Anais
Resumo do trabalho
Tecnologia da Informação · Transformação Digital e Inovação em Negócios Digitais
Título
SOCIOMATERIALIDADE E IA NA EDUCAÇÃO: O IMPACTO DO CHATGPT NA GRADUAÇÃO CONTÁBIL.
Palavras-chave
ChatGPT
Sociomaterialidade
Contabilidade
Autores
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Victor Lopes LindnerUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
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Marcio Fernando da SilvaUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
Resumo
Introdução
A integração do ChatGPT no ensino superior tem gerado debates entre docentes, com benefícios como personalização do aprendizado e riscos como plágio e superficialidade. Na contabilidade, o uso da IA ainda carece de estudos específicos sobre
sua influência na prática pedagógica. Assim, busca-se compreender como o ChatGPT transforma a dinâmica entre alunos e professores, utilizando a sociomaterialidade como lente teórica para analisar o entrelaçamento entre tecnologia e prática educacional.
sua influência na prática pedagógica. Assim, busca-se compreender como o ChatGPT transforma a dinâmica entre alunos e professores, utilizando a sociomaterialidade como lente teórica para analisar o entrelaçamento entre tecnologia e prática educacional.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Como o uso do ChatGPT pelos alunos tem sido percebido por professores de contabilidade e de que forma ele reconfigura práticas educacionais? O objetivo é analisar as percepções de docentes sobre o uso da IA em atividades acadêmicas, à luz da sociomaterialidade, considerando suas implicações para o ensino, a aprendizagem e a reconfiguração das interações em sala de aula.
Fundamentação Teórica
A inteligência artificial na educação e na contabilidade tem potencial para personalizar o ensino e automatizar tarefas, mas também impõe desafios éticos e cognitivos. A sociomaterialidade (Orlikowski, 2007; Leonardi, 2013) oferece uma lente relacional para entender como artefatos tecnológicos, como o ChatGPT, moldam e são moldados pelas práticas pedagógicas, influenciando competências docentes, autoria e mediação didática.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória. Foram realizadas quatro entrevistas semiestruturadas com professores de contabilidade de graduação, com experiência em disciplinas teóricas e práticas. As entrevistas foram
transcritas com o software Transkriptor e analisadas via análise de conteúdo temática (Bardin, 2011), com auxílio do NVivo. A análise foi guiada por três eixos: efeitos educacionais, reconfiguração organizacional e dinâmicas sociomateriais.
transcritas com o software Transkriptor e analisadas via análise de conteúdo temática (Bardin, 2011), com auxílio do NVivo. A análise foi guiada por três eixos: efeitos educacionais, reconfiguração organizacional e dinâmicas sociomateriais.
Análise dos Resultados
Os professores relataram que o ChatGPT melhora a qualidade superficial dos trabalhos, mas enfraquece o aprendizado profundo. Houve reconfiguração de tarefas, como uso de trabalhos manuscritos, e adaptação metodológica. Os docentes passaram a desenvolver novas competências para lidar com a IA. A presença do ChatGPT modificou as relações em sala de aula, exigindo maior criticidade e responsabilidade pedagógica.
Conclusão
O ChatGPT altera significativamente as práticas educacionais contábeis. Apesar de seus benefícios, sua adoção irrestrita compromete o aprendizado reflexivo. Os docentes precisaram reconfigurar suas estratégias de ensino e desenvolver novas
habilidades. O estudo reforça a importância de compreender a IA como agente ativo nas práticas pedagógicas, exigindo preparo institucional e docente contínuo.
habilidades. O estudo reforça a importância de compreender a IA como agente ativo nas práticas pedagógicas, exigindo preparo institucional e docente contínuo.
Contribuição / Impacto
Este estudo contribui ao evidenciar como tecnologias generativas reconfiguram práticas pedagógicas, reforçando a importância de abordagens críticas na adoção de IA no ensino superior. Através da lente da sociomaterialidade, o artigo amplia a compreensão sobre os impactos da IA na formação contábil, propondo caminhos para políticas pedagógicas mais conscientes, inclusivas e alinhadas à mediação tecnológica crítica.
Referências Bibliográficas
Orlikowski, W. J. (2007); Leonardi, P. M. (2013); Bardin, L. (2011); Sundkvist & Kulset (2024); Abeysekera (2024); Wood et al. (2023); Johri (2022); Gonzalez-Mejía et al. (2024); Popenici & Kerr (2017).