Anais
Resumo do trabalho
Administração Pública · Memória Coletiva, Movimentos Sociais e Direitos Humanos
Título
GESTÃO DE MUDANÇAS NO BANCO DO BRASIL NOS ANOS 1990
Palavras-chave
Poder
Instituições Financeiras
Gestão de Mudança
Agradecimento:
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES)
Autores
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Renan Baltazar dos SantosUSP - Universidade de São Paulo
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Karla Fernanda PereiraFaculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA
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Abias Andrade de SouzaCENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DA SÁ
Resumo
Introdução
Esta pesquisa buscou compreender como o contexto histórico das mudanças ocorridas no Banco do Brasil em 1990 possibilitou a sua consolidação no setor bancário nacional. Trata-se, em primeira instância, de uma abordagem qualitativa, que teve início com a análise da história do Banco do Brasil, seguida da identificação dos incidentes críticos, sob a perspectiva teórica da abordagem contextualista. Os dados da pesquisa ajudam a entender a profundidade da politização das mudanças no Banco do Brasil.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Como a gestão de mudanças implementadas pelo Banco do Brasil nos anos 1990 contribuiu para consolidação de seu poder do setor bancário brasileiro?
Objetivo: compreender como o contexto histórico das mudanças ocorridas no Banco do Brasil em 1990 possibilitou a sua consolidação
no setor bancário nacional.
Objetivo: compreender como o contexto histórico das mudanças ocorridas no Banco do Brasil em 1990 possibilitou a sua consolidação
no setor bancário nacional.
Fundamentação Teórica
A história do Banco do Brasil é permeada por muitas reviravoltas, mas sua fundação, liquidação e ressurgimento no contexto brasileiro está intimamente ligado ao fortalecimento dos interesses da classe senhorial, que à época eram o caráter mercantil e escravista da economia (GAMBI, 2011; SOARES, 2023). Assim, desde sua fundação, o Banco do Brasil, além de seus objetivos funcionais, como a emissão de notas e serviços bancários em geral, havia um direcionamento na operacionalização da instituição.
Discussão
A transformação do Banco do Brasil de um caráter majoritariamente colonial para uma sociedade de economia mista que estava disputando mercado com outras empresas apresenta confluências com as indicações da abordagem contextualista de Pettigrew (2007), que orienta que as transformações devem ocorrer nos níveis mais profundos. Além disso, discutiu-se os seguintes incidentes: Fundação, Primeira Fusão, Abertura da Carteira Industrial, Internacionalização e Sociedade Mista, Autorização para operar com todas as carteiras de mercado.
Conclusão
Os resultados da pesquisa contribuem para o entendimento de quão politizadas as transformações no Banco do Brasil foram, uma vez que estavam ligadas às formas de governo vigentes na época. No entanto, a instituição obteve sólido crescimento na segunda metade da década de 1990, garantindo lucros e potencial competitivo. Da mesma forma, percebe-se o quanto autoridades coloniais e senhoriais se apoderaram da máquina pública desde sua fundação até a autorização para atuar com outros produtos e serviços
Contribuição / Impacto
Adicionalmente, implica-se uma reflexão histórica e contextual de momentos que antecederam acordos internacionais, como a Agenda 2030, mais especificamente os destacados no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes, posicionando o Banco do Brasil como uma instituição presente no imaginário brasileiro e intimamente ligada ao processo de construção do país como o conhecemos.
Referências Bibliográficas
GAMBI, Thiago Fontelas Rosado. O segundo Banco do Brasil como banco da Ordem. Simpósio Nacional de História, v. 26, 2011.
PETTIGREW, Andrew M. A cultura das organizações é administrável? In: FLEURY, Maria Tereza Leme & FISCHER, Rosa Maria. Cultura e poder nas organizações. 2. ed. 12. reimpr. São Paulo: Atlas, 2007. p. 145-153
SOARES, Rodrigo Goyena. A abolição indenizada: o Banco do Brasil e a pactuação do treze de maio. Almanack, Guarulhos, n. 35, ea00423, 2023. Disponível em: Acesso em: 10 jun. 2025.
PETTIGREW, Andrew M. A cultura das organizações é administrável? In: FLEURY, Maria Tereza Leme & FISCHER, Rosa Maria. Cultura e poder nas organizações. 2. ed. 12. reimpr. São Paulo: Atlas, 2007. p. 145-153
SOARES, Rodrigo Goyena. A abolição indenizada: o Banco do Brasil e a pactuação do treze de maio. Almanack, Guarulhos, n. 35, ea00423, 2023. Disponível em: Acesso em: 10 jun. 2025.