Logo

Anais

Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Comportamento Organizacional

Título

CULTURA ORGANIZACIONAL E VÍNCULOS PSICOLÓGICOS: UM ESTUDO COM TELETRABALHADORES DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Palavras-chave

Teletrabalho Cultura Organizacional Vínculos Psicológicos
Agradecimento: Agradecimentos ao CNPq e à FUNCAP

Autores

  • VALERIA ARAUJO FURTADO
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)
  • Ana Paula Moreno Pinho
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)

Resumo

Introdução

Com o teletrabalho observa-sem dificuldades de tradução dos valores culturais, pressupostos, linguagens e significados neste cenário (Asatiani; Hämäläinen; Penttinen; Rossi, 2020). Raghuram (2021) aponta que as especificidades inerentes ao teletrabalho podem impossibilitar os benefícios advindos da cultura organizacional como o desenvolvimento e fortalecimento de vínculos psicológicos importantes como a identificação (Bartel; Wrzesniewski; Wiesenfeld, 2012) e o comprometimento organizacional (Kaushik; Guleria, 2020).

Problema de Pesquisa e Objetivo

Pergunta: Como ocorre a identificação e o comprometimento para trabalhadores de TI que vivenciam uma cultura organizacional remotamente? Objetivo: Identificar como ocorre a identificação e o comprometimento para trabalhadores de TI que vivenciam uma cultura organizacional remotamente.

Fundamentação Teórica

Para Schein (2009) e Schein e Schein (2022) a cultura ocorre a partir das manifestações mais tangíveis às mais abstratas; desta forma, os autores propuseram três níveis da manifestação da cultura: artefatos, valores e pressupostos básicos. Já o teletrabalho é constituído pela junção simultânea de três elementos: distância, tecnologia e organização. A identificação e o comprometimento são caracterizados como importantes vínculos psicológicos (Meyer; Allen, 1991), nos quais contribuem para o indivíduo concordar e estar disposto a atingir os objetivos organizacionais.

Metodologia

Este estudo caracteriza-se como qualitativo, descritivo e exploratório. Foram selecionados 21 trabalhadores que se encaixem na conceituação de profissionais de tecnologia da informação conforme Niederman et al. (2016). Os participantes foram contatados utilizando o método bola de neve. Para a coleta de dados utilizou-se a técnica de entrevista semiestruturada e a abordagem ACR. Os dados foram analisados segundo o método de análise de conteúdo (Bardin, 2016) e analisados com o auxílio do software Atlas.ti, em sua versão 25.

Análise dos Resultados

Verificou-se que a percepção da cultura se concentra em artefatos e valores. A identificação emerge do alinhamento de valores, mas pode ser mais forte com projetos ou equipes. A desidentificação ocorre por quebra de confiança e ausência de elementos culturais, enquanto a identificação neutra e ambivalente surgem da desconexão com simbolismos e e da incongruência de valores. O comprometimento afetivo e normativo emergem pelo pertencimento e gratidão, já o comprometimento de continuação pelos benefícios adquiridos receio do mercado de trabalho.

Conclusão

Apesar dos desafios do teletrabalho, identificação e comprometimento podem florescer em profissionais de TI, que priorizam desenvolvimento de carreira. É crucial que as empresas reforcem a cultura organizacional para alinhar valores e fortalecer vínculos psicológicos. Limitações do estudo incluem a escassez de pesquisas sobre os níveis mais profundos da cultura e adaptações metodológicas no formato remoto. Futuras pesquisas devem abranger outras categorias e o trabalho híbrido.

Contribuição / Impacto

Este estudo traz contribuições ao ampliar a pesquisa que relaciona cultura, comprometimento e identificação organizacional. Do mesmo modo, contribuirá no avanço das pesquisas sobre a identificação e o comprometimento organizacional ao reforçar a multidimensionalidade destes contrutos. Ademais, colaborará como estudo qualitativo e, por fim, contribuirá para que a prática do teletrabalho seja adotada e experienciada sem prejuízos à cultura e a estes vínculos psicológicos.

Referências Bibliográficas

ARAÚJO, R. A.; FURTADO, V. A.; PINHO, A. P. M. “I’ma chameleon”: The protean career raveled. RAM. Revista de Administração Mackenzie, v. 26, n. 2, p. eRAMG250148, 2025.
KREINER, G. E.; ASHFORTH, B. E. Evidence toward an expanded model of organizational identification. Journal of Organizational Behavior: The International Journal of Industrial, Occupational and Organizational Psychology and Behavior, [S. l.], v. 25, n. 1, p. 1-27, 2004.
MEYER, J. P.; ALLEN, N. J. A three-component conceptualization of organizational commitment. Human Resource Management Review, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 1991.

Navegação

Anterior Próximo