Logo

Anais

Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Diversidade, Diferença e Inclusão nas Organizações

Título

DESIGUALDADES ESTRUTURAIS E O NEOLIBERALISMO NO MUNDO DO TRABALHO: Uma Perspectiva Interseccional

Palavras-chave

Interseccionalidade Mercado de Trabalho Neoliberalismo
Agradecimento: Agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo financiamento.

Autores

  • Wellyngton Ribamar Silva Poli
    Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA
  • Andressa de Sousa Santos Ferreira
    UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA)
  • Aline Zanini Lima
    Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA

Resumo

Introdução

Este ensaio teórico analisa criticamente as desigualdades estruturais no mundo do trabalho, articulando os impactos do neoliberalismo com a perspectiva interseccional. A partir de uma construção coletiva situada, o texto evidencia como discursos como o da empregabilidade reforçam a responsabilização individual, apagando desigualdades de raça, gênero e classe. Propõe uma abordagem analítica transformadora, que desafia narrativas hegemônicas e destaca caminhos de resistência e justiça social no cenário brasileiro contemporâneo.

Problema de Pesquisa e Objetivo

A principal contribuição deste ensaio é oferecer uma visão multifacetada das desigualdades estruturais no mundo do trabalho contemporâneo, argumentando que estas não são fenômenos isolados, mas sim manifestações interconectadas de uma lógica sistêmica que exige uma compreensão profunda e uma abordagem transformadora.

Fundamentação Teórica

A fundamentação teórica articula a crítica ao neoliberalismo, que individualiza responsabilidades e oculta desigualdades estruturais, com a interseccionalidade como ferramenta analítica para revelar opressões múltiplas e sobrepostas. Argumenta-se que discursos como o da empregabilidade reforçam a culpabilização do indivíduo, enquanto estruturas organizacionais e sociais perpetuam exclusões baseadas em raça, gênero, classe e outros marcadores.

Discussão

O texto analisa criticamente as desigualdades estruturais no mundo do trabalho, articulando neoliberalismo e interseccionalidade. Argumenta que o discurso da empregabilidade transfere ao indivíduo a responsabilidade pelo sucesso, ocultando barreiras sistêmicas. As organizações são vistas como reprodutoras dessas desigualdades, e conceitos como biopoder e necropolítica revelam a precarização como forma de controle. Defende-se a resistência coletiva e políticas interseccionais como caminhos para a transformação social.

Conclusão

A conclusão reforça que a luta por um trabalho digno exige romper com a lógica neoliberal que individualiza responsabilidades e oculta desigualdades estruturais. A interseccionalidade revelou-se essencial para compreender opressões múltiplas, e as organizações, longe de neutras, reproduzem tais desigualdades. Defende-se a responsabilização institucional, o enfrentamento da precarização e a formulação de políticas públicas interseccionais, com participação ativa dos grupos afetados, como caminhos para um futuro laboral mais justo e emancipatório.

Contribuição / Impacto

O trabalho apresenta potencial de impacto prático ao oferecer subsídios teóricos para a formulação de políticas públicas e práticas organizacionais comprometidas com a justiça social. Ao evidenciar como o discurso da empregabilidade individualiza responsabilidades e oculta desigualdades estruturais, propõe uma abordagem interseccional que pode orientar ações afirmativas mais eficazes e inclusivas. Além disso, contribui para o fortalecimento de estratégias coletivas de resistência, ampliando as possibilidades de transformação nas dinâmicas do mundo do trabalho.

Referências Bibliográficas

Não se aplica

Navegação

Anterior Próximo