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Anais

Resumo do trabalho

Turismo e Hospitalidade · Planejamento e Gestão em Turismo

Título

O MAPA DAS STARTUPS BRASILEIRAS DE LAZER E TURISMO.

Palavras-chave

Mapeamento Startup Traveltech
Agradecimento: A USP por meio do Edital Novos Docentes

Autores

  • Giovana Bueno
    Universidade de São Paulo
  • Karen Oliveira
    Universidade de São Paulo

Resumo

Introdução

Nos últimos anos, o ecossistema brasileiro de startups de turismo tem experimentado um crescimento impulsionado por avanços tecnológicos, mudanças nas demandas dos viajantes e incentivos específicos para a inovação sustentável (Hjalager, 2010; Gretzel et al., 2020). De acordo com o Mapeamento do Ecossistema Brasileiro de Startup, realizado pela Associação Brasileira de Startups - Abstartup (2023), houve um aumento considerável no número de empreendimentos inovadores e tecnológicos, principalmente as fintechs, healthtechs e edtechs, que continuam avançando em inovação e investimentos.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Para a Abstartup (2023) foram mapeadas 2.593 e classificadas em dez segmentos. No entanto, não é possível identificar o segmento de Turismo e para obter informações sobre o setor, o leitor precisará acessar a Base do relatório e fazer a busca por meio de filtros. Há ainda o Diagnóstico do Ecossistema de Inovação em Turismo, elaborado pelo Wakalua Innovation Hub e entregue ao Ministério do Turismo, porém os dados foram coletados em 2021 e não foi possível identificar alguma ação de continuidade do mapeamento para os próximos anos.

Fundamentação Teórica

As startups de turismo têm se consolidado como agentes de transformação no setor, redefinindo a concepção, distribuição e experiência dos serviços turísticos. Hjalager (2010) e Gretzel et al. (2020) argumentam que a inovação no turismo ocorre por meio da incorporação de tecnologias emergentes e novas estratégias empresariais, promovendo maior eficiência e qualidade nos serviços prestados, ao mesmo tempo em que ressignificam as interações entre turistas, comunidades locais e empreendedores do setor. Essas empresas emergem em ecossistemas dinâmicos, favorecidos pela sinergia entre agentes públic

Metodologia

A pesquisa se caracteriza como de abordagem quantitativa com o uso da análise descritiva das informações coletadas. Os dados foram obtidos por meio da coleta manual de dados secundários extraídos de bases existentes de startups brasileiras sendo de acesso público a base da Abstartups, Startupscanner, Onfly, Panrotas e Wakalua Innovation Hub e de acesso restrito a base do Porto Digital e do Elume Parque Tecnológico.

Análise dos Resultados

Foram mapeadas 371 startups ativas, permitindo identificar a predominância de Traveltechs (43%) seguidas por Sportstechs, Mobitechs, Eventstechs, Foodtechs, Funtechs e Gametechs. Os dados evidenciam a concentração no Sudeste (60%) e indicam o crescimento do setor, especialmente a partir de 2017, com picos significativos de abertura entre 2020 e 2021, sinalizando um ecossistema em expansão, embora ainda desigual. A análise indica que muitas startups já superaram o estágio inicial, ainda assim, permanecem desafios relevantes quanto à escalabilidade e à consolidação organizacional.

Conclusão

Ao mapear um campo ainda pouco explorado, o estudo revela a baixa presença de startups em determinadas regiões e segmentos, apontando caminhos promissores tanto para o avanço de pesquisas quanto para o desenvolvimento de ações estratégicas fomentadas por políticas públicas. Conclui-se que, ao sistematizar dados e propor reflexões sobre a distribuição, características e desafios das startups de turismo no Brasil, este trabalho oferece um diagnóstico relevante do setor, fornecendo subsídios valiosos para o desenvolvimento de estratégias voltadas à inovação mais distribuída.

Contribuição / Impacto

No aspecto teórico amplia a literatura sobre ecossistema de startups de turismo e lazer permitindo uma compreensão mais detalhada da estrutura desses setores para assim, impulsionar novos estudos sobre o tema e discussões. Na prática, ter um mapa único que reúne os demais dados mapeados, distribuídos por segmentos, localização e finalidade, com fácil acesso a essas informações, auxilia na divulgação das iniciativas existentes no Lazer e no Turismo, promove a interação entre os elementos do ecossistema de startups e de inovação estimulando, dessa maneira, o networking entre esses atores.

Referências Bibliográficas

Hall, C. M. (2019). Constructing sustainable tourism development: The 2030 Agenda and the managerialization of policy discourses. Journal of Sustainable Tourism, v. 27, n. 7, p. 1044 1060.
Hall, C. M. & Williams, A. M. (2019). Tourism and innovation. 2. ed. Abingdon: Routledge.
Hjalager, A. M. (2010). A review of innovation research in tourism. Tourism Management, v. 31, p. 1–12.
Kuss, A. C., & Medaglia, J. (2023). Turismo e tecnologia da informação: das agências tradicionais às travel techs. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, 16, e-2668.

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