Anais
Resumo do trabalho
Empreendedorismo · Empreendedorismo Social
Título
O Caminho para o Tour Aromático da Amazônia: Da Busca por Matéria-Prima à Construção de uma Organização Regenerativa
Palavras-chave
Organização Regenerativa
Empreendedorismo Regenerativo
Turismo Regenerativo
Autores
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Silvia Ferraz Nogueira De TommasoFIA Business School
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Aline V. AlvesUnopar
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André Massao NishimuraFundação Instituto de Administração - FIA
Resumo
Introdução
Este artigo relata o processo de criação de uma organização regenerativa, a Aura Amazonia, a partir da experiência investigativa de sua fundadora, uma aromaterapeuta, em pesquisa de campo na floresta Amazônica. Uma organização regenerativa reconhece ser parte da natureza e que suas atividades precisam ser projetadas e integradas de forma a contribuir e agregar ao todo, ao ecossistema onde está inserida. É um processo sistêmico e interconectado, onde o desenvolvimento saudável de uma forma de vida está inseparavelmente ligado ao desenvolvimento saudável das outras
Problema de Pesquisa e Objetivo
Apesar da rica literatura sobre organizações regenerativas ainda há lacunas para o entendimento de como empreendedores tradicionais fazem a transição para desenvolverem organizações regenerativas. O objetivo deste artigo é descrever como uma empreendedora tradicional desenvolveu uma organização regenerativa.
Fundamentação Teórica
A sessão da fundamentação teórica apresenta os conceitos de organização regenerativa, o conceito de ecossistema como modelo de negócio e a diferenciação para o ecossistema regenerativo. E traz o conceito de empreendedorismo e empreendedor regenerativo. Ao reconhecer o papel facilitador da Natureza, pesquisadores provocam a reformulação da compreensão do nexo entre empreendedorismo e sustentabilidade. O modelo de empreendedorismo regenerativo, o empreendedor se envolve com a Natureza, aprende com ela e entra em conflito com ela diariamente.
Metodologia
Este artigo adota uma abordagem qualitativa exploratória baseada em entrevistas e pesquisa ação. Combinando o estudo de caso único com a pesquisa participante este estudo permiti uma exploração robusta e contextualizada da trajetória de transformação de uma empreendedora tradicional inserida na sociedade moderna. De forma complementar, foram feitas 16 entrevistas em profundidade com moradores da RSD e participantes do tour entre agosto de 2023 e fevereiro de 2025.Utilizamos a codificação para técnica de análise dos resultados.
Análise dos Resultados
Os dados revelaram quatro mecanismos para o desenvolvimento de uma organização regenerativa: gatilhos de reconexão com consciência individual e coletiva de moradores e visitantes, influência da aprendizagem ecológica, a identificação do território e conhecimento tradicional, e os efeitos colaterais do negócio regenerativo.
Conclusão
Como os empreendedores que atuam nas sociedades modernas podem adquirir conhecimento ecológico e incorporar esse conhecimento em seus empreendimentos desenvolvendo organizações regenerativas? Essa pergunta embasou nossa investigação. Os pesquisadores acompanharam o desenvolvimento da Aura Amazônia e tiveram acesso a múltiplos stakeholders que puderam descrever como a conexão entre os empresários da cidade (sociedade moderna) e os empresários da floresta (comunidades ribeirinhas da RDS do Uatumã) cocriaram com a Natureza (conhecimento ecológico) para desenvolver uma organização regenerativa.
Contribuição / Impacto
Esse artigo contribui com a pesquisa de Branzei et al. (2018) e Muñoz e Branzei (2021), trazendo evidência do processo de desenvolvimento de uma organização regenerativa. Esse artigo apresenta limitações à medida que é um estudo em desenvolvimento que combina a observação participante dos pesquisadores ao longo de sete anos e ainda está em consolidação. Neste sentido, a agenda de pesquisa visa o acompanhamento das viagens do tour aromático ao longo do ano de 2025 . A contribuição social e gerencial é o modelo de desenvolvimento de organizações regenerativas.
Referências Bibliográficas
Dias, B. D. (2019). Regenerative development–building evolutive capacity for healthy living systems. Management and Applications of Complex Systems, 13(8), 315–323.
du Plessis, C. (2012). Towards a regenerative paradigm for the built environment. Building Research & Information, 40(1), 7–22.
Muñoz, P., & Branzei, O. (2021). Regenerative organizations: Introduction to the special issue. Organization & Environment, 34(4), 507-516.
du Plessis, C. (2012). Towards a regenerative paradigm for the built environment. Building Research & Information, 40(1), 7–22.
Muñoz, P., & Branzei, O. (2021). Regenerative organizations: Introduction to the special issue. Organization & Environment, 34(4), 507-516.