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Anais

Resumo do trabalho

Finanças · Finanças Comportamentais

Título

VIESES COGNITIVOS NA TOMADA DE DECISÕES DE INVESTIMENTOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

Palavras-chave

vieses cognitivos tomada de decisão investimentos
Agradecimento: Nossos agradecimentos à Capes e à Fapemig, pelo apoio financeiro e também à Universidade Federal de Lavras pelo suporte institucional e acadêmico.

Autores

  • José Ronaldo do Nascimento
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
  • Larissa Xavier Lima Cecoti
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
  • Rômula Keli Marino
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)
  • Francisval de Melo Carvalho
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)

Resumo

Introdução

O estudo tem como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura focada na identificação, descrição e análise dos vieses cognitivos que afetam a tomada de decisões de investimentos no contexto das finanças comportamentais. Este assunto ganhou destaque a partir da década de 1970, tendo como um de seus principais precursores o economista (Herbert Simon, 1970). Em 1976, Simon introduziu o conceito de racionalidade limitada, segundo o qual a capacidade dos indivíduos de tomar decisões racionais é restrita por limitações de informação disponível, capacidade cognitiva e tempo para análise.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Tem-se então o problema de pesquisa: Quais são os principais vieses cognitivos que influenciam a tomada de decisões de investimentos, como eles são caracterizados na literatura científica, e quais estratégias ou recomendações têm sido propostas para mitigar seus efeitos no contexto das finanças comportamentais.
Esta pesquisa tem por objetivo geral, realizar uma revisão integrativa da literatura para identificar, descrever e analisar como os vieses cognitivos têm sido abordados na tomada de decisões de investimentos no âmbito das finanças comportamentais.

Fundamentação Teórica

O excesso de confiança leva gestores a subestimarem riscos futuros, o otimismo os faz superestimar a chance de eventos favoráveis (De Long et al., 1990). Fatores psicológicos devem ser considerados na análise do comportamento, especialmente nas decisões organizacionais e na forma como reportam informações nos demonstrativos financeiros. O excesso de confiança tem sido apontado como relevante, pois pode levar ao gerenciamento de resultados. A presença de controle familiar na estrutura acionária atua como moderador negativo, reduzindo essa influência. (Ko & Huang, 2007; Li & Hung, 2013).

Discussão

Os principais vieses investigados incluem: excesso de confiança, aversão à perda, heurísticas de ancoragem e disponibilidade, efeito de manada, ilusão de controle, heurística da representatividade, otimismo, dissonância cognitiva, efeito disposição, autocontrole, conservadorismo e mimetismo. A recorrência desses vieses indica seu papel central na literatura de finanças comportamentais, especialmente em relação à forma como distorcem o julgamento dos investidores, levando a erros sistemáticos na avaliação de riscos e oportunidades.

Conclusão

A investigação partiu da premissa de que fatores psicológicos, emocionais e cognitivos desempenham um papel significativo no comportamento dos investidores, muitas vezes desviando-os de escolhas racionais e levando a decisões financeiras subótimas. Os resultados destacam a importância dos aspectos comportamentais, mostrando que vieses comprometem a racionalidade e podem causar perdas. Emoções como medo, euforia e arrependimento intensificam esses vieses, influenciando a tolerância ao risco.

Contribuição / Impacto

Conclui-se, portanto, que esta pesquisa contribui para a sistematização do conhecimento sobre a influência dos vieses cognitivos nas decisões de investimento, reforçando o papel das finanças comportamentais como campo fundamental para a compreensão do comportamento dos agentes no mercado. Os achados oferecem subsídios relevantes não apenas para pesquisadores e educadores, mas também para reguladores e participantes do mercado financeiro, na busca por decisões mais conscientes, eficientes e estáveis.

Referências Bibliográficas

De Long, J. B., Shleifer, A., Summers, L. H., & Waldmann, R. J. (1990). Noise Trader Risk in Financial Markets. Journal of Political Economy, 98(4), 703–738.

Ko, K. J., & Huang, Z. J. (2007). Arrogance can be a virtue: Overconfidence, information acquisition, and market efficiency. Journal of Financial Economics, 84(2), 529-560.

Li, I. C., & Hung, J. H. (2013). The moderating effects of family control on the relation between managerial overconfidence and earnings management. Review of Pacific Basin Financial Markets and Policies, 16(02), 1350010.

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