam a tomada de decisão. Também contribui ao revelar como BDA-IA viabiliza rotinas organizacionais para responder às exigências de digitalização e dos processos inovativos coletivos de startups.

Referências Bibliográficas

Dekker, H. C., Donada, C., & Nogatchewsky, G. (2024). Exploiting cognitive distance for enhanced innovative capabilities: The role of collaboration controls in incumbent-startup partnerships. Technovation, 134.
Elbashir, M. Z., Sutton, S. G., Mahama, H., & Arnold, V. (2021). Unravelling the integrated information systems and management control paradox: Enhancing dynamic capability through business intelligence. Accounting & Finance, 61(S1), 1775-1814.
Teece, D. J., Pisano, G., & Shuen, A. (1997). Dynamic capabilities and strategic management. Strategic Management Journal, 18(7), 509-533.

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