Logo

Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Governança, Ação Pública e Políticas Públicas

Título

EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL: TEORIAS, PRÁTICAS E PERSPECTIVAS FUTURAS

Palavras-chave

Administração Pública Governança Valor Público

Autores

  • Fernando Costa da Silva
    UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ (UTFPR)
  • Thiago Cavalcante Nascimento
    UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ (UTFPR)

Resumo

Introdução

Este artigo analisa a evolução da Administração Pública no Brasil, desde o modelo burocrático tradicional às abordagens contemporâneas de cocriação de valor e participação cidadã. A transformação impulsionada por desafios globais e sociais, exigindo a reavaliação contínua dos modelos de gestão. Busca-se preencher lacunas teóricas sobre a articulação das abordagens no contexto brasileiro e suas contribuições à modernização estatal. O estudo propõe sistematização crítica para auxiliar pesquisadores e gestores na compreensão da evolução teórica e nas futuras transformações institucionais.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O problema de pesquisa reside na persistência de lacunas teóricas sobre como as abordagens da Administração Pública se articulam no contexto brasileiro e suas contribuições efetivas à modernização do Estado. O objetivo é realizar uma análise crítica da evolução das principais teorias da Administração Pública e suas implicações no Brasil, desde o modelo burocrático até o Ecossistema do Serviço Público, explorando contribuições, limitações e possibilidades de articulação para a construção de uma gestão pública mais inclusiva e responsiva.

Fundamentação Teórica

O quadro teórico aborda a evolução da Administração Pública desde a burocracia weberiana (Weber, 1922) e Administração Científica (Taylor, 1911), focadas em racionalização e controle. Em seguida, a Nova Gestão Pública (Hood, 1991), que buscou eficiência via lógica de mercado. Posteriormente, a Nova Governança Pública (Osborne, 2010), enfatizando redes e colaboração. As teorias mais recentes incluem o Valor Público (Moore, 1995), a Lógica do Serviço Público (Osborne, 2020) e o Ecossistema do Serviço Público (Osborne et al., 2021), que redefinem a criação de valor como um processo cocriado e int

Discussão

A discussão revela que a evolução da Administração Pública no Brasil é um processo de sobreposições, não linear, onde traços patrimonialistas persistem. Embora modelos como a NGP tenham trazido avanços em eficiência, valores como equidade e inclusão foram sacrificados. As abordagens atuais, focadas em valor público e cocriação, buscam reconstruir a legitimidade estatal, mas sua aplicação no Brasil é incipiente devido a barreiras estruturais como desigualdades e fragmentação. A análise sugere a necessidade de abordagens híbridas e governança adaptativa para enfrentar os desafios contemporâneos.

Conclusão

Este estudo mapeou a evolução da Administração Pública no Brasil, do modelo tradicional às abordagens contemporâneas de cocriação. A superação da visão clássica exige a incorporação de modelos que valorizem a participação cidadã e a colaboração, como a Lógica do Serviço Público e o Ecossistema do Serviço Público. A aplicação prática demanda o reposicionamento do gestor público e o uso de metodologias participativas. Embora haja iniciativas relevantes no Brasil, persistem entraves estruturais à consolidação de uma gestão pública mais adaptativa, dialógica e centrada no cidadão.

Contribuição / Impacto

Este artigo oferece uma análise comparada das gerações teóricas da Administração Pública no Brasil, identificando o hibridismo institucional como traço persistente. Propõe um referencial analítico para avaliação de ecossistemas de serviço público em países em desenvolvimento. Contribui para a compreensão crítica da trajetória institucional brasileira e para o delineamento de estratégias mais conectadas às necessidades sociais. O estudo impulsiona uma agenda de gestão pública mais inclusiva, responsiva e orientada ao valor público, fortalecendo a articulação entre academia e gestão pública.

Referências Bibliográficas

Osborne (2010); Bresser-Pereira (2000, 2007); Bovaird & Löffler (2012); Eriksson & Andersson (2023); Virtanen & Jalonen (2023); Pecí et al. (2008); Leite et al. (2022); Moore (1995); Kanon (2023); Kinder & Stenvall (2023); Trischler & Charles (2019).

Navegação

Anterior Próximo