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Anais

Resumo do trabalho

Agribusiness · Estratégia e Competitividade nas cadeias agrícolas

Título

GOVERNANÇA, SUCESSÃO FAMILIAR E CONTROLE GERENCIAL COMO ESTRATÉGIAS DE COMPETITIVIDADE: UM ESTUDO EM EMPRESAS RURAIS BRASILEIRAS DA “PORTEIRA PARA DENTRO”

Palavras-chave

Empresas rurais Controle gerencial Sucessão familiar
Agradecimento: Ao Programa de Pós Graduação em Administração da UFMS e Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC, pela disponibilização dos dados da pesquisa.

Autores

  • Bruna Caruzo
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
  • Márcia Maria dos Santos Bortolocci Espejo
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
  • Silvana Dalmutt Kruger
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
  • Silvia Morales de Queiroz Caleman
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)

Resumo

Introdução

A gestão “da porteira para dentro” em empresas rurais brasileiras é marcada por desafios de sucessão familiar e profissionalização. A continuidade dessas empresas é motivada não apenas pela geração de renda, mas também pela forte ligação afetiva entre os familiares. A adoção de práticas de controle gerencial e de governança sucessória fortalece a transparência, o planejamento e a continuidade do negócio. Entender como diferentes gerações adotam esses mecanismos contribui para ampliar a competitividade do setor e garantir sustentabilidade econômica e social no meio rural.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Este estudo investiga como a geração familiar no comando influencia o uso de práticas de controle gerencial em empresas rurais, analisando a sucessão como fator estratégico de governança e competitividade. O objetivo é identificar quais gerações se assemelham e adotam mais práticas formais de gestão e como isso fortalece a continuidade e a eficiência da administração rural “da porteira para dentro”.

Fundamentação Teórica

A sucessão em empreendimentos rurais ocorre, em geral, de forma informal, baseada na convivência entre gerações. O capital humano, formado pelas competências e experiências dos membros da família, torna as propriedades mais ágeis e competitivas (Fleury & Fleury, 2001). A literatura aponta que práticas de controle gerencial, como fluxo de caixa e análise de custos, fortalecem a organização, melhoram a tomada de decisão e sustentam estratégias de crescimento no setor agro (Grainer et al., 2017).

Metodologia

A pesquisa é aplicada, de natureza mista, com dados secundários da pesquisa “Governança no Agronegócio” (IBGC, 2022). A subamostra inclui 157 respondentes com informações sobre geração familiar, idade, escolaridade e práticas de controle gerencial. Foram analisadas 14 variáveis por HOMALS, para mapear relações entre perfis e controles, e MANOVA, para testar diferenças. O estudo busca padrões que associem características dos gestores à adoção de práticas formais de gestão.

Análise dos Resultados

A HOMALS indicou bom ajuste e mostrou que as variáveis com maior peso são controles formais como projeções financeiras, fluxo de caixa, balanço e demonstrativos. A projeção bidimensional evidenciou que respondentes da quarta geração se concentram onde há maior adoção dessas práticas. A MANOVA confirmou efeito significativo da geração no comando sobre o padrão de controle gerencial, enquanto idade e escolaridade não mostraram impacto estatístico relevante.

Conclusão

Os resultados mostram que práticas como projeções financeiras, fluxo de caixa e balanço patrimonial são essenciais para padronizar o controle gerencial. A MANOVA confirmou que a geração no comando influencia essas práticas, mais comuns em gerações avançadas. Isso reforça que a sucessão familiar fortalece a governança e a competitividade, pois amplia o uso de controles formais. Assim, o capital humano acumulado torna a gestão mais profissional, transparente e sustentável.

Contribuição / Impacto

Este estudo oferece subsídios às empresas rurais familiares ao demonstrar como as práticas de controle gerencial e a governança sucessória contribuem para a competitividade no mercado. Além disso, destaca que o capital humano acumulado ao longo do tempo é essencial para viabilizar transições geracionais mais seguras e estruturadas.

Referências Bibliográficas

ALCÂNTARA, N. de B.; MACHADO FILHO, C. A. P. O processo de sucessão no controle de empresas rurais brasileiras: um estudo multicasos. Organizações Rurais & Agroindustriais, v. 16, n. 1, 2014.
PELIZARO, C. I., CALEMAN, S. M. D. Q., & DA SILVA, D. B. (2023). Relação entre Governança, Estágio de Sucessão e Personalidade Jurídica em Empresas Rurais Familiares. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, 19(2).
SCHULTZ, T. W. Investment in human capital. The American Economic Review, v. 51, n. 1, p. 1–17, 1961.

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